segunda-feira, março 31, 2003
Lisa Marie
A curiosidade fez com que puxasse o clipe da canção "Lights Out" da Lisa Marie Presley, sim a filha do rei Elvis que foi casada com o Michael Jackson. Fiquei surpreso em ver um clipe bem feito (dirigido por Francis Lawrence) e uma canção que consegue ser uma boa apresentação do seu álbum de estréia, um pop rock que não é ruim (lembrando Sheryl Crow). Ela está na capa da nova Rolling Stone e tem uma matéria extensa que acho que vale a lida (coisa que ainda não fiz). Da primeira vez que vi o clipe fiquei na dúvida se a canção era apresentável pela boa realização do clipe (e os olhos penetrantes de Lisa, que com todo o respeito, clamam por sexo), aquela coisa da canção que se sustenta pelo clipe, mas aí ouvi outra vez sem ver o vídeo e continuei achando uma boa canção pop/rock.
Com pessoas como ela bate aquela dúvida de que se você namorasse com ela iria tocar nos assuntos Elvis e Michael em algum ponto do relacionamento? Como era o pai, como foi o lance com Michael? Eu realmente não conseguiria namorar alguém como ela sem querer saber detalhes do que teve com Michael, pelo fato estar envolto em muito mistério e fofoca. Será que Nicolas Cage abordou esse assunto? Será que por isso o casamento deles (Nic e Lisa) foi rápido demais (para casar e para se separar)? Perguntas... Acho que a matéria da Rolling Stone toca nesses assuntos.
Bom, fica a sugestão de conferirem o clipe da moça.
P.S. 1 - o álbum sai dia 08 de abril; outra canção que ouvi, The Road Between, tem uma sonoridade mais country; há um artigo falando dela no NY Times deste domingo que pode ser acessado aqui.
Lights Out
Written by Lisa Marie Presley, Glen Ballard & Clif Magness
Lyrics by Lisa Marie Presley
You were a million miles behind.
And I was crying every time I'd leave you.
Then I didn't want to see you.
I still keep my watch two hours behind.
Someone turned the lights out there in Memphis.
That's where my family's buried and gone.
Last time I was there I noticed a space left.
Next to them there in Memphis.
In the damn back lawn.
I didn't know that I was in the crowd.
And the fresh cut grass stopped growing.
Everything on my shelf has fallen.
I still keep my watch two hours behind.
Someone turned the lights out there in Memphis.
That's where my family's buried and gone.
Last time I was there I noticed a space left.
Next to them there in Memphis.
In the damn back lawn.
Was that bridge I was crossing.
Somewhere I stopped walking.
I guess I fell off on my own.
I heard all the roads they lead to Memphis.
Except for the one I'm stumbling down.
And I'll be damned if I ever get this, little son of a bitch from Memphis.
Well it's all there I guess.
And I haven't forgot.
P.S. 2 - o EPK (Electronic Press Kit) dela pro Japão vale ver visto, pode ser puxado aqui. E o making of de Lights Out é bem legal com ela falando do conceito do vídeo, bem interessante ainda mais com a voz forte dela, pode ser visto aqui.
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sexta-feira, março 28, 2003
THE SHIELD
Depois de ver 4 episódios considero-me fã da série e uma das melhores em exibição atualmente. No gênero é a melhor, na parte dramática fica pau a pau com 24 Horas e no geral não podemos esquecer de Curb Your Enthusiasm. Claro que sem esquecer de Boston Public e O Desafio (que não vai ser exibido na próxima temporada aqui). Tem Sopranos que eu pouco vejo, mas o que vi foi muito bom. Voltando ao The Shield, que série! Fazia tempo que não gargalhava vendo uma série e não é porque seja engraçado, mas é a gargalhada de quando vemos algo que adoramos, um "putz, muito bom" em forma de explosão de risos. Torcemos para o personagem principal não ser pego em seus casos de corrupção, achamos ridículos a integridade de outros e de como são facilmente enganados em sua ingenuidade, aplaudimos as atitudes mais politicamente incorretas realizadas por parte do elenco e somos brindados com um elenco em grande forma, roteiros bem sacados e direção impecável. Michael Chiklis merece todos os prêmios que vem recebendo. Há algo na série que dificilmente vi em outras feitas nos Estados Unidos que é a normalidade da malandragem nos comportamentos cotidianos dos policiais da série, uma lógica própria e convincente para as ações mais fora da regra possíveis, deixando tudo na grande área cinza do que é exatamente correto ou errado. Às vezes parece que eles não estão em Los Angeles, mas andando pelo Rio ou São Paulo. Gostaria de saber a reação de autoridades com a série, creio que a polícia não auxilia muito a produção, pois o retrato pintado não é nada bom. Muita gente pode condenar a série por achar que faz apologia da corrupção e criminalidade dentro da lei, minha mãe mesmo vendo algumas cenas não quis mais ver por achar a série extremamente violenta e ter todos os personagens fazendo muitas coisas ruins (e não sendo necessariamente crítico com isso). Ela se espantava com as minhas risadas a cada má ação dos personagens. Recomendo muitíssimo a série!
Seria muito bom se lançassem essa caixa com a primeira temporada em dvd por essas bandas.
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Do Armário
Estou nesse momento fuçando meu armário para organizar melhor o espaço, já que anda um pouco lotado. Acabei de achar algumas coisas curiosas:
- minha coleção de Fator X, na época da febre de Arquivo X saiu nas bancas uam série de revistas que mostrava casos paranormais, enigmas, ufos, etc. Não sei quantos números saíram, mas tenho do 1 até o 22 e também a edição 25. Histórias extremamente interessantes falando de vodu, ovnis, conspiração da nasa, Kennedy, nanotecnologia, MK Ultra, Unidade 731, etcs. Vale até reler.
- meu passado militarista hehehe quer dizer, minhas coleções de revistas sobre o assunto, pensando bem é incrível como nossas bancas eram lotadas de publicações deste tipo! Tinha várias coleções de armamento, tropas de elite, armas... Infelizmente algumas revistas que tinha eu recortava fotos que gostava, como algum avião, submarino, tanque ou metralhadora. Os poucos que ficaram intactos é os que estão guardados no armário (mas sei que no outro armário lá em cima devem estar os mutilados). Tem algumas edições de Corpos De Elite que dava uma geral em comandos e tropas de choque como os fuzileiros navais americanos, o SAS inglês e Legião Árabe; analisavam ações históricas (Golan, caça ao Bismarck, Malvinas, etc) e sempre tinha uma arma vista em raio x. Há outras revistas de alguma coleção que não sei qual é, pois tirei todas as capas. Parece ser de perfis de armamentos, pois cada edição pega um específico (canhões, submarinos nucleares, aviões de caça da primeira guerra) e dá mini fichas de vários modelos, com fotos, principais características e pequeno histórico. E por último uma coleção que só adquiri 1 exemplar, Aviões De Combate. Esse vinha com poster de um avião, uma fita de vídeo (tenho até hoje) e a revista em si que fala (pelo que vejo aqui nessa edição) a US Navy, dá o perfil do F/A 18 Hornet, bombas a laser, como é a catapultagem de porta aviões e planos de batalha do Alpha Strike (que é um ação coordenada). Poxa, eu devia ser nos dias de hoje um estrategista militar hehehehe
- minha coleção de especiais do Justiceiro que inclui Graphic Novels, a revista em tamanho grande que durou 8 edições, minisséries, especiais (Ano Um) e a adaptação do filme.
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quinta-feira, março 27, 2003
Preacher Especial - Os Bons Companheiros
Ótima história fechada escrita por Garth Ennis mostrando um dia na vida dos tios de Jesse Custer. Vale muito a pena ler e ser mais um fã do Ennis.
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quarta-feira, março 26, 2003
Gangues De Nova York (Gangs From New York)
Ótimo filme de Scorsese. Apesar de todos os pesares da produção que ficamos sabendo aqui e ali no final o que resulta é um bom filme, com falhas espalhadas mas que não prejudicam o todo. Não sei apontar, a não ser a direção, o elemento que se destaca pois todas as peças que fazem o filme são competentes mas não marcantes, isto é, a música, a montagem, o figurino, a direção de arte, o elenco, o roteiro, a fotografia, etc. E o filme se mantém mesmo com uma trama básica pra lá de batida. Vejamos: gangues rivais se enfrentam e o líder de uma mata o líder da outra na frente do filho deste. Ele cresce e se integra a gangue do inimigo, lá vai conquistar a confiança do líder e se envolver românticamente com uma mulher ligada ao líder, seja uma filha, uma esposa, uma irmã, etc. O primeiro confronto vai deixar o vingador humilhado perante todos e será poupado, mas marcado de alguma forma. Escondido de todos e ajudado por poucos vai se reerguer e rivalizar com o líder na área de dominação (política, esporte, artes, submundo). Um amigo que o tenha traído se arrependerá e mudará de lado, mas vai ser sacrificado para que o herói assuma uma posição definitiva (no filme há dois casos, o amigo e o político). Ocorre o confronto final. Vence o herói ou ambos morrem e o herói é alçado mártir de uma geração ou em poucos casos o vilão vence e o herói é esquecido (mas seu amor vai sobreviver num filho que a mulher espera). Enfim, já vimos muitos filmes assim, não? E isso pode acontecer em muitas épocas ou situações diferentes.
O que passa no filme de Scorsese é que isso não atrapalha, só não pode vir a ser mais do que poderia ser. Gostaria que o filme fosse mais um painel histórico que uma narrativa de vingança, seus melhores momentos ficam nessa visão geral de NY no fim do século 19, os mais fracos no desenvolvimento dos personagens até num interesse romântico. Aliás, o personagem de Cameron Diaz desperta simpatia e boas cenas, mas num todo é totalmente dispensável, todas as suas cenas poderiam ser cortadas sem perda (os roubos, a cena da dança, a cena de sexo). O meio do filme demora um pouco mais do que o necessário, já que não aprofunda os personagens, só tenta montar uma história. Não vi a falta de cenas já que o filme teve vários cortes, talvez sejam as cenas que mais gostaria que teriam essa condição de painel histórico, coisa que a Miramax pode ter achado inútil para a história contada... Só uma vez senti que houve um corte, na parte do teatro chinês quando DiCaprio está preparado para matar Day Lewis, a personagem de Diaz parece saber algo que não foi contado a ela (ou não contado ao público) que ele queria matar o Butcher, mas para isso ela deveria saber quem é realmente DiCaprio, acho que há cenas que antecedem essa seqüência.
O filme procura também ser bastante explicado, usando pequenos flashbacks para reforçar quem é o personagem, quando em alguns casos é totalmente desnecessário. Essa necessidade de explicar se vê no início principalmente, numa decupagem básica ao extremo (a preparação para a luta inicial não poderia ser mostrada de forma mais didática possível).
Não sei o problema com DiCaprio que não consegue criar simpatia com o público neste filme, talvez pelo roteiro ou direção (já que em Prenda-Me Se For Capaz consegue ter carisma). Day Lewis está muito bem, mas não foge muito do registro de atuação que já se mostrou capaz antes. Cameron está bem. Todos os outros estão ok.
Os pequenos detalhes que são ótimos, como o travelling dos irlandeses chegando, se alistando, indo para a guerra e voltando em caixões; a frase do político que "em política não importam os votos, mas os apuradores"; os 3 améns intercalados em 3 distintos lugares e falados por 3 diferentes pessoas, o Deus de cada um parece ser totalmente diferente um do outro; o final caótico que é engolido pelo poder do estado se fazendo presente no exército e nas bombas lançadas na cidade e mostrando o ridículo do confronto das gangues diante de um quadro maior.
Apesar de querer falar de algo grande o filme poderia muito bem ser um filme sobre gangues de LA como Colors ou diversas outras gangues (até aqui no Brasil). Toda a ética e o organismo do submundo mostrado no filme pode ser transportado para qualquer era.
E o final é uma grande demonstração de amor pela cidade de NY, coisa que se fosse novaiorquino o filme me daria orgulho, pois sua base é feita de muito sangue e luta, não vejo exatamente como critica, ainda mais vindo de Scorsese que tem fascínio pela criminalidade. E a canção do U2 tocado ao final adquire mais força que antes e uma escolha acertada (quase única, não saberia ver qual outra banda poderia se encaixar tão bem para o espírito do filme).
Agora fiquei com muita vontade é de ler o livro que é menos uma estória contada e mais um painel da época.
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Não É Mais Um Besteirol Americano (Not Another Teen Movie)
Ou "é mais um besteirol americano" hehehe Estranho que o diretor deste seja o cara que faz os ótimos sketches para o MTV Movie Awards; é, aquelas paródias bem engraçadas de todos os anos, e aqui não consegue ser bem sucedido. Não deixa de ter graça em algumas partes e abarrotar o filme de referências das comédias teen dos anos 90 e 80, mas fica faltando algo. Há uma opção interessante no dvd que é a de ver o filme com anotações em quadros aparecendo de vez em quando, como no Data Clipe da MTV. Ou ouvir os comentários da equipe técnica ou do elenco (que é bem, mais divertido). Aliás vi metade do filme assim, ouvindo o elenco comentando e acompanhando o filme pelas legendas, ficou mais interessante. A cena destaque do filme é o beijo entre Mia Kirshner & Beverly Polcyn (o primeiro french kiss da vida dessa senhora!) referência àquela cena de Segundas Intenções. Quem conhecer os filmes citados vai curtir mais as piadas. Participações especiais direto dos anos 80, como o mesmo diretor / professor de Clube Dos Cinco, Mr. T e ??????? vejam o filme, aparece no finalzinho de surpresa. Compensando há a presenças das gostosas Jaime Pressly, Mia Kirshner (já citada) e Cerina Vincent que passa o filme inteiro nua (maravilhosa) interpretando uma aluna estrangeira louca para iniciar nerds virgens.
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Uma Bala Para O General (Quien Sabe?)
Ótimo western de conotações políticas dirigido por Damiano Damiani. A edição em dvd está boa, em widescreen e com 2 trailers do filme. Se passa no México durante a revolução e envolve um bandido mexicano, outro gringo (americano) e o líder revolucionário. Boa parte do filme rola como um western tradicional, a parte política se vê aqui e ali, mas principalmente no final fica evidente com um fecho maravilhoso. Participação pequena mas muito boa de Klaus Kinski. Supervisão musical de Ennio Morricone.
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