sexta-feira, junho 07, 2002
Curioso
Ao lado da maior igreja Universal Do Reino De Deus da cidade há um antigo depósito ferroviário, onde o trem parava para descarregar mercadorias. Desativado, este depósito foi remodelado e agora parece que vai ser algo parecido com uma boite, creio que sim, pois já tem uma inscrição num pedra com "The Gate" escrito, uma falsa ponte elevadiça de castelo e há lá em cima um demônio de pedra, iluminado e com olhos vermelhos. Ironia pura! Haverá protestos ou os frequentadores da igreja irão logo após à missa para a boite? hehehehehe O depósito serve muito para raves, vi que lá dentro está cheio de panso vermelhos. Que diabo vai ser aquilo?!
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Trilha de cinema
Primeira vez que ouço Bon Jovi esperando começar um filme. O que tocava era Crush, já que começou com It's My Life, passou pra Say It Isn't So e um pouquinho de Thank You For Loving Me antes de começar os trailers.
Um local legal de se ouvir trilhas antes dos filmes era o Cine Art Uff, boa seleção, às vezes relacionado com o filme que ia ser exibido. Devia ser mais bem pensado essa parte nos cinemas. Em alguns mais "chiques" de Curitiba e São Paulo já ouvi peças eruditas, o resto é o pop de sempre.
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Escutei por aí
Num supermercado:
Mãe para criança => Pára com isso! Como eu odeio criança! Odeio criança! Odeio! Eu podia ter nascido bicha pra não ter criança!
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O QUARTO DO PÂNICO
Tenso, eis um filme tenso. Fora esse fato temos um filme que se equilibra em coisas boas e ruins.
O roteiro é o ponto fraco, essa história de gato e rato num local fechado já vimos e não há uma idéia nova nesse sentido (Trespass de Walter Hill, Sob O Domínio Do Medo de Sam Peckinpah como exemplos). O que o filme oferece para compensar? Jodie Foster, como sempre ótima dando força ao personagem (imagino se fosse a Nicole Kidman, primeira escolha, como o filme seria completamente diferente, melhor? não sei).
Diziam que o filme era um malabarismo de câmera só. Bom, só no início, logo depois tudo se concentra na história e não vemos mais essas pirotecnias. Decepciona por esse lado, já tinha imaginado mil planos mirabolantes dentro daquela casa e só encontrei uns planos contidos de Fincher, que queria ter uma câmera invisível atravessando as paredes, ficou no meio do caminho então, podia pirar e alucinar naquele cenário, resolveu contar uma história apenas. E se a história não é grande coisa o filme perde.
SPOILERS
Há uns 3 bons momentos de tensão, onde a vontade maior é pedir que o filme acabe logo para nos livrarmos daquela angústia, bom sinal. O filme também tem bom humor, estranho vindo de Fincher.
A opção de eliminar um dos vilões no meio do filme pode ter sido uma surpresa, mas atrapalhou a narrativa. Antes tínhamos o vilão histérico, o malvado e o que tem alguma consciência (que você sabe que esse fator irá ajudar os protagonistas em algum momento da trama). O histério é o elemento surpresa, que pode fazer coisas sem pensar, como ele é morto só nos resta o dualismo do bom e do mal ladrão e as coisas perdem toda a graça, já sabemos como isso vai caminhar.
O bom é que todas as cenas do trailer fazem parte do início do filme, por isso pouco sabemos o que ocorre com todo o resto.
Na cena que o vizinho é acordado pela luz da laterna esse vizinho é Andrew Kevin Walker, roteirista de Se7en. Essa cena também repete um plano de Hitchcock em Frenesi.
Dwight Yoakam (como a Bridget Fonda pode estar namorando essa "coisa"?) consegue ser odiável, ainda mais usando a máscara em boa parte do filme.
Jodie e Kristen Stewart (talvez tenha futuro, parece uma Jodie jovem, com um jeito mais másculo do que uma simples garotinha) atuam boa parte do filme num cubículo e se sustentam bem ali, poderia ser um desastre se a atriz jovem não estivesse à altura de Jodie.
Conforme o filme vai passando esquecemos da câmera e talvez aí esteja um ponto forte do filme que é disfarçar planos bem complicados de serem realizados sem chamar atenção para isso (ao contrário do início com a câmera passando por uma asa de um bule, não se sabe exatamente pra quê). Lugares apertados são complicadíssimos para movimentos de câmera e iluminação. A presença de Forest Whitaker dificulta ainda mais por ter a pele negra e Fincher não iluminar muito as cenas. Planos na altura do chão também complicam muito as coisas. Creio que vale a pena, apenas para os interessados, rever o filme sem prestar atenção na história, mas na decupagem e na realização de planos e iluminação, é um bom aprendizado. Seria também a mudança de atitude da câmera diante do filme (no começo exibido e depois invisível) um reflexo da mudança de diretor de fotografia que ocorreu durante as filmagens?
Sobre os temas do filme pode-se pensar numa questão interessante, apontada numa revista alemã:
"a metaphor for the "settlement" of america, with Foster and her daughter beeing the settlers (evidence: their movers company is named "mayflower" as he claims you can read on their boxes), the panic room beeing a fort and the "old treasure" in the the floor or "ground" of the room beeing a metaphor for "treasures of the soil" or "mineral resources" of the country or something like that, with the invaders who try to kill the "white women" claiming "ancient rights" on those treasures/resources..."
A questão da companhia de mudança (Mayflower) é bem sinalizada no filme e fiquei pensando no que poderia significar. Fora a escolha dos vilões, de etnias diferentes e uma questão de herança no meio, não um mero roubo.
O final não é surpresa, é previsível. Só não entendi por quê não acabar no close de Jodie, mas estender para uma cena no exterior com mãe e filha conversando no parque. Não há informação nenhuma ali para justificar a cena (elas estão procurando outro lugar, coisa meio óbvia) fora o jogo de lentes que joga com a perspectiva e distância.
Enfim, creio que o filme vale ser visto e analisado, mas fica um gosto de decepção pela escolha de um roteiro fraco e um trabalho de direção mais arrojado.
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Will & Grace
Michael Douglas ontem no seriado como um gay foi hilário.
Seriados
Consegui pegar mais 2 episódios de Sexo E A Cidade além de um que perdi de Arquivo X, mas ainda não os vi.
Panic Room
Vou lá ver o filme e depois comento.
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terça-feira, junho 04, 2002
Achei no sebo o livro Hitchcock Por Hitchcock (organizado por Sidney Gottlieb) que há tempos queria ter. Beleza, semi-novo. Fiquei tentado em adquirir o Sacramento do Clive Barker, pois é um livro enorme e muito caro na livraria, mas no sebo, novinho em folha tava por 22 reais. Na hora lembrei que era esse livro que tinha um homossexualismo mais aberto de Barker (acho) então ao mesmo tempo desinteressei um pouco hehehe
Numa locadora daqui está tendo Festival De Cinema Asiático por 1,99. VHS e DVD. Vou alugar alguns, peguei Três Estações em VHS e Amor À Flor Da Pele em DVD. Esse eu ainda quero ter o dvd importado, mas vou copiar numa fita pra ficar revendo por enquanto.
Alguém é leitor fã do Tom Wolfe? Avise aqui na parte de comentários. Depois falo o por quê.
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SEXO E A CIDADE
Vi 2 episódios de Sexo E A Cidade bem legais.
No primeiro, no meio dos preparativos do casamento de Charlotte (Kristin Davis) as outras 3 amigas se envolvem em situações que vão tocar no ponto da confiança. Todos os episódios giram em torno de uma pergunta sobre relacionamentos ou sexo, a personagem de Sarah Jessica Parker (Carrie) é baseada numa colunista sexóloga e em todo episódio ela escreve uma coluna sobre um tópico que vai mexer nas atitudes dos personagens. Aqui Sarah fica no dilema de contar ou não ao namorado que manteve relacionamentos durante 3 semanas com o ex-namorado dela (agora casado) e Miranda mente para um caso dela sobre sua profissão (advogada) já que isso assusta todos seus pretendentes, ao invés disso assume o papel de comissária de bordo ou melhor ainda aeromoça, para não assustar mais ainda os homens. Carrie conta no final para o namorado e ele decide ficar um tempo só; chorando ela vai para a foto com as amigas como damas de honra do casamento e termina com ela pensando "é difícil achar pessoas que nos amem não importa como, eu sou sortuda o bastante em ter achado 3 delas".
Pulando 3 episódios vi o outro. Charlotte está com problemas sexuais com o marido, ele tem problemas de impotência (eles não transaram antes do casamento). As amigas dizem que ela precisa "apimentar" sua imagem, já que ela é bem certinha e ele consegue ereção se masturbando vendo revistas de sacanagem, a expressão usada por elas é "Madonna horny", homens que só têm tesão por mulheres mais fogosas (eufemismo para putas). Pergunta do episódio: "estamos (as solteiras de NY) ficando mais espertas ou mais velhas?!". Carrie apesar de escrever uma coluna de sexo famosa vê, numa palestra, que só teve relacionamentos fracassados e não serve para dar conselhos. Um recente caso de Miranda morre na academia e no velório ela começa a sair com um ex-namorado de Carrie, antigo amigo do falecido. Carrie a desaconselha a namorar com ele, pois antes ele era um "asshole". Samantha (como sempre) está com um cara que a faz ir a loucura na cama e encontra uma mulher que parece ser parecida com ela (sexualmente) e tenta amizade, já que discutira recentemente com Charlotte por ser tão conservadora. Até que a recém amiga se mostra ousada demais (pagando um boquete no meio de um restaurante) pro gosto da Samantha, mostrando pra ela que ela tem um pouco de Charlotte dentro de si. Miranda descobre que o "asshole" continua muito "asshole". Charlotte consegue transar com o marido após ficar nua na frentre dele e se masturbar, mesmo que a transa tenha sido por um minuto e meio até... Todas no episódio encontram suas "frenemies", mistura de amigas e inimigas, reforçando a amizade real entre elas.
Enfim, que o Multishow passe Sexo E A Cidade aqui, li sobre planos da emissora em comprar o seriado, já que a HBO deixou de comprar por causa do preço.
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