sábado, setembro 30, 2006
American Land Edition

Nova edição do excelente We Shall Overcome (The Seeger Sessions) com extraordinárias 5 canções a mais, um dvd com vídeos e um documentário, e um novo encarte.
Recentemente a BBC4 mostrou um show do Bruce Springsteen com a The Seeger Sessions Band gravado numa igreja em Londres com as canções desse álbum. Maravilhoso, nem precisava falar.
As faixas dessa nova edição:
01. Old Dan Tucker 02. Jesse James 03. Mrs. McGrath 04. O Mary Don’t You Weep 05. John Henry 06. Erie Canal 07. Jacob’s Ladder 08. My Oklahoma Home 09. Eyes On The Prize 10. Shenandoah 11. Pay Me My Money Down 12. We Shall Overcome 13. Froggie Went A Courtin’ 14. Buffalo Gals 15. How Can I Keep From Singing 16. How Can A Poor Man Stand Such Times And Live (Bruce Springsteen Version) 17. Bring ’Em Home (Live) 18. American Land (Live)
Link 1 Link 2
Foi feito um clipe da canção American Land para divulgar o álbum.
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sexta-feira, setembro 29, 2006
Born To Run: The Unseen Photos

1,350 numbered copies
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Boston Legal 2nd Season
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Jackie Chan: My Story

Documentário produzido pelo próprio Jackie Chan sobre sua trajetória até 1998 que é o ano em que foi lançado (vemos as filmagens de An Alan Smithee Film). Fora o começo com sua ida para a Escola da Ópera de Pequim e o encontro com Sammo Hung lá o que mais vemos é a carreira cinematográfica de Chan, o início atuando ainda criança, como dublê de Bruce Lee, os primeiros filmes, trabalho com John Woo, a má parceria com Lo Wei, a tomada de controle ao começar a dirigir, a primeira tentativa de entrar no mercado americado e assim vai. Quase todo fã sabe dessas histórias, mas é legal ver Chan mesmo relatando boa parte disso. O filme é em inglês então temos que nos acostumar com Chan falando no idioma. Quase não se fala de sua vida pessoal a não ser por poucas fotos de sua esposa e filho e a informação que ela cuida dos pais de Chan (o pai aparece dando entrevista). O empresário de longa data de Chan também aparece. Os gráficos que volta e meia surgem no filme são meio toscos, mas não atrapalham. Temos um top 10 dos piores acidentes que Chan sofreu em filmagens, dando detalhes de cada um e o que sofreu, o pior foi ironicamente simples. Também vemos algumas cenas inéditas de vários filmes que foram cortadas quando do lançamento para o mercado ocidental e um comparativo das cenas de ação de A Fúria Do Protetor que Chan refilmou para o lançamento chinês do mesmo. Chan, de sua maneira simples, fala das várias técnicas que começou a usar em seus filmes e da impossibilidade de teorizar em cima disso, ele mostra, mas não explica. Ficamos sabendo também da sua dura rotina diária de exercícios. Vários outros astros aparecem aqui e ali falando dele, geralmente captadas em premieres (Wesley Snipes, Bruce Willis, Sylvester Stallone), programas de entrevistas (Jay Leno, David Letterman), aparições na tv (Quentin Tarantino apresentando o MTV Movie Awards Lifetime Achievement), bastidores (Joe Eszterhas, Martin Lawrence) ou entrevistas mesmo (Michelle Yeoh, Arthur Hiller, Sammo Hung). Anos depois ele fez outro documentário: Jackie Chan - My Stunts, que também deve ser obrigatório. Pra fãs e não fãs é ótimo ver e rever cenas de seus filmes, nos maravilhar com sua genialidade, ver suas influências, seu estilo único, seu grande humor e sua força de vontade. Jackie Chan is the man!
P.S.: Jackie Chan até canta! Eis algumas canções:
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quarta-feira, setembro 27, 2006
Tell Them Who You Are

O filho do grande diretor de fotografia, Haskell Wexler, fez este documentário não só para falar da carreira do pai, mas sim tentar entendê-lo como pessoa e pai. Então as duas coisas vão se misturando, às vezes falando dos filmes que fez, outras sobre sua vida pessoal e política (que sempre foi forte). A personalidade de Haskell já é marcante pelas posições fortes e a dificuldade de trabalhar com outras pessoas (muitas vezes ele tentava dirigir os filmes que fotografava), juntando com a contraposição da personalidade do filho (afável e mais conservador do que o pai gostaria que ele fosse) ressalta-se ainda mais as características gritantes. Mesmo que a parte pessoal soe amadora na realização (câmera meio incerta, planos aparentemente mal planejados) a parte "profissional" é correta, dando uma sensação esquizofrênica. Entre os entrevistados aparecem personalidades como George Lucas, Michael Douglas, Jane Fonda, John Sayles, Julia Roberts, Martin Sheen, Milos Forman, Conrad L. Hall e Elia Kazan, entre outros. Um Estranho No Ninho, Quem Tem Medo De Virginia Wolf e America America são alguns dos filmes que fotografou. Vemos a grande amizade com Conrad que foi quase um segundo pai para Mark, filho de Haskell, já que ambos eram mais parecidos no jeito de ser do que Mark com Haskell. Um dos poucos filmes que Haskell dirigiu é o famoso Medium Cool que devo ver em breve, pena que não dirigiu mais coisas, mas muito se deve à sua personalidade. Fez mais documentários (tem até um sobre o Brasil feito em 1971: Brazil - A Report On Torture) onde foi um dos precursores do cinema direto (The Bus).
Fascinante estudo de indivíduo, profissional e pessoal, pai e marido, ativista político e mulherengo. Menos pela forma como Mark monta as coisas, mas mais pelo brilho pessoal de Haskell (suas brigas com Mark são ótimas). Há um momento dramático impossível de conter as lágrimas quando Haskell visita a ex-esposa, mãe de Mark, que sofre de Alzheimer. Uma vida inteira transcorre naquele momento, o que viveram, o que deixaram de viver, o que desfrutaram e o que estragaram. Emocional para os três ali e Mark gravando tudo com a câmera.
E o melhor é que não é um documentário de alguém que morreu, a trajetória pessoal e profissional de Haskell continua aos 80 anos, ele acabou de dirigir um documentário, Who Needs Sleep?, sobre a combinação mortal de longas horas de trabalho e pouco sono com várias personalidades (artistas, cineastas, diretores de fotografia, médicos) dando depoimentos, o que era um trabalho que ele já estava começando a fazer durante o filme do filho quando entrou na campanha por redução da jornada de trabalho das equipes de cinema (Julia Roberts foi uma das primeiras a dar entrevista para Haskell dentro do documentário do filho) por ver no dia a dia vários profissionais morrendo por causa disso, seja por doenças que vão desenvolvendo ou mesmo acidentes por falta de sono após excessivas horas no set de filmagem. É mais uma vez Haskell exercendo seu forte lado político.
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terça-feira, setembro 26, 2006
Regina Spektor


Ótima cantora, belo álbum, Begin To Hope.
"Iconoclastic indie darling" - Rolling Stone
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domingo, setembro 24, 2006
Enron – Os Mais Espertos Da Sala (Enron - The Smartest Guys In The Room)

Mas que ótimo documentário conseguiram fazer de um assunto nada atraente à primeira vista: a queda da Enron. Poderia se pensar em um bando de gente dando entrevistas e falando de balanços, fraudes contáveis, mercado, economia, coisas bem específicas e limitadas para um público restrito, mas o diretor fez um empolgante painel da coisa (auxiliado pelo livro em que o filme se baseia que já abordava por esse ângulo) se concentrando nas pessoas e achando meios visuais para realçar a história e deixá-la acessível para um público mais amplo. Pode-se ver o documentário mais pelo lado das tragédias pessoais dos envolvidos, que começaram do nada e construíram algo que aparentava força e ousadia, quando não passava de ilusão. Em como ideais ou atitudes que são valorizados nos dias de hoje podem mostrar seu lado mais perverso. E isso vai além dos grandes negócios e atinge toda e qualquer atividade. A auto promoção, a reinvenção de imagem, a supervalorização da idéia ou idéias (e bem menos a sua utilidade e praticidade), a ganância desenfreada, a fé cega dos indivíduos que fazem parte de uma empresa, de um partido, de um grupo, de uma comunidade, de uma organização, de uma seita, e até de um país (por que não?), a total falta de moral ou ética diante de assuntos críticos, a opção pelo risco (seja ele qual for), a arrogância de se achar superior em qualquer área, e assim vai. Os próprios personagens envolvidos (concentra-se em três ex-poderosos da Enron: Ken Lay, Jeff Skilling e Andy Fastow), principalmente Skilling, parecem atores nessa farsa (ou tragédia grega?) quando os vemos em depoimentos negando toda e qualquer responsabilidade de seus atos. Quando vamos percebendo, conforme a coisas vão se desenrolando, que não se trata só da Enron, mas de como funciona todo um sistema (e pessoas também) que apresenta buracos propícios para atitudes incorretas (e muitas vezes congratulando os que fazem isso de acordo com os resultados) vemos o universo envolvente e ficamos mais instigados com o que vemos e refletimos. E as reflexões passam pelas empresas, pela mídia, pela economia e pelos governos.
Alex Gibney conseguiu realizar mais do que uma simples reportagem televisiva ou um documentário formal e o próprio explica um pouco como fez isso nos extras do dvd utilizando uma boa narração de Peter Coyote, uma boa montagem, o uso de reflexos que se liga diretamente à como a Enron se mostrava, e uma pesquisa bem feita (conseguindo coisas que não estavam no livro como os áudios dos traders durante a crise de energia na Califórnia, reveladores). E evita em vários momentos pegar o caminho fácil da demonização dos enfocados, os próprios fornecem tanta corda para se enforcarem que era desnecessário. No meio de toda essa história ainda se toca de leve nas eleições de Bush e Schwarzenegger. O documentário é do ano passado, para atualizações do caso há um site. Nos extras há indícios que os realizadores iriam acompanhar a história para um segundo filme.
Interessante também é pensar no documentário diante de nossa realidade e vermos como há muitas coisas semelhantes e que esclarecem vários pontos.
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