RD - B Side
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"Sometimes meaningless gestures are all we have"

quarta-feira, julho 30, 2008
Outra Leva

Para não deixar o blog parado mais filmes baixados (espero não repetir títulos) na outra metade do mês (o post anterior foi dia 13). A ironia (ou tragédia) da coisa é que eu não vi nenhum desses ainda.

AMERICANOS

Birds Of America, Craig Lucas
Forgetting Sarah Marshall, Nicholas Stoller
Kill Switch, Jeff King
Purple Violets, Edward Burns
Smart People, Noam Murro
Turn The River, Chris Eigeman
Wanted, Timur Bekmambetov

EUROPEUS

71 Fragmente Einer Chronologie Des Zufalls, Michael Haneke
A Double Tour, Claude Chabrol
Benny's Video, Michael Haneke
Coeurs, Alain Resnais
Doomsday, Neil Marshall
Elephant, Alan Clarke
Gouttes D'Eau Sur Pierres Brûlantes, François Ozon
Inglorious Bastards, Enzo G. Castellari
La Petite Lili, Claude Miller
La Question Humaine, Nicolas Klotz
Phantom, F.W. Murnau

ASIÁTICOS

3-4 X Jûgatsu, Takeshi Kitano
Dokfa Nai Meuman, Apichatpong Weerasethakul
Hachiko Monogatari, Seijirô Kôyama
Takeshis, Takeshi Kitano
Yaju No Seishun, Seijun Suzuki

DOCUMENTÁRIOS

A Propósito De Buñuel, José Luis López-Linares & Javier Rioyo
All The Love You Cannes, Gabriel Friedman & Lloyd Kaufman
D.I.Y. Or Die, Michael W. Dean
Ears, Open. Eyeballs, Click, Canaan Brumley
Harlan County, U.S.A., Barbara Kopple
Punishment Park, Peter Watkins
Stanley Kubrick's Boxes, Jon Ronson
____________________

Lancelot Du Lac, Robert Bresson
Les Anges Du Péché, Robert Bresson
Quatre Nuits D'un Rêveur, Robert Bresson
Une Femme Douce, Robert Bresson

Akasen Chitai, Kenji Mizoguchi
Gion Bayashi, Kenji Mizoguchi
Yoru No Onnatachi, Kenji Mizoguchi
Yuki Fujin Ezu, Kenji Mizoguchi

Clash By Night, Fritz Lang
Die Spinnen 1, Fritz Lang
Die Spinnen 2, Fritz Lang
The Blue Gardenia, Fritz Lang


posted by RENATO DOHO 1:06 PM
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sexta-feira, julho 25, 2008
Pilotos (1)

Desde o mês passado vazaram vários pilotos das séries que estrearão no outono americano, além de novas séries de midseason que já estrearam. Quis conhecer os novos (e futuros) seriados já que o único no ar atualmente é Weeds. Não baixei todos, mas dentre os baixados alguns fui vendo aos poucos e outros ainda estão para serem vistos. Por isso essa é a primeira leva:

Flashpoint



Da atual temporada mid-season, achei uma das melhores séries. A que eu sabia que iria ver os outros episódios assim que acabou o primeiro. É uma produção Canadá/EUA por isso os nomes pouco conhecidos no elenco (Amy Jo Johnson de Felicity é uma das conhecidas). É muito bem realizada, com ótimo ritmo e o seu diferencial é apresentar os procedimentos de uma equipe tática especial. Se CSI conquistou por mostrar todos os detalhes da ciência forense, de uma forma sedutora e até, de vez em quando, didática, esse seriado presta atenção nos detalhes de como uma equipe dessas trabalha. A trama do piloto, por exemplo, é básica: um homem descontrolado com uma arma na mão está com uma refém bem no centro da cidade e a equipe aparece para resolver o problema. Fosse outro seriado ou filme a coisa poderia acabar em poucos minutos, mas vamos ver como toda a equipe planeja a ação, como algo tão "simples" aparentemente exige cuidado e método. Checagem de equipamentos, os códigos para cada missão, os relatórios de cada ação executada, o auxílio da psicóloga da polícia, táticas de abordagem, rastreamento de locais, posicionamento dos atiradores, etcs, etcs, etcs. Obviamente fascinante para quem se interessa pelo assunto e também para quem não conhece - por isso o aumento significativo (ao menos nos EUA) de candidatos para criminalistas de laboratório forense devido ao CSI e outros seriados do gênero. E a resolução não termina com o fim da situação, vamos ver como um simples tiro é avaliado pela corporação, como o atirador passa por uma investigação, como isso o afeta, como afeta sua família, enfim, não é o típico policial que atira adoidado, resolve o problema, recebe tapinha nas costas e parte pra outra. Essa abordagem diferente desses gêneros tradicionais, queira ou não, muda as espectativas diante de projetos semelhantes (seja na tv ou no cinema). Uma cena de investigação, uma 'crime scene' por exemplo, pode soar muito falsa hoje em dia se a produção não cuidar dos detalhes, pois o espectador já tem um outro nível de exigência, evitando os trabalhos desleixados, que pouco ligam para o real ou a impressão do real (nisso Michael Mann não tem com o que se preocupar, seus trabalhos são ainda mais meticulosos). O seriado está no ar e três episódios já foram exibidos. Vi o segundo e continua ótimo, e notei que há o recurso de vermos alguns minutos da situação num momento de crise e a volta no tempo (horas antes) para mostrar como se chegou àquele ponto, repetindo o que ocorreu no piloto. É muito legal ver uma mulher na equipe e ainda mais que é a pequena adorável da Amy Jo, o que dá o contraste dela ser uma das atiradoras de elite e portar um rifle quase do tamanho dela (já tem até comunidades no orkut pro personagem dela).

The Mentalist



Quem conhece o seriado Psych vai achar a premissa desse bem parecida, mas não é cópia, é quase uma versão séria dela contando a história de um habilidoso “mentalista” (existe essa palavra?), pessoa com habilidade de identificar sutis comportamentos humanos, com um passado de charlatão, onde se passava por um médium que conversava com mortos, que acaba entrando para a polícia, auxiliando em casos diversos. Robin Tunney é a líder do grupo que ele faz parte. O atrativo da série é vê-lo analisar cenários e suspeitos de crimes, decifrando o que a maioria dos investigadores deixa passar; nisso há algo de Sherlock Holmes ou Hercule Poirot no personagem. Há o gancho da morte investigada indicar que um famoso serial killer possa estar de volta, assassino este que o protagonista tentou caçar, quando ainda se passava por médium e apenas ajudava a polícia. E há uma tragédia que vai ser mais explorada envolvendo o protagonista e o assassino que resulta num ótimo final, mostrando o quão perturbado o protagonista parece ser. O criador, Bruno Heller, foi produtor e roteirista de Roma. Boas participações especiais no piloto: Gail O'Grady, Steven Culp e Zeljko Ivanek (Damages). É uma das séries que quero ver mais episódios quando estreiar em Setembro.

Fringe



Nova série do J.J. Abrams (Lost) parece uma mistura entre Arquivo X e Alias. De Arquivo X vem as estórias que entram na seara do sobrenatural ou extraordinário, além de uma conspiração que dá a impressão de ser grande. De Alias a atenção dada para a protagonista interpretada pela revelação Anna Torv, além de outros fatos semelhantes que só não digo para não dar spoilers desnecessários. É a atriz principal que faz com que queiramos ver os episódios seguintes, ela tem uma presença forte e uma interpretação que conquista. Há absurdos que precisam ser relevados para ao menos se curtir a trama (experimentos malucos, Joshua Jackson com super QI), senão tudo parece ser ridículo. Achei fraco o envolvimento do personagem de Jackson no seriado, não há um grande motivo para que ele continuasse e se houver mesmo a formação de uma dupla é aí que a coisa fica mais frágil ainda, por que uma parceria justo com ele? No finalzinho já começam as pistas de uma trama secreta se passando por detrás das coisas, mais uma mitologia que Abrams cria, mas que desta vez não vou cair. O seriado tem que se manter sem isso para que eu tenha vontade de vê-lo.

The Secret Life Of The American Teenager



Tive curiosidade de ver o piloto dessa série depois que li a notícia que alcançou uma das maiores audiências do canal em que passa, a ABC Family, além do título que atrai e ter a participação de Molly Ringwald. Tem um pouco o clima dessas séries para canais jovens ou infantis do tipo Disney, só que com um algo a mais. É engraçado ver que para esse canal o seriado mostra a típica garota bem comportada americana, a filha querida dos pais (ao invés da irmã mais jovem, rebelde), a boa aluna da escola, que já de início sabemos que está grávida e ainda que é de um dos garanhões da escola. Por outro lado a linda loira, que namora - como não poderia deixar de ser - o jogador de futebol da escola, e faz todos os garotos a cobiçarem é cristã e quer casar virgem, além de ser simpática com todos. O tal garanhão, vamos ver mais tarde, faz terapia por, entre outras, ter sofrido abuso sexual do pai na infância. Além disso há um divertido casal asiático que parece presenciar e comentar certos acontecimentos com ironia. A possibilidade de aborto é discutida e a tentação do sexo bate à porta do jogador que também é cristão, mas não quer esperar até o casamento. Achei que para o público do canal o seriado é menos comportadinho do que possa aparentar, e a criadora é a mesma do seriado 7th Heaven, que nunca vi, mas sei que cada episódio discutia assuntos semelhantes de forma séria, mas ao mesmo tempo leve, familiar. É tão simpática a série que até vi o segundo episódio que mantém o nível e deixa o casal asiático ainda mais divertido (e até agora não sei se são namorados ou irmãos).

Raising The Bar



Mais uma série sobre advogados, desta vez criada pelo Steven Bochco (L.A. Law, Murder One, NYPD Blue). Se não apresenta novidade é especialmente cativante para mim que gosto do gênero. Centra a história num jovem advogado, ainda idealista que peita uma juíza num caso de estupro. Aparentemente a série vai dar mais atenção para essa relação entre advogados e juízes. O melhor é ver o jogo de interesses e manipulação que ocorre na justiça, onde o que menos interessa é a justiça em si, mas sim vantagens, favores e, claro, poder. Se é assim lá imaginem aqui. Há interesse em saber como a série vai se desenrolar.

True Blood



A nova série de Alan Ball (Six Feet Under) é um pouco decepcionante. Não por ser ruim, mas a premissa pouco empolga na história envolvendo uma cidadezinha do interior americano, uma jovem garçonete que consegue ouvir o pensamento das pessoas (!), o irmão dela que comete um assassinato e vampiros, que começam a se incorporar na sociedade aos poucos (há a menção do “revelamento” deles ter ocorrido poucos anos atrás). O sangue deles dá vitalidade (e tesão pelo que parece) para quem toma, por isso é algo cobiçado e algumas pessoas os caçam para a retirada do sangue. Anna Paquin é a garçonete que tem a habilidade especial ainda não explicada que fica fascinada pelo primeiro vampiro que chega à sua cidade e o salva de uma situação. Termina o episódio e não dá vontade de acompanhar essa outra realidade de vampiros convivendo com humanos e os acontecimentos que girarão em torno dessa cidadezinha.


posted by RENATO DOHO 11:15 AM
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segunda-feira, julho 21, 2008
Batman - O Cavaleiro Das Trevas (The Dark Knight)



Duas surpresas diante do filme. A primeira é ter adorado um filme de Christopher Nolan, cuja em toda filmografia tenha achado no máximo bons alguns filmes (a saber, Amnésia e parte de Batman Begins). A segunda é Heath Ledger como o Coringa. Não fui um dos que caíram de amores por ele logo após sua morte, não tinha particular admiração por seu trabalho, nem pelo seu mais comentado papel em O Segredo De Brokeback Mountain, que aliás nem o filme eu chego a gostar. Então para mim parecia natural eu não ir na onda dos que estão achando incrivel sua performance como o Coringa, ter pés atrás. Isso não ocorreu, fiquei realmente surpreendido por sua interpretação, vendo uma grande entrega por esse personagem.

Mas, o que realmente queria destacar, e talvez venha a ser uma terceira surpresa é minha admiração pelo roteiro do filme. Foi-se o tempo em que chegava a prestar atenção nisso, tanto é que não saberia apontar uns 5 roteiristas da atualidade cujo trabalho gosto e acompanho, o que fazia antes com nomes como David Mamet e Neil Simon. Durante o filme foi o aspecto que mais me cativou: a trama básica, os temas tratados, as situações criadas e algumas falas ditas. Quando via o Coringa em ação tanto achava a atuação muito boa quanto gostava ainda mais do que ele dizia e de como conduzia a trama. A situação de caos e falta de esperança que vão se acumulando mais para o final diante de uma Gotham desprotegida é construída pelo enredo (auxiliada também pelo uso criativo da música, especialmente o tema do Coringa, que dá a sensação de perigo iminente, de grande tensão). Assim, muito menos que em outros trabalhos dos irmãos Nolan (principalmente O Grande Truque), os "truques" da narrativa se encaixam perfeitamente, seja na decisão de qual pessoa salvar (Rachel ou Harvey) ou nas barcas prestes a explodir, não parecem estar como puras estripulias de roteiro, mas coesos com o que querem tratar. Também a carta da Rachel é ao mesmo tempo importante e emocionante, mais uma vez mostrando dois caminhos, duas formas de agir e qual ela tem vontade de seguir.



Nolan, nas cenas de ação, evoluiu bastante a ponto de trazer uma das melhores seqüências do filme que é a perseguição automobilística envolvendo o furgão da polícia, um caminhão e o batmóvel. E atinge o auge com o batpod, com o som muito bem trabalhado realçando toda a ação (sentimos tanto a potência da máquina quanto sua presença imponente). A cena em que o caminhão tomba, mesmo já vista no trailer, empolga ao ponto de obter reações da platéia (creio que aplausos em outras épocas ou com outra platéia seria perfeitamente plausível), assim como o simples recurso do batpod usar a parede para reverter a posição. Mais do que isso é inserir em toda essa ação mais um confronto de modos de ação, duas formas de pensar e agir. Por isso quando o batpod se dirige de encontro ao Coringa e ele parece ansiar por isso é menos a ação em si, mas mais o duelo "mental" que se estabelece, até que ponto Batman chega e até que ponto o Coringa consegue comprovar sua teoria.

Esse experimento do Coringa tem influências de A Piada Mortal e é aplicado tanto em Batman quanto em Harvey Dent e toda população de Gotham. Os três reagem de formas distintas.



Finalmente o Coringa é uma entidade ameaçadora, imprevisível, sádica, sadomasoquista, perversa, mentirosa e ácidamente bem humorada. A trama policial e até social, é perfeita para o personagem que não é visto como especialmente interessado em poder, dinheiro ou algum plano mirabolante como geralmente ocorre. Sua maquiagem, que primeiramente surpreendeu a todos, é uma das melhores caracterizações para seu personagem, a mais "realista", por assim dizer. Ela borrada com o tempo é ainda melhor.

Essa procura pelo tal realismo que torna a noção de caos social palpável. Gotham já não é aquela cidade imaginária de antes, mas sim cada cidade de cada pessoa que vê o filme. A corrupção percorrendo todas as esferas, a sistemática queda tanto de figuras emblemáticas quanto de instituições (governo, polícia, hospital, transporte, família, cidade) só aproxima cada vez mais o espectador do filme, criando uma identificação com sua própria realidade.



Voltando à ação, Nolan apenas derrapa na confusa cena do prédio com os reféns, usando (ou abusando) do efeito de sonar, que tem um visual fantasioso demais (coerente com o personagem, um morcego).

Só que o filme não é só o Coringa ou o roteiro, mas todo um conjunto e Nolan tem sua cota de responsabilidade na direção do filme. Se ele não chega a ser extremamente criativo a ponto de tornar cada cena memorável do ponto de vista da mise en scène há momentos elogiáveis como a saída do Coringa do hospital, vestido de enfermeira; mais uma vez ele, saindo da prisão num carro de polícia e esticando o pescoço para fora para apreciar o vento na cara; a já dita cena da perseguição de automóveis; e a mais clara cena em que se destaca sua direção: a reversão da câmera ao mostrar o Coringa de cabeça para baixo, fazendo de seu discurso extremamente mais significativo e deixando ele e Batman, cara a cara, de igual para igual. É a última cena do Coringa e ele não é mostrado de cabeça pra baixo, então seria todo o resto que estaria de cabeça para baixo?



O filme é cheio de dualidades, com a moeda de Harvey como símbolo maior, e Nolan já tratava disso desde o primeiro filme em que um jovem começa a imitar um ladrão e acaba assumindo sua persona sem que ele quisesse.

Quanto ao Batman, visto por muitos como coadjuvante do filme, acho que é o principal e, mais importante ainda, é visto mais como um símbolo do que representa e isso deveria ser uma norma para não ser desrespeitada. A cada cena dele "ao natural", interagindo com as pessoas, menos ele se torna crível. Quanto mais misterioso, melhor. Ele tem que ser uma entidade, como o é quando aparece na sala de interrogatório atrás do Coringa. Afinal ele é todo ação e nenhum discurso, nisso que Wayne via o oposto e a salvação em Harvey. Toda a parte discursiva do personagem deveria ser passada através de Wayne, o que o filme tenta, mas não toda hora. Sua decisão final é digna das melhores sagas heróicas, se tornando cada vez mais um outcast, um pária, um anti-herói numa cruzada ainda mais solitária que é o maior herói de todos. E isso lembra tanto o Surfista Prateado no especial Stan Lee e Moebius quanto, recentemente, Jack Bauer no final da quarta temporada de 24 Horas, o final que deveria ser definitivo para a série, mas infelizmente não foi.



Considero uma das melhores adaptações de quadrinhos para a tela e a abordagem é como eu sempre gostaria de ver tratado certos quadrinhos, especialmente o Batman. E ainda com pouquissimos cgis (mais uma vez só aquele sonar pra estragar um pouco). Mais poderia ser dito e pensado, mas apenas com a revisão do filme.

Não imaginaria isso acontecendo, mas Nolan está de parabéns pelo filme e que ele (o filme) influencie futuras adaptações e os próximos Batmans.



posted by RENATO DOHO 7:15 PM
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domingo, julho 20, 2008
U2 Deluxe Edition Box Set



Edição exclusiva da Amazon.

P.S. - aproveitando o post musical indico
um set que um primo fez, sem pretensão alguma.

posted by RENATO DOHO 1:07 AM
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Ryan Adams & The Cardinals - Follow The Lights (EP)



Dentre as novas canções há a bela Follow The Lights.

LINK

posted by RENATO DOHO 12:55 AM
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sexta-feira, julho 18, 2008
Sierra Hull - Secrets



A garota prodígio finalmente lança seu álbum de estréia! Produção dela e de Ron Block (Union Station). Participação de vários veteranos do bluegrass.

"Sierra é um ser humano notavelmente talentoso, belo. O êxito não pode vir a uma pessoa mais digna. Adoro-a" - Alison Krauss

Eis um EPK bem legal que é uma boa intro pra quem não a conhece e uma boa maneira de se ouvir seu forte sotaque sulista, que é encantador:



LINKS:
1 / 2

pass: sharedmusic.net

posted by RENATO DOHO 12:10 AM
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quinta-feira, julho 17, 2008
Shearwater



Bela banda que só fui conhecer através da canção que está no trailer de In Search Of A Midnight Kiss. Apesar da foto dar a impressão de ser uma banda com vocal feminino a mulher apenas toca o baixo. A canção do trailer está nesse ótimo álbum:



LINK

Um de seus trabalhos mais elogiados:



LINK

E pra quem gostou, eis o mais recente álbum, de 2008:



LINK

posted by RENATO DOHO 2:57 PM
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domingo, julho 13, 2008
+ Baixados

AMERICANOS

Permanent Vacation, Jim Jarmusch
Redbelt, David Mamet
The Heart Is A Lonely Hunter, Robert Ellis Miller
The Life Before Her Eyes, Vadim Perelman
The Prize Winner Of Defiance, Ohio, Jane Anderson

EUROPEUS

Le Ballon Rouge, Albert Lamorisse
Les Biches, Claude Chabrol
The Reflecting Skin, Philip Ridley

ASIÁTICOS

Hei Tai Yang 731, Tun Fei Mou
Subarashiki Nichiyobi, Akira Kurosawa

DOCUMENTÁRIOS

Chronos, Ron Fricke
One Day In The Life Of Andrei Arsenevich, Chris Marker
The Kon Ichikawa Story, Shunji Iwai

OUTROS

Idi I Smotri, Elem Klimov
Sólo Con Tu Pareja, Alfonso Cuarón
XXY, Lucía Puenzo
____________________

Scénario Du Film Passion, Jean-Luc Godard
Tout Va Bien, Jean-Luc Godard & Jean-Pierre Gorin

En Lektion I Kärlek, Ingmar Bergman
Kris, Ingmar Bergman
Riten, Ingmar Bergman

36 Fillette, Catherine Breillat
À Ma Soeur!, Catherine Breillat
Anatomie De L'Enfer, Catherine Breillat
Brève Traversée, Catherine Breillat
Sex Is Comedy, Catherine Breillat
Une Vielle Maîtresse, Catherine Breillat
Une Vraie Jeune Fille, Catherine Breillat


posted by RENATO DOHO 10:54 PM
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sexta-feira, julho 11, 2008
It's 49, man!



11 de Julho de 1959, Perth Amboy, New Jersey.

Uma compilação de alguns dos seus mais conhecidos solos:



posted by RENATO DOHO 2:02 PM
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quinta-feira, julho 10, 2008
Fim Dos Tempos (The Happening)



Era de se esperar tal filme vindo de M. Night Shyamalan logo após a má recepção de A Dama Na Água. Só não se esperava que ele iria tão fundo assim na reflexão de sua própria condição dentro da indústria.

A ameaça surge em parques (holly wood ?). As falas truncadas, a paralização e o andar para trás não lembram (entre outras coisas) a exibição de um filme com problemas? A morte do cinema ou de um tipo de cinema? Os efeitos sem efeitos, o monstro traduzido em cenas de pessoas correndo do vento. Ou onde apenas planos de um galho e um balanço estabelecem toda tensão que pode nem existir fora de seu contexto (efeito kuleshov?). O desnudamento das coisas onde apenas numa casa modelo, onde tudo é falso, há a aparência de que tudo está bem (mais uma vez, o cinema?), lembrando da farsa de A Vila tanto quanto comunidade como com relação ao “monstro”. Leguizamo é o homem dos números, das porcentagens, dos orçamentos, das pesquisas demográficas, das bilheterias (por isso ele se veste mais como um executivo do que um professor?)... A câmera segue a morte, seja na arma passando mão em mão no trânsito parado, aos visitantes do zôo que registram os leões, na velha que entra de cabeça nas janelas ao carro que bate de frente com a árvore, há um enfrentamento claro de um autor ou de um tipo de cinema diante das coisas como estão, num risco quase mortal.

Mas, acima de tudo, o filme trata, em vários níveis, das falhas de comunicação. O casal que parece estar no meio de uma crise onde uma das pontas é um admirador que vê os sinais errados . As informações vindas de celulares, rádios, tvs, mais confundem que esclarecem algo. E cada informação só faz com as pessoas se afastem umas das outras. Sintomática aquela encruzilhada na estrada onde, quase que numa exceção, as pessoas vão chegando e se reunindo. Se o acúmulo de informações e pessoas só é prejudicial, o isolamento (físico e comunicativo) também se mostra danoso (a velha senhora). É na falha de comunicação que os jovens morrem na casa ocupada. O que é Wahlberg falando com uma planta de plástico, e continuando a falar mesmo sabendo disso se não a tentativa falha de comunicação entre as coisas? E se é pela fala que o casal se comunica entre casas (e de certa forma num diálogo possível apenas pela montagem) é da vontade da união física que se completa a família em última instância e da coragem de enfrentar o não visível que se vence a ameaça.



Shyamalan e o público? Shyamalan e Hollywood? Shyamalan e a crítica?

Qual é a cor do amor?

Não é sem razão que a notícia da gravidez é dada sem palavras. A comunicação fnalmente se estabelece, ao menos naquele núcleo, ao menos dentro do próprio cinema de Shyamalan.

A tal “teoria” só pode ser comprovada, diante do que o especialista fala na tv, com o evento ocorrendo em outro lugar. Que lugar? A França. Shyamalan não escolheu o lugar à toa.

E não, não são os "fim dos tempos", mas sim é "o acontecimento", e assim deve ser encarado tanto o filme quanto o que ele se propõe a discutir, refletir e questionar.


posted by RENATO DOHO 5:24 PM
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