RD - B Side
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"Sometimes meaningless gestures are all we have"

quinta-feira, fevereiro 09, 2006
Grammy 2006

Desde 1987 que o U2 não levava tantos Grammys assim!

Album Of The Year: How To Dismantle An Atomic Bomb - U2

Song Of The Year: Sometimes You Can't Make It On Your Own - U2

Best Rock Album: How To Dismantle An Atomic Bomb - U2

Best Rock Song: City Of Blinding Lights - U2

Best Rock Performance By A Duo Or Group With Vocal: Sometimes You Can't Make It On Your Own - U2

outros destaques (meus, claro):

Record Of The Year: Boulevard Of Broken Dreams - Green Day

Best Solo Rock Vocal Performance: Devils & Dust - Bruce Springsteen

Best Hard Rock Performance: B.Y.O.B. - System Of A Down

Best Country Album: Lonely Runs Both Ways - Alison Krauss And Union Station

Best Country Performance By A Duo Or Group With Vocal: Restless - Alison Krauss And Union Station

Best Country Instrumental Performance: Unionhouse Branch - Alison Krauss And Union Station


posted by RENATO DOHO 1:55 AM
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quarta-feira, fevereiro 08, 2006
Rosanne Cash



O novo álbum dela, Black Cadillac. Carregado de todo sentimento trazido desses dois anos em que perdeu o pai (Johnny), a mãe (Vivian) e a madrasta (June). Termina na poderosa 0:71, 71 segundos de silêncio.

posted by RENATO DOHO 10:50 PM
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O Terceiro Olho (The I Inside)

Daqueles filmes que têm tudo pra irritar muita gente com tempos alternados, misteriozinho e tal. Eu gostei, mesmo não tendo nada de mais e com algo até de previsível a partir de certo ponto. Um jovem (Ryan Phillippe) acorda no hospital e se dá conta que perdeu os dois anos recentes de sua mémória, com isso não reconhece a esposa, não sabe quem é uma jovem que vem visitá-lo e fica sabendo da morte do irmão. O que de fato aconteceu? E porque ele às vezes acorda dois anos atrás no mesmo hospital? Brinca tanto com a memória quanto com as possibilidades de mudanças de destino (são inevitáveis?). Sarah Polley participa, o que é sempre legal.

Paixão De Aluguel (The Perfect Man)

Poderia ser um veículo para Hilary Duff, mas alterna bem os coadjuvantes a ponto de não ser exclusivo dela então Heather Locklear, Chris Noth e outros têm a chance de se desenvolverem independentemente. O que achei bem trabalhado é a questão da comunicação moderna no uso do blog, do e-mail e do msn (ou software parecido, não aparece a marca do produto). A possibilidade de se conversar online com outra pessoa podendo com isso inventar outra identidade e saber de coisas pessoais através de algo aparentemente tão frio são alternativas da narrativa que dariam um trabalho a mais caso a história fosse escrita anos atrás. O telefone é usado também, mas de forma mais leve. São essas formas de comunicação que aproximam os personagens e causam até belas cenas como a conversa entre mãe e filha (sem que uma das partes saiba disso) ou a mãe e o amigo da filha. O blog (que seria o diário de antes) poderia até ser melhor trabalhado (ela ser reconhecida pelo blog na vida real diferenciaria do recurso antigo de ser apenas um diário). É um simpático filme que não foca as atenções na problemática da filha, mas sim na vida da mãe, sendo dela o romance principal (e Hilary é a principal e estrela, sendo por isso inesperado que o enfoque seja assim).

Finais Felizes (Happy Endings)

Várias narrativas, meio Robert Altman que de uma forma ou de outra falam da coisa de ser pai. A amizade de um casal lésbico com um casal homo, o baterista gay de uma banda se relacionando com uma cantora que logo depois vai se relacionar com o pai dele e uma mulher se aproximando de um jovem documentarista para saber mais informações do filho que teve com seu meio irmão que ela largou após o nascimento. É uma volta de Don Roos ao que fez em O Oposto Do Sexo depois do fiasco de Mais Que Um Acaso. Destaques para Maggie Gyllenhaal, Bobby Cannavale (o massagista mexicano), Tom Arnold (fazendo um papel diferente do que faz) e Steve Coogan como o meio-irmão gay de Lisa Kudrow. Jesse Bradford no filme parece irmão de Colin Farrell tamanha a semelhança. Fãs de 24 Horas curtirão a presença de Sarah Clarke, sendo o par de Laura Dern no filme. David Sutcliffe vi recentemente em Cake e está bem como o par de Coogan, menos afetado.

Caçadores De Mentes (Mindhunters)

Outro que pode despertar irritações por aí. Acabou que o filme prendeu minha atenção do começo ao fim mesmo tendo uma história pra lá de absurda. Agentes candidatos à profilers (que fazem perfis de serial killers e assassinos) do FBI vão para uma ilha terem o teste final e acabam num jogo de gato e rato. Lembra O Caso Dos Dez Negrinhos da Agatha Christie. Mais do que a pergunta "quem é o assassino" fica a expectativa de "como tal pessoa vai morrer" já que há destaque para os horários que as mortes ocorrerão. Fica a corrida contra o tempo em tentar saber como se dará essa morte e se há possibilidades de evitar isso, fora saber quem é que é o alvo. Apenas a morte de uma das agentes é fraca por ser previsível demais, mas a primeira morte é ótima pois reverte as expectativas, fica a impressão que perdemos o personagem principal logo de cara. Aliás a não escolha de principais possibilitou a chance do roteiro poder matar qualquer um a qualquer momento (apenas um personagem eu achei óbvio que não aconteceria nada, mas isso é de um fator extra filme). Não há o recurso de sadismo nas mortes, o que é bem vindo. Legal a participação de Kathryn Morris que ainda não era famosa pelo personagem do seriado Cold Case e acaba que as duas personagens são parecidas. LL Cool J repete a parceria com Renny Harlin e em certas ocasiões repete até o rumo de seu personagem nos dois filmes. Um bom thriller de quebra cabeças e um filme decente de Harlin em anos.

Sujou... Chegaram Os Bears (Bad New Bears)

Primeira refilmagem do Richard Linklater tem a mesma simpatia de Escola Do Rock sendo com isso não tão pessoal quanto seus outros filmes mas não demasiadamente distante, novamente trabalhando com um grupo de crianças e um adulto "rebelde". Billy Bob Thornton precisa mudar de personagem, mais uma vez é um bêbado galinha (os roteiristas, vejam só, são os mesmos de Papai Noel Às Avessas). A duração é um pouco longa demais pra esse tipo de filme (só o jogo final pega meia hora do filme) e algumas seqüências poderiam ter sido cortadas. O beisebol fica até interessante e as crianças escolhidas são boas e diferentes. Não lembro bem do antigo filme com Walter Matthau pra saber se a refilmagem é melhor ou não, mas acho que antes se tocava em assuntos mais controversos e delicados do que hoje.

Um Salão Do Barulho (Beauty Shop)

Spin off da "série" cinematográfica Barber Shop, a personagem de Queen Latifah apareceu em Barber Shop 2. Aqui ela sai de um salão de elite para montar o seu próprio no gueto. E o sucesso irrita o antigo patrão dela (Kevin Bacon, hilário e afetadíssimo). Algumas clientes brancas chiques aparecem por lá (Andie MacDowell e Mena Suvari). É legal que toda uma cultura negra é passada no filme através de citações de Maya Angelou, retrato de C. J. Walker, o carrinho de comida típica, músicas de Parliament, John Coltrane e Stevie Wonder. Além de brincadeiras com a magrelice das brancas ao contrário do corpão das negras. Alicia Silverstone como a única cabelereira branca do salão está fantástica, sua ingenuidade misturada com a vontade de se enturmar rende ótimos momentos (e uma dança que é inédito para Alicia). Nos extras vemos que o diretor Bille Woodruff é bem alegre, digamos assim, passando essa descontração para o filme. Só queria saber quem é a dona daquela bunda que no filme recebe até close e comentários de todo elenco hehehe Não vi nos créditos "butt lady" ou algo assim hehe


posted by RENATO DOHO 2:06 PM
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terça-feira, fevereiro 07, 2006
América América (America America)



Excelente filme de Elia Kazan, talvez um de seus filmes mais pessoais que até virou um livro. A narração é feita por ele mesmo, mas só aparece no começo e no final. A história é do tio dele, grego, que se encontra em meio a uma guerra civil de armênios com turcos e sonha com a América. O pai faz com que ele vá para Constantinopla com todas as riquezas da família para se estabelecer e aos poucos levar toda sua família para lá. Só que muita coisa acontece na viagem e ele passa por grandes dificuldades chegando até num casamento arranjado com uma garota de pai rico. O poder do filme está nessa árdua batalha de um homem e seu sonho, em como sua humanidade e ingenuidade é explorada por todos e o que ele tem que passar, sofrer e machucar para conseguir algo. No fundo é uma grande ode aos EUA, representando a possibilidade de ascenção social e liberdade, o novo começo (o que foi realidade para muito imigrantes). Mas até que se chegue nos EUA (e não vemos muito de sua vida lá) o estudo das pessoas que entram na vida do protagonista em Constantinopla é rica e complexa, sendo a complexidade dele mesmo que renega a possibilidade de uma vida cômoda burguesa com o casamento arranjado, com uma mulher que o servirá por toda vida e se lança diante de uma certeza (totalmente incerta) de um futuro mais promissor em terras americanas. Há grandes momentos que são repassados rapidamente perto do final e com Kazan lendo os créditos fica algo de emocionante. É daqueles filmes que marcam toda uma carreira de um diretor e tocam todos os outros com um passado imigrante na família (como Scorsese que se identificou muito com esse filme). Sua duração de 174 minutos nem é notada devido ao enorme interesse que o épico pessoal desperta. O filme também é conhecido como A Terra Do Sonho Distante. Infelizmente o filme ainda não saiu em dvd.


posted by RENATO DOHO 4:14 PM
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quinta-feira, fevereiro 02, 2006
A Bela Do Palco (Stage Beauty)

Hoje em dia o filme é mais conhecido (se tanto) como aquele que fez Billy Crudup largar a Mary Louise Parker (grávida) para ficar com Claire Danes. Só que é um belo filme que toca em dois temas: o ato de representar e as identidades sexuais. A bela do título não é Claire como se imaginaria, mas Billy que faz um famoso ator do teatro inglês que é especialista em interpretar mulheres (no século 17, quando mulheres eram proibidas de atuar). Quando o rei reverte esta lei, dando chance às mulheres, principalmente pela atuação clandestina de uma empregada (Claire) é que as coisas se complicam para o famoso ator. O relacionamento dos dois se transforma numa bela troca: ele a faz se descobrir como atriz e ela a revelar o homem dentro dele. O personagem de Crudup, tendo sido treinado como atriz desde criança não só incorporou toda uma feminilidade no seus gestos como também uma indefinição de sua própria persona sexual, tendo caso com um nobre e brincadeiras com mulheres, sem que com isso se entregue realmente ao amor, sendo encarado como objeto ou curiosidade sexual. Sua angústia ao se ver sem função social é tocante. Toda a parte final emociona com uma apaixonada declaração de amor ao ato de representar e também no caso o poder da arte, confundindo uma vez mais a realidade com a ficção, expurgando fantasmas através dela. É assim que o personagem de Crudup se mostra o mais livre de amarras e categorias, se descobre como ator e homem pleno, com liberdade para as mais diversas escolhas. Tanto Crudup quanto Danes estão muito bem e destaca-se entre os coadjuvantes Rupert Everett como o rei.
Um texto legal sobre o filme.

posted by RENATO DOHO 8:12 PM
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quarta-feira, fevereiro 01, 2006
Oscar Roundtable



Os cinco diretores indicados ao Oscar deste ano batem um
papo na Newsweek.

posted by RENATO DOHO 7:00 AM
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Citizen Spielberg



Saindo lá fora.

“The first comprehensive study of the most popular director in American film history. A compelling case for Spielberg to be considered as a major film artist. To date, no book has attempted to analyze the components of his worldview, the issues which animate his most significant works, the roots of his immense acceptance, and the influence his vast spectrum of imaginative products exerts on the public consciousness.”


posted by RENATO DOHO 6:45 AM
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