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"Sometimes meaningless gestures are all we have"

sexta-feira, fevereiro 25, 2005
Com As Próprias Mãos (Walking Tall)

Como um filme aparentemente bem reacionário pode ser bem legal, e mais, complexo? Se observamos pela história não há como não evidenciar um posicionamento: um homem que toma pra si o direito e dever de exercer a justiça com as próprias mãos, em favor de um ideal nostálgico, sendo contra o progresso. Mas e se colocarmos como protagonista um mestiço (o pai é negro, a mãe é branca) veterano de guerra e o vilão como um branco capitalista? E se uma das questões é o valor de uma pessoa através de seu cargo e o do quanto ganha? E se o desenvolvimento só busca o lucro, promovendo o tráfico de drogas e uma perda da idéia de comunidade? O que dizer do embate entre o herói usando um pedaço de pau contra os vilões com metralhadoras e outras armas? Há várias coisas interessantes neste que aparentemente é um simples filme de ação. Por esse lado o filme também é bom, feito para enaltecer o estilo antigo (como o tema do filme) não há efeitos, nas lutas e tiroteios o que vemos é o trabalho dos atores e dublês sendo registrado de forma seca, sem frescuras. The Rock tem se mostrado um ótimo herói de ação, é o segundo filme bom que vejo dele. É carismático e se dá bem tanto na parte física quanto na persona que desempenha (sério ou sorridente). Algumas cenas são ótimas pelo teor reacionário, como do julgamento no tribunal ou da tortura de um bandido. Alguns liberais podem torcer o nariz por tantas violações e idéias mostradas (a posse da arma pelo pai, a nomeação do assistente do novo xerife, a destruição do cassino). E pensar que o filme é baseado numa pessoa real!

A Dez Segundos Do Inferno (Ten Seconds To Hell)

Filme extremamente tenso dirigido por Robert Aldrich que mostra o trabalho de desarmadores alemães de bombas logo após a segunda guerra. Jack Palance é o líder do grupo. Mesmo sabendo que no começo Palance não pode morrer ficamos nervosos em vê-lo desarmando bombas, muito pela construção da cena por Aldrich e a música empregada. No meio desse trabalho surge uma rivalidade e um romance que vai mostrar a existência conturbada do líder, na sua falta de propósito diante de novos caminhos (por que ele não muda de profissão tendo sido ele um arquiteto antes da guerra? por que ele não se entrega à paixão? o que virou sua vida?).

Paranóico (Paranoiac)

Ótimo filme da Hammer dirigido pelo talentoso Freddie Francis. O irmão mais novo de uma família de 3 volta após 8 anos de ter sido dado como morto. A irmã que muito sentiu a perda renasce para a vida, o mais velho prestes a herdar a grana dos pais entra mas fundo ainda numa raica descontrolada. Se há suspense nesta trama a coisa fica mais aterrorizante quando certos fatos começam a acontecer. Há muito clima neste pequeno filme, onde o p&b realça o temor e a desconfiança e até sugere o sobrenatural. Surgem até outros temas provocantes levantados (incestos por exemplo). O irmão mais velho tem um desempenho marcante pela sua raiva e arrogância. Os planos são muito bem construídos e o final é exemplar.


posted by RENATO DOHO 2:54 PM
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quinta-feira, fevereiro 24, 2005
Musa



E olha que eu nem vejo Smallville!


posted by RENATO DOHO 1:09 AM
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quarta-feira, fevereiro 23, 2005
John Huston - Homem, Diretor, Inovador
(John Huston: The Man, The Movies, The Maverick)



No dvd duplo de O Tesouro De Sierra Madre há um ótimo documentário de mais de 2 horas sobre John Huston. Dirigido por Frank Martin foi feito um ano após sua morte e é apresentado por Robert Mitchum. Conta com entrevistas de: Lauren Bacall, Michael Caine, Anjelica Huston, Danny Huston, Arthur Miller, Paul Newman, suas ex-esposas, entre outros. Para quem não conhece a vida de Huston vai ficar maravilhado já que ele era um verdadeiro aventureiro, onde a vida era mais importante que os filmes. Um cara que partiu pra guerra, que adorava filmar em locações diversas para aproveitar os locais e principalmente para caçar, que se mudou para a Irlanda e depois para o México, que adorava bebidas, mulheres e jogo. O documentário tenta falar de todos os filmes, mas passa por alguns apenas citando os títulos (Freud por exemplo não é explorado). O melhor é que há muito material de arquivo de Huston. Muitas entrevistas, muitas cenas de bastidores dos filmes e pessoais, em várias fases de sua vida, o que torna tudo muito mais interessante do que apenas conhecer um cineasta pelas opiniões dos outros e através de fotos. Miller tem insights muito bons sobre Huston e Bacall além da admiração não se furta a falar um pouco mal de sua personalidade (ela acha que ele não gostava de mulheres, apesar dos vários casos, sutilmente quer dizer que era misógino, não seria alguém que ela desejaria se relacionar amorosamente). Seria muito bom se houvesse mais extras e documentários assim sobre cada cineasta antigo nos dvds dos filmes mais famosos de suas carreiras quando lançados. O do John Ford do Peter Bogdanovich poderia ser atualizado e incluído em alguma edição especial, por exemplo.

O documentário despertou a vontade de ver os filmes que tenho gravado de sua filmografia:

Resgate De Sangue
O Diabo Riu Por Último
Freud – Além Da Alma
A Noite Do Iguana
Caminhando Com O Amor E A Morte
Roy Bean – O Homem Da Lei

Descobrindo Um Tesouro: A História Do Tesouro De Sierra Madre
(Discovering Treasure: The Story Of The Treasure Of The Sierra Madre)

Mais um extra do dvd duplo de O Tesouro De Sierra Madre, dirigido por Jeff Kurtti, com mais ou menos 50 minutos, se concentra na realização do filme. Conta com depoimentos de Martin Scorsese, Leonard Maltin e outros historiadores, críticos, etcs. A narração fica por conta de John Milius (coincidência ou não vi também Milius nos extras de A Ponte Do Rio Kwai, o Laurent Bouzereau fez um mini especial com ele falando do filme - como aconteceu com M. Night Shyamalan no dvd de Pacto Sinistro). O enigma do autor do livro é mais explorado e varios outros aspectos não vistos no documentário da vida de Huston, por isso não parece de maneira alguma repetitivo.


posted by RENATO DOHO 9:32 PM
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A Living Prayer - Alison Krauss & Union Station



In this world I walk alone
With no place to call my home
But there's one who holds my hand
The rugged road through barren lands
The way is dark the road is steep
But He's become my eyes to see
The strength to climb my griefs to bear
The Savior lives inside me there

In You're love I find release
A haven from my unbelief
Take my life and let me be
A living prayer my God to Thee

In these trials of life I find
Another voice inside my mind
He comforts me and bids me live
Inside the love the Father gives

Peguem a belíssima canção
aqui. Senha: C38F9F9D



posted by RENATO DOHO 8:05 AM
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segunda-feira, fevereiro 21, 2005
Lua De Papel (Paper Moon)

Belo e simpático filme de Peter Bogdanovich, ainda na fase áurea de sua carreira. A fotografia é excelente, com grande profundidade de foco e paisagens escolhidas com muito critério. Os longos takes proporcionam ótimas atuações de Ryan O'Neal e sua filha, Tatum. Ela é realmente um achado (quem diria que depois teria todos aqueles escândalos com Melanie Griffith, caso com Stanley Kubrick, etcs?). Acho fraca a parte do meio com Madeleine Kahn (pra mim ela só funciona com o Gene Wilder). É um pequeno grande filme.

Diário De Uma Paixão (The Notebook)

Soube deste projeto ainda na década de 90, quando diziam que Tom Cruise trabalharia pela primeira vez com Steven Spielberg. Por isso adquiri o livro importado (na época que os pocket books eram muito baratos nas livrarias daqui), mas quando logo após eles desistiram do projeto eu não quis mais ler o livro. Foi só quando Nick Cassavetes retomou o filme que fiquei levemente interessado em ver como seria a história. É um romance clássico, de um amor quase impossível, que envolve diferenças de classe misturado com uma história no tempo presente, com idosos. Essa opção ao mesmo tempo interessante (pois fala do mal de alzheimer afetando a relação e também da velhice) é um ponto fraco por tentar dar um suspense na coisa, quando faz o espectador pensar se o casal é o mesmo da história ou se o homem é o noivo e não Noah. É desnecessário isso e o vai e volta estraga o desenrolar da história principal. Não há novidades, há vários clichês, mas o romance convence e é marcado por atritos do casal, o que diferencia um pouco. Os jovens atores estão bem, o visual é esplendoroso, a música é forte e os coadjuvantes não atrapalham e em alguns casos há lances muito bons (Sam Shepard adorável como o pai dele e Joan Allen muito boa como a mãe dela). O noivo que poderia ser facilmente visto negativamente é bem retratado, até melhor que Noah, o que reforça que a escolha dela é de algo bem mais profundo que as aparências (o noivo é visto como uma pessoa boa, boa pinta, rico, carinhoso, atencioso, compreensivo, já Noah é mostrado até com defeitos). Não consegue ter algo a mais que torne o filme especial, mas na tradição é um bom romance.

Jogos Mortais (Saw)

De início o filme até parece ter seu fascínio, mas conforme vai se desenvolvendo as escolhas erradas estragam tudo. A trama vira algo risível (quando o ideal seria que se aumentasse a tensão, botando seriedade na coisa), as atuações passam do over (e ficam caricaturais, não passam mais o desespero da situação, mas sim de um jogo se gritos e incoerências comportamentais), o personagem de Danny Glover é um dos mais patéticos dos últimos tempos (ele ter escolhido o papel é pior ainda), parecendo um fantoche na mão do roteiro e os flashbacks são mal montados e repetitivos, como se tentasse explicar mais do que o necessário, insultando o espectador. Fora isso as câmeras "modernas" soam datadas. O filme muito me lembrou o nacional Nina onde também há uma clara influência no estilo do diretor, só que uma influência mal trabalhada, mal digerida, como se pegasse apenas o superficial de um estilo, não tendo um conteúdo de real importância por detrás. Fica então quase um filme vazio, mas é um filme de estréia e o diretor até sugere que pode dar mais do que o apresentado, só tem que refletir mais sobre o que realiza, e não só tentar mostrar as coisas.

O Filho De Chucky (Seed Of Chucky)

Pulei um dos episódios (A Noiva De Chucky) e só posso dizer que é uma diversão trash, pois há coisas muito mal feitas, mas há uma vontade (em certas horas) de serem mal feitas que é prazeiroso. As expressões de Chucky estão bem melhores atualmente. Jennifer Tilly é constrangedora e divertida ao mesmo tempo. O filho é bizarro. Então é bom, mas ruim e ruim, mas bom. Só sei que a platéia saiu achando que foi totalmente enganada, o que foi bem divertido de se ver hehe

Ray (Idem)

Uma boa cinebiografia, menos chapa branca que achava que seria. Mas a atuação de Jamie Foxx ainda é um enigma, não sei se realmente é boa, pois o roteiro não dá espaço para ele. Na parte final com os olhos abertos senti na hora a diferença, ele já não era Ray, mas Jamie. Se o olhar denuncia uma interpretação é complicado avaliar o quanto ela vale quando é inteira feita de olhos fechados. O gestual ao menos é idêntico e isso é algo a se valorizar. Taylor Hackford mostra a mesma competência com que produziu La Bamba, uma boa cinebio e nada muito além disso. Para mim apenas o seu Marcados Pelo Sangue se destaca em sua filmografia (e alguns momentos de Advogado Do Diabo). Ray para mim se encaixa naquele tipo de filme que pega um artista conhecido, mas não muito prestigiado no momento e o transforma em ídolo, virando uma mania ou onda. Sempre soube da importância de Ray na música, mas nunca tive o interesse de conhecer o novo trabalho ou sequer acompanhar a carreira e de repente vemos cds tributos, especiais, relançamentos... Como seria com Stevie Wonder caso fizessem um filme sobre ele. Não acho que haja uma atenção para sua carreira musical atualmente, mas é só ele morrer ou ter um filme que teremos a redescoberta do músico de primeira. Não sei o quanto isso é válido ou importante e se isso não é supervalorização. Com isso quero dizer que Ray não estaria numa lista minha sobre músicos que gostaria de ver a vida nas telas, mas já que fizeram um filme sobre ele até que não é ruim, só não sei se ultrapassa a mera cinebio.

Enigma (Idem)

Produção modesta e nada muito empolgante sobre os decifradores da segunda guerra. O tema em si já causa espanto alquém querer levar isso pras telas. Não tem como não ser meio chato a atividade. Por isso incluíram um romance, mas o protagonista é tão apagado que não nos envolvemos nisso. Fica, então, a sempre ótima Kate Winslet com o ingrato papel da amiga feia que se mostra interessante com o passar da ação. Enfim, um supercine do futuro.


posted by RENATO DOHO 12:38 AM
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domingo, fevereiro 20, 2005
Dark Water



Mais,
aqui.

posted by RENATO DOHO 5:41 AM
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sábado, fevereiro 19, 2005
O Justiceiro (The Punisher)

Não tem como não deixar de comentar que o personagem é o meu favorito de todos os tempos e qualquer adaptação dele pras telas não chegaria nem perto do que imagino ser um filme bem adaptado. Por outro lado eu tolero o pouco que se consegue, gosto da versão anterior que Mark Goldblatt fez com Dolph Lundgren, não é nada fiel, mas já vi várias vezes. Lundgren está bem com aquela cara acabada e as conversas dele com Deus são boas. Esta nova versão tem pontos positivos imersos em muitos negativos. O que há de positivo? Thomas Jane, quem diria, ficou bem como Frank Castle, ele tem potencial para ser mais explorado dramaticamente caso haja continuações. O diretor, Jonathan Hensleigh, quis filmar no estilo dos filmes da década de 70, sem cgis e movimentos de câmera rápidos ou montagem picotada demais. A todo momento (até no comentário em áudio) ele cita Don Siegel, Sergio Leone, Sam Peckinpah e John Frankenheimer como influências. Dá pra perceber que a ação do filme é diferente do que vemos nas produções atuais, mas também vemos como o baixo orçamento limitou o filme (no aúdio dá pra saber com detalhes que muita coisa foi cortada por causa do orçamento), onde poderia haver uma boa cena de ação com carros só pôde acontecer uma breve cena, por exemplo, fazendo com que o carro mostrado por um bom tempo sendo armado tenha sido usado minimamente. Fora todos os problemas orçamentários, um dos maiores é o roteiro que monta uma história ruim sobre a origem do personagem e constroi um vilão fraco. Várias outras situações são tiradas de uma história do Garth Ennis, mas isso também não ajuda em nada ao botar uma "família" como amigos de Castle. O que há de errado na origem? Bom, potencializa o aspecto de vingança que não existe na essência do personagem, matam sua familia e ele vai atrás de quem matou. O personagem nunca foi isso. O local onde isso ocorre é num paraíso tropical, quando o personagem sempre foi urbano. O vilão sem querer vira o criador do anti-herói, quando na verdade o personagem já existia desde sempre, mas só vai florescer após a morte da família (mortos por mafiosos sem querer no Central Park). É todo um processo que o filme corta e mostra algo muito diferente.

A violência do filme é algo que se nota de imediato, o filme é mais violento que a média, com algumas situações até bizarras (como um personagem nos trilhos de trem). A ação, um pouco por causa do orçamento, não é constante e a trama que se constroi é um pouco ridícula (a chantagem com um dos capangas, a intriga de ciúmes com o chefão) para o personagem.

O filme parece horrível desse jeito, mas não é, eis o mais estranho. Tem coisas bacanas que poderiam ser melhor trabalhadas, re-arranjadas numa outra história. Há ótimos momentos como a da canção no café e a luta com o russo.

Quem sabe se numa continuação esquecessem o primeiro e reinventassem as coisas? Ou então que a história contada não tivesse ressonâncias do primeiro. Só sei que Thomas Jane tem que continuar e a idéia do diretor de ter um estilo mais seco e sem efeitos é algo para se manter (mesmo que não seja o mesmo diretor na continuação). O personagem tem potencial para ser sombrio, os temas de (auto) punição, justiça, castigo, danação e muitos outros estão abertos para serem explorados. É um personagem frio, solitário, com um toque de loucura, extremamente competente, em nada simpático para o espectador. Quem sabe décadas no futuro eu venha com um Punisher Begins para apagar tudo feito antes hehe De teaser teria que ter Transition de Abigail Mead de fundo tocando.

Monster - Desejo Assassino (Monster)

Para quem não esperava muita coisa do filme (motivo pelo qual até hoje não tinha visto) achei acima da média no que se refere à filmes de serial killers. Primeiro que trata do caso real de uma serial, o que é algo raro na vida real. Segundo que Charlize Theron realmente convence e impressiona, não só por estar fisicamente diferente, enfeiada, mas por oferecer um belo trabalho de interpretação (coisa que eu não esperava do que ela já tinha mostrado em sua carreira até o momento). Ajuda também que Christina Ricci está bem e a diretora, Patty Jenkins, realizou um trabalho simples, violento (mas não exploratório) e humanizador da assassina. Pelo filme Aileen é vista mais como uma pessoa pressionada ao máximo que passa a matar do que uma serial killer, o que envolveria algo mais perverso e planejado. Não que ela não mate com crueldade, mas parece ser mais instinto de sobrevivência aliado à uma bizarra rotina que foi iniciada após um trauma. Como a verdadeira assassina foi vista mais como um monstro pela mídia, o filme parece querer ver o outro lado sem tentar inocentá-la do que cometeu, tentar entendê-la. Há momentos tensos e bem trabalhados como a da vítima samaritana e o telefonema final. A trilha sonora é bem peculiar e chama a atenção, tanto que até há um interessante extra no dvd sobre. No final o filme trata mais de um romance doloroso e vidas à margem da sociedade dita civilizada do que a história de uma serial killer (denominação que até merece mais estudo, seria ela uma serial mesmo?).


posted by RENATO DOHO 2:31 AM
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