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"Sometimes meaningless gestures are all we have"

quarta-feira, setembro 10, 2008
Paul Auster



Curiosa a adição de capas diferenciais para os livros de Paul Auster que a Companhia Das Letras começou a utilizar a partir de Noite Do Oráculo. Hoje em dia virou quase que uma marca dos livros dele nas livrarias. Não sei se outros livros imitaram, o máximo que vi foi o da Marcia Tiburi, Filosofia Em Comum, ter uma textura parecida, mas sem ser uma sobrecapa, as dust covers americanas. Fica um charme a mais, evitando que apareçam fotos ou desenhos que com o tempo fiquem muito datadas. Enfim, o post era sobre isso, as diferentes capas dos livros do Paul Auster. Pra não ser muito vazio eis a bibliografia dele:

1982: O Inventor Da Solidão (The Invention Of Solitude).
1985: A Trilogia De Nova York (The New York Trilogy).
1987: No País Das Últimas Coisas (In The Country Of Last Things).
1990: Palácio Da Lua (Moon Palace).
1990: A Música Do Acaso (The Music Of Chance).
1991: A Arte Da Fome (The Art Of Hunger).
1992: Leviatã (Leviathan).
1994: Mr. Vertigo (Idem).
1995: Cortina De Fumaça E Sem Fôlego (Smoke & Blue In The Face).
1996: Da Mão Para A Boca – Crônica De Um Fracasso Inicial (Hand To Mouth – A Chronicle Of Early Failure).
1999: Timbuktu (Idem).
2001: Achei Que Meu Pai Fosse Deus (I Thought My Father Was God).
2002: O Livro Das Ilusões (The Book Of Illusions).
2003: Noite Do Oráculo (Oracle Night).
2005: Desvarios No Brooklyn (The Brooklyn Follies).
2006: Viagens No Scriptorium (Travels In The Scriptorium).
2008: Homem No Escuro (Man In The Dark).

Paul Auster é um dos poucos autores que a cada livro lançado faço questão de ter. Não são todos assim, alguns eu até preferia ler sem ter que comprar. Alguns outros que prestigio cada lançamento (mesmo que atrase a leitura, sem ter lido o anterior) são geralmente autores recentes, com uma bibliografia pequena que dá pra acompanhar. Não dá pra ser assim com um Gabriel García Márquez ou Norman Mailer, por exemplo. São eles: Rubem Fonseca, Tom Wolfe, Alain De Botton, Nick Hornby, Cormac McCarthy, Amélie Nothomb (mas que tem mais inéditos do que lançados), John Fante e recentemente Irvin D. Yalom.

P.S. - vendo a foto acima lembrei que A Trilogia De Nova York eu tenho, mas como o livro é daquela coleção que saiu em banca não estava guardado no mesmo local, por isso esqueci de botá-lo alinhado com os outros.


posted by RENATO DOHO 11:37 PM
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terça-feira, setembro 09, 2008
Gimme Gimme Gimme



Os fãs de Big Love curtirão ainda mais esse clipe para o filme Mamma Mia! em que a bela Amanda Seyfried canta uma das canções do ABBA para a trilha.

E quem quiser ter o clipe em alta qualidade só baixar
aqui.

posted by RENATO DOHO 3:38 PM
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Chega De Saudade



Adorável filme da Lais Bodansky que me cativou bem mais que o seu anterior, O Bicho De 7 Cabeças. Muito de suas grandes qualidades é ter conseguido apresentar diversos personagens e ter um carinho por todos, não há um que fique representado negativamente, mesmo que uma ou outra hora pode-se tomar partido por um ou outro o roteiro evita que haja um direcionamento. Não há o frio, a coitada, a vadia, o chato, o galinha, etcs. E isso se deve aos atores que apresentam nuances. Exemplo maior é o de Stepan Nercessian, que claramente poderia ser visto como safado, aproveitador, cheio de lábia, mas não é assim que se apresenta ou até é, já que até os espectadores ele leva na conversa, mas sentimos ali algo a mais, uma sinceridade. E é com ele que o ótimo final se dá - o quanto aquilo é pose, o quanto aquilo ali é sincero, fica ao espectador decidir, eu fiquei mais com a sinceridade, mas sem que ele deixe de lado sua safadeza. Os personagem são plausíveis, então você acredita nas relações apresentadas, até mesmo com o sentimento que uma jovem possa ter por aquele universo ou aquela pessoa em específico. Há certos e erros na fotografia do Walter Carvalho, no começo uma certa falta de sincronia entre o que se mostra e o tom do filme, mas depois ótimas escolhas como o soco no banheiro que perdemos (passando aquela urgência misturada com encenação). O filme até emociona (ao ponto de choro) num dos momentos finais. Fiquei é surpreso lendo depois o quanto várias pessoas viram um esquematismo, uma falta de vida nos personagens contrastando com o quanto eu me aproximei e me senti familiarizado com aqueles personagens. Legal que o filme tem sido bem procurado nas locadoras, levei 2 semanas para achá-lo em 2 locais (com 2 cópias em cada), pois estava sempre locado, coisa que não acontecia, desde, sei lá, muito tempo (quando chegava até a reservar filmes). Talvez, elocubração minha, em dvd o filme fique mais atraente para o público alvo do filme que não é o maior público das salas de cinema: o pessoal de meia idade, os frequentadores desses salões de baile das cidades do interior, etcs.

Inspeção Geral (Strip Search)



Curioso filme de Sidney Lumet feito para a HBO após uma ausência dos filmes desde Glória. Foi a tv que o fez ressurgir, pois Lumet criou, produziu, dirigiu e escreveu vários episódios da serie 100 Centre Street nesse hiato de filmes. Logo após esse projeto para a HBO que voltou a filmar com mais regularidade dando nos elogiados filmes Sob Suspeita e Antes Que O Diabo Saiba Que Você Está Morto (na fila para serem vistos, queria ver na ordem). É um filme (ou média já que tem 55 minutos) básico e simples: 2 situações ocorrendo em 2 países diferentes, mas sendo a mesma situação e contendo quase que todos os diálogos iguais, inverte-se apenas algumas coisas. O roteiro é do criador do seriado Oz, Tom Fontana. Achei que o filme iria utilizar um recurso que cheguei a planejar uma década atrás, mas não, o que seria até bem mais interessante pro filme (hehehe). Alguns momentos a eterna repetição das falas ou ações parece estar lá mais para aumentar a duração do filme do que apontar semelhanças, demonstrar diferenças, e isso num filme curto é uma pequena falha, ainda mais que em outros momentos corta-se essa repetição e tiramos informações apenas de uma situação. Maggie Gyllenhaal em mais uma atuação corajosa, atuando nua por um bom tempo. Os 4 atores, 2 em cada locação, seguram bem o texto.


posted by RENATO DOHO 12:05 AM
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segunda-feira, setembro 01, 2008
Segunda Quinzena De Agosto

E 15 dias depois...

AMERICANOS

Baby Mama, Michael McCullers
Broken Arrow, Delmer Daves
Civic Duty, Jeff Renfroe
Guadalcanal Diary, Lewis Seiler
Hell Ride, Larry Bishop
Mister Lonely, Harmony Korine
Never Back Down, Jeff Wadlow
Pat Garrett & Billy The Kid, Sam Peckinpah
Sleep, My Love, Douglas Sirk
The Go Getter, Martin Hynes
The Mummy - Tomb Of The Dragon Emperor, Rob Cohen
The Onion Movie, Tom Kuntz & Mike Maguire
The Promotion, Steve Conrad
The Punisher, Mark Goldblatt
War, Inc, Joshua Seftel

ASIÁTICOS

Ichiban Utsukushiku, Akira Kurosawa
Onna Ga Kaidan Wo Agaru Toki, Mikio Naruse
Shao Lin San Shi Liu Fang, Lau Kar-Leung

EUROPEUS

Elegy, Isabel Coixet
King & Country, Joseph Losey
Le Voyage Du Ballon Rouge, Hou Hsiao Hsien
Monsieur Klein, Joseph Losey
Secret Ceremony, Joseph Losey

DOCUMENTÁRIO

51 Birch Street, Doug Block
Bigger Stronger Faster
, Chris Bell
Gonzo - The Life And Work Of Dr. Hunter S. Thompson
, Alex Gibney
I Am An Animal
, Matthew Galkin
My Kid Could Paint That
, Amir Bar-Lev
The Mindscape Of Alan Moore, Dez Vylenz

OUTROS

The Young One, Luis Buñuel


posted by RENATO DOHO 8:27 PM
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A História Das Coisas

Ótimo vídeo. 21 minutos, mas que valem à pena. Legendado em português de Portugal (mas perfeitamente compreensível).



O vídeo pode ser
baixado aqui também. Quem quiser as legendas transformadas para o português nacional pode baixar aqui.

posted by RENATO DOHO 7:57 PM
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domingo, agosto 31, 2008
The Nazis - Um Alerta Da História (The Nazis - A Warning From History)



Eis um quase excelente documentário da BBC que me fez repensar várias coisas. Uma delas reforça aquela velha idéia de quanto mais sabemos, mais sabemos que não sabemos nada. A segunda guerra mundial apesar de ser um tema tão abordado em livros, filmes, reportagens, documentários, seriados, quadrinhos, etcs nunca foi algo que estudei de verdade. Na escola quase sempre os acontecimentos do século XX eram vistos rapidamente nas últimas semanas de cada ano, tanto da história nacional quanto da internacional. Geralmente parava-se na revolução russa (outro tópico que nunca fui a fundo) e em Getúlio. Então o que realmente sabia (sabíamos) da segunda guerra era tudo um "ouvi dizer" já que somente se você fosse estudar história poderia se aprofundar no assunto. Então vendo esse documentário me perguntava, de onde eu sabia coisas aqui e ali e por que não sabia de tantas coisas básicas, como foi o processo de formação do partido nazista, como se iniciou a guerra e muitos outros detalhes. Pois eu nunca li um livro específico sobre isso e nem me debrucei em documentários sobre o assunto. Por que achamos que sabemos de algo e nos damos por satisfeitos? Confesso mais falhas: não sei direito até hoje todos os eventos que levaram à primeira guerra mundial, na revolução russa confundo bolchevistas com mencheviques, os fundamentos da direita e esquerda surgidos na revolução francesa, etcs. Tudo faz parte daquela névoa do "acho que sei um pouco desse fato", mas embaralhado, sem uma ordem interna que trace uma linha evolutiva que vá gerando eventos até chegarmos aos dias de hoje, tudo bagunçadamente em compartimentos que não se relacionam. Aí se penso em fatos mais atuais dá angústia saber que não sei quase nada (o conflito Israel-Palestina tive que ler um livro básico para começar a entender um pouco), tanto lá fora (Chiapas, Irã-Contras) quanto aqui (MDB, Arena, coluna Prestes). Como as pessoas sabem das coisas? E certas coisas cheguei a estudar, mas não lembro mais. Hoje tudo está à um clique na internet e dá pra saber de tudo isso na hora, mas será que conseguirei organizar tudo direito e lembrar depois? Sempre é necessário um "start", algo que nos crie o interesse.



Voltemos ao documentário que é dividido em 6 partes e foi produzido por Laurence Rees, sendo encontrado em livro também. Didático hoje em dia parece palavrão, mas o documentário é bem isso mesmo e cativa justamente pela forma clara com que vai explicando todo o processo. Muitas imagens de arquivo muito bem utilizadas entremeadas com entrevistas com pessoas que viveram os fatos e uma boa narrativa (e locução). O bom é que conseguiram entrevistar pessoas de vários lados e opiniões, vários que serviram ao partido nazista, trabalharam com Hitler, denunciaram judeus ou estavam na juventude hitlerista. Esse aspecto de "aviso" do subtítulo permeia o projeto, saber para evitar, saber para não repetir. Então não são jogados dados e dados que não levam à nada, sempre se busca a compreensão das coisas. Não que o documentário seja brilhante na forma ou no conteúdo, mas muito da nota que dou para ele vem da capacidade de ter despertado em mim essa maior curiosidade e interesse e isso é mérito dele e que valorizo bastante. Me motivou tanto que ao saber que Laurence Rees também fez Auschwitz - A Fábrica Da Morte Do Império Nazista tratei de copiar os dvds. E isso foi num crescendo ainda em processo de absorção, isto é, fui adquirindo coisas, mas ainda não consumidas: também copiei Minha Luta e A Queda! que na época do lançamento não me atraiu o suficiente, baixei a série de documentários Battlefield e Soldados De Hitler, assim como War Stories, Visions Of Space – Albert Speer, alguns episódios de The World At War, Inside The Mind Of Adolf Hitler, os filmes Hitler – The Last Ten Days e Guadalcanal Diary, comprei A Batalha Da Rússia (uma coleção de documentários oficiais, boa parte dirigida por Frank Capra, que se acha por 6,90 em hipers por aí), desencavei da minha "biblioteca" os livros Diário De Guadalcanal, No Bunker De Hitler (que veio de graça junto com o anterior) e A Noite, enfim, me abasteci, não para uma maratona, mas para de pouco em pouco com os anos entender um pouco mais algo que ocorreu não tão distante no tempo, mas ainda tão não compreendido (ao menos para mim). Infelizmente esses surtos surgem assim com outros tópicos, como por exemplo, serial killers na história, a história da pintura, ou da psicanálise, ou da filosofia, ou do terrorismo, ou da arquitetura, ou da bossa nova, ou do rock, ou do jazz, ou dos aviões, ou do budismo, ou da astronomia, ou da física, ou... deu pra entender. E sem nunca realmente ter a disciplina de focar numa só coisa e ficar menos leigo - isso é a única coisa que tenho em comum com Leonardo Da Vinci, disperso, só que em cada pincelada que dava em qualquer assunto ele era genial.

The Nazis saiu em dvd de banca pela Abril em 3 volumes, mas dá pra se achar para baixar (com legendas) na internet. Via megaupload pode ser baixado
aqui. Recomendo.



"How could a political party as fundamentally evil and overtly racist as the Nazis come to power? This remains one of the most enigmatic questions of the last century. Acclaimed historian Laurence Rees examines what led a cultured nation at the heart of Europe to commit the atrocities it did. In so doing he exposes popular myths and encourages understanding of the real forces that led to one of the darkest chapters in modern history. Was it simply the hypnotic power of Hitler's rhetoric? Did the Gestapo really impose themselves by terror on an unwilling population? Through interviews with witnesses and perpetrators along with archive film and records this six-part series unveils a more chilling reality."


posted by RENATO DOHO 12:06 AM
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sábado, agosto 30, 2008
Emily Oster: What do we really know about the spread of AIDS?



posted by RENATO DOHO 12:31 AM
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