RD - B Side
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"Sometimes meaningless gestures are all we have"

domingo, setembro 10, 2006
Dino



Ouçam:

You're Nobody 'Til Somebody Loves You

You're nobody 'til somebody loves you
You're nobody 'til somebody cares
You may be king, you may possess the world and its gold
But gold won't bring you happiness when you're growing old

The world still is the same, you never change it
As sure as the stars shine above
You're nobody 'til somebody loves you
So find yourself somebody to love

The world still is the same, you never change it
As sure as the stars shine above
Well, you're nobody 'til somebody loves you
So find yourself somebody to love

posted by RENATO DOHO 2:12 PM
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sexta-feira, setembro 08, 2006
Maria Sharapova

Sharapova
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Somente dias atrás que vi pela primeira vez uma partida da famosa tenista. Que maravilha! Com um charme irresistível (Anna Kournikova parece ser mais bela, mas pior tenista) ela mostrou habilidade e garra. Ela está na final do US Open que acontece este sábado. Go Sharapova!

posted by RENATO DOHO 8:25 PM
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quinta-feira, setembro 07, 2006
David Lynch's Golden Lion for Lifetime Achievement



posted by RENATO DOHO 12:47 AM
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Emilio Estevez


"What I wanted to discover were common people, those who found themselves at the epicenter of one of the most important events of the 20th century" - EE


"Bobby is a sentimental love letter from writer-director Emilio Estevez to his hometown and the slain politician"


"All the other elements with Thomas Newman’s powerful score makes “Bobby” the most enjoyable and imperative film of the year"


"I have just seen one of the frontrunners of Oscar 2007"

Que bom ver a ótima recepção do novo filme dele, Bobby.

"I feel like I've been in my basement working on my own little algorithms and out came this picture from this twisted brain. I'm just so very proud to be coming back into the game and to be embraced by this festival and by the business in general. It's difficult not to weep when I think about it." - EE

posted by RENATO DOHO 12:35 AM
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terça-feira, setembro 05, 2006
Little Children



Que ótimo trailer! Se a presença de Kate Winslet e Jennifer Connelly já era motivo de interesse agora que a espera pelo filme realmente aumentou!

Trailer

posted by RENATO DOHO 6:48 PM
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domingo, setembro 03, 2006

Miami Vice (Idem)  🌟🌟🌟🌟 1 / 2

Michael Mann sempre foi um cineasta visual e aqui mais ainda. Transportou o universo de Miami Vice para a nova era da tecnologia, seja na frente ou atrás das câmeras. Informação e conhecimento são fundamentais no cinema de Mann e agora, com todo um novo universo de vigilância eletrônica, Sonny, Tubbs e todos os outros tinham que adentrar esse mundo. Um dos pontos fundamentais do filme segue esse caminho, mas de outra forma, quem olha o quê. E quem deixa de olhar. Quem começa é o informante (o ótimo John Hawkes) quando apenas no desvio do olhar que passa por Tubbs sabemos todo seu estado de espírito (brilhante recurso de Mann). Ele é o que consegue olhar para fora desse universo e dar o passo seguinte, mas o resultado é a morte. Sonny não demorará muito para apresentar a mesma angústia quando olha para fora da janela quando toda a equipe se reúne com outro informante, Nicholas. Ele também quer sair daquele mundo? 

Curioso notar que Tubbs, logo no início, apresenta o elo mais humano do trabalho, sem querer sair dele, quando vê o que está acontecendo com uma das garotas que trabalham para o suspeito vigiado. Quando Isabella (Gong Li) também olha para fora de seu mundo, saindo do protocolo e encarando Sonny, estabelece-se uma ligação muito forte entre os dois. Eles querem mais, eles querem algo além disso, mas ao mesmo tempo são extremamente profissionais (até onde isso entrará em conflito).

Se Sonny e Isabella vão para Cuba para se libertarem o mesmo faz Mann desde o início tirando toda a ação de Miami para o estrangeiro, se desamarrando tanto da origem (a série) quanto do país (e nisso vemos mais fortemente como Vincent de Colateral está aprisionado – na cidade, no metrô – ou Neil no aeroporto em Fogo Contra Fogo em oposição ao Ali na África, sendo todos conectados, bem ou mal, à suas profissões). Dentre todos os personagens então que saem dois destaques que se ligam muito ao próprio Mann. José Yero e Martin Castillo. São eles, mais do que ninguém, que vêem tudo, pois são eles que usam óculos (fora os de sol que muitos têm). Yero quer ver tudo, quis ver Sonny e Tubbs ao vivo, cara a cara, para vê-los, controla todo o clube pelos monitores, é o que olha lá no fundo ao que acontece, é o que vê a ligação mais forte entre Sonny e Isabella (e enfatiza para o chefe Arcángel que ele precisa ver o vídeo), é o que comanda de longe, por uma câmera, o esconderijo dos russos que estão com Trudy, enfim, é quem detém a informação e o conhecimento. Pena que morra, mas morre como uma pintura de Pollock. Castillo também, de certa forma, comanda tudo do outro lado, seja no olhar de cima, via helicóptero localizando Trudy ou no final, procurando os atiradores. Sem ele o que seriam dos “mocinhos”? E voltamos à Mann, de óculos... 

Isabella diz para Arcánjo que Sonny é sério, mas precisa ser “watched”, não que se precisa tomar cuidado ou ser zeloso ou desconfiado, mas “watched”. E Arcánjo não olha para ela mesmo quando sabe da transa, só ao final. O mesmo Arcánjo que quis ver Sonny e Tubbs no carro, mesmo que tenha sido a primeira e única vez que isso aconteceria. E Isabella que só estabelece realmente um contato mais íntimo ao mostrar uma foto de sua mãe para Sonny (sim, porque vemos que o sexo pode ser casual em sua vida), algo que ele não queria em princípio (num outro lance brilhante nessa cena temos um plano das rodas do carro estacionado fora do bar, não sendo o ponto de vista de nenhum dos dois, mas do espaço entre eles quando Sonny prevê que a relação não vai dar em lugar algum). É ela que também diz claramente que Sonny deve olhar ao seu redor e saber que tudo pertence à Arcánjo. Aliás, se houver uma revisão criteriosa dos olhares no filme entre personagens e como a câmera os capta é algo riquíssimo e complexo. Mann simplesmente não bota a câmera quase entrando nos olhos de Tubbs quando liberta Trudy, perdendo toda a ação geral, à toa. Trudy que, vejam só, está vendada. E o leve deslocar dos olhos de Gina para sua boca, para o que fala. Nisso do olhar o uso da digital é exemplar, no que diferencia da película em tomadas noturnas, “vendo” muito mais e no uso mais leve que em muitas tomadas podem ser confundidas com câmeras ocultas e câmeras de documentários, nos tirando do nosso lugar, nos deixando mais próximos ao que é filmado (ao contrário do que muitas vezes, infelizmente, a película/cinema/indústria proporciona). E é quando Isabella descobre a verdade sobre Sonny que Mann chega em seu melhor momento, ela vê o distintivo e nada mais importa, aquilo é o cinema em estado puro e apenas lágrimas podem homenagear aquele momento. Momento decisivo melhor dizer. É dali que veremos o que Mann tem a dizer sobre tudo visto antes. Isabella poderia simplesmente morrer ali naquele momento de suspensão, onde ela não sabe mais onde está e quem é quem. A boa notícia é que são boas novas, sim, há saída, há a chance do olhar para fora, mesmo que para isso haja dor e despedidas. E tudo fica à se perder no horizonte, longe da vista. 

“Well, if you told me you were drowning I would not lend a hand I’ve seen your face before my friend But I don’t know if you know who I am Well, I was there and I saw what you did I saw it with my own two eyes”  

P.S. 1: o espírito do seriado se mantém na abertura sem créditos, direto numa missão (geralmente sem ligação com a trama principal) e o final sem verdadeiras resoluções e conclusões, onde se antevê uma continuação (Arcánjo não é pêgo) que seria a intenção de Mann que gostaria de trabalhar mais a cidade de Miami, como ele trabalha muito bem Los Angeles. Apenas um ponto não foi mantido e se sente falta: a sobreposição das falas, característica marcante da série, dando um ar real quase inédito na tv. 

P.S. 2: teria muito mais coisas para se dizer sobre o filme, mas por enquanto fica nisso mesmo.



posted by RENATO DOHO 7:07 AM
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sábado, setembro 02, 2006
Napoleon Dynamite



Cult, eis uma palavra boa pra definir o filme. Tudo nele parece ir nessa direção: os personagens bem característicos, as falas engraçadas, o cuidado com os detalhes (começando pelos créditos com as comidas), as cenas cuidadosamente planejadas, as canções, etcs. Não dá pra esquecer agora de Napoleon, Pedro, Kip, tio Rico, Deb, Summer, LaFawnduh e a avó (e os atores que interpretam essas figuras únicas).

A história (?) consiste em mostrar o mais nerd dos nerds, Napoleon e seus conhecidos durante alguns dias quando sua avó fica internada e um tio vem cuidar dele e do irmão de 32 anos ao mesmo tempo que o baile da escola vem chegando e o novo amigo mexicano resolve se candidatar à presidente da turma.

A forma como as cenas são filmadas e os atores atuam acentuam tudo de peculiar (para alguns bizarro) que um imaginário dito americano tem. O tempo se passa entre o final dos anos 80 e começo dos 90, mas nada fica muito marcado (a não ser por uma música dos Backstreet Boys na trilha). As roupas, as expressões, os costumes, os penteados, os objetos de cena, as comidas, as referências do cotidiano, tudo é extremamente bem colocado e usado. É incrível como consegue parecer ao mesmo tempo não roteirizado e altamente encenado. As caras de zumbis são especialmente engraçadas pois são bem reais, e neste quesito Pedro é imbatível. Ele ainda é o que mais ressalta essa estranheza geral que o filme passa, com seu bigodinho e seu jeito de vestir parece não pertencer àquele ambiente (ou então pertencer tanto, mas tanto, que difere). E o que é mais engraçado é que essa estranheza é tremendamente familiar aos americanos, por isso a recepção fervorosa por lá (chegou inclusive a ganhar o Teen Choice Award e o MTV Movie Award).

O diretor usando na maioria (ou totalidade?) planos fixos lembra bastante o cinema de Jim Jarmusch (ou como bem disseram por aí: imaginem uma comédia adolescente do John Hughes refeita por Jim Jarmusch numa cidade que o tempo esqueceu).

A trilha tem "clássicos" dos anos 80 (incluindo o tema do Esquadrão Classe A!) e uma seqüência já antológica: a dança de Napoleon.

Depois que o filme fez sucesso em festivais e em algumas capitais o estúdio fez um epílogo após os créditos finais e relançou o filme. Coisa que não acrescenta nada e dizem ter custado metade do orçamento do filme todo...

Umas das melhores reações ao filme foi do Jonathan Demme que até escolheu a película para comentar numa seção de jornal chamada "Filmmakers On Film".

"To me, Napoleon Dynamite reflects an extremely bold vision, so bold that it alienates some of our august critics. It has enriched my life and brought joy and pleasure into my household." - Jonathan Demme


posted by RENATO DOHO 12:09 AM
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