domingo, novembro 17, 2002
CSI
1. Who Are You - The Who
2. Everybody Out Of The Water (New Frontier) - The Wallflowers
3. Crystal - New Order
4. Come Into Our Room - Clinic
5. Give It Away - Zero 7
6. Day By Day - Badmarsh & Shri
7. Inhaler - Hooverphonic
8. We Luv You - Grand Theft Audio
9. Hell Above Water - Curve
10. To Get Down [Fatboy Slim Mix] - Timo Maas
11. Time Has Come Today - The Chambers Brothers
12. Little Gem - Euphoria
13. Song For Olabi - Bliss
14. Unbound - Robbie Robertson
15. Investigation Suite - John M. Keane
16. Grissom's Overture - John M. Keane
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sexta-feira, novembro 15, 2002
Os Excêntricos Tenenbaums (The Royal Tenenbaums)
Bom filme de Wes Anderson, só não chega a ser tão cativante como Rushmore. A trilha é muito bem escolhida. O tom geral do filme parece vir dos personagens de Gwyneth Paltrow e Luke Wilson, um ar blasé, distante e tedioso. O único personagem mais ativo é o de Gene Hackman que parece ser objeto da inveja tanto dos personagens ao seu redor quanto do próprio Anderson, um estado de espírito que eles mesmos (o elenco e Anderson) admiram (muitos secretamente), mas sabem que não têm condições de alcançar. O elenco também é muito bem escolhido. Só fica a dúvida pessoal do que significa o constante táxi cigano, perdi essa referência ou piada interna ou até compreensão de todo o filme!
Impostor (Idem)
Mais um filme baseado em Philip K. Dick que retoma temas já vistos antes, como a questão da identidade e um clima de paranóia. Se dizem que você é um clone como provar o contrário sem ter que morrer e pior, e se você for mesmo um clone e não saiba disso? Isso lembra bastante O Vingador Do Futuro até chegarmos no final com uma mini-surpresa que claro, dá espaço pra muitas especulações e pensamentos, mas que no filme apenas fica sendo um gancho final. Isso sem denegrir o competente trabalho de Gary Sinise e também de Madeleine Stowe, mas fica faltando algo mais do que parecer ser um episódio de Twilight Zone esticado. Curioso notar que os outros filmes baseados em Dick são bem calcados na narrativa e o que difere mais é Blade Runner que mostra qualidades por desviar o foco da narrativa pura e apostar nos caminhos visuais.
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terça-feira, novembro 12, 2002
Uma canção que particularmente me toca atualmente:
THE DISTANCE
There's a train out in the distance, destination still unknown
Far away where no one's waiting, so far from home, so far from home
There's a rose outside your window, the first snow is falling down
Like that lonesome whistle blowing
I keep on going, keep on going...
Close your eyes and see my blue skies breaking through these dark clouds
You are the light
In my mind I see your red dress and your arms are reaching through the night
I'll never give up the fight
I'll go the distance
There's a thread that runs between us pulling 'cross this great divide
It's only there for the believers
Don't stop believing, don't stop believing
Close your eyes and see my blue skies breaking through these dark clouds
You are the light
In my mind I see your red dress and your arms are reaching through the night
I'll never give up the fight
I'll go the distance, I'll go the distance
There's a neverending story that begins with you and I
Like the rose outside your window
Don't let it die, don't let it die
Close your eyes and see my blue skies breaking through these dark clouds
You are the light
In my mind I see your red dress and your arms are reaching through the night
Close your eyes and see my blue skies breaking through these dark clouds
You are the light
In my mind I see your red dress and my arms are reaching through the night
I'll never give up the fight
I'll go the distance
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Vale Tudo (Slap Shot): esse de surpresa vi nas locadoras, relançaram o filme porque fizeram a continuação que nem quero saber, mas o original conta com Paul Newman e é um bom filme sobre hóquei no gelo, quando um time fracassado começa a chamar atenção e vencer quando passa a dar mais importância ao espetáculo e violência do que ao jogo. Bem anos 70 onde tudo parecia decadente mesmo. Para fãs de Paul Newman.
Dos 61 filmes de Paul Newman faltam apenas 13 para serem vistos (tirando os que eu tenho gravado e não vi ainda).
Acho que só com os três The Mighty Ducks na década de 90 que esse esporte voltou com força nos cinemas. Aliás a trilogia Ducks pode-se dizer que é um guilty pleasure, eu que nem ligo pro esporte gostei dos 3 filmes e mesmo nas reprises em sessões da tarde mantinha a empolgação. Fora o fato que vejo tudo do Emilio Estevez, outro guilty pleasure.
Red Rose (Idem): minissérie de Stephen King reduzida para 4 horas (acho que eram 6 na tv). Como outros que vi dele tem um começo interessante e acaba da mesma forma de sempre. O duro é aguentar as quatro horas, não que seja parado, mas é que poderia ser bem menos. No making of parece que a coisa surgiu quando Spielberg falou com King que queria fazer o maior filme sobre casa assombrada, ou o definitivo, mas aí Spielberg foi fazer outras coisas e King sofreu o acidente. Logo após King retomou a idéia e fez Red Rose. Uma coisa boa é Julia Campbell no elenco, já a tinha notado em Romy & Michelle e anotado o nome, pena que continua em papéis coadjuvantes... é linda, ainda mais como na minissérie: em figurinos de época.
Falando em coadjuvantes (desta vez quase figurante) há uma que aparece nos vídeos que o Fairy Tooth vê em Dragão Vermelho que seria a próxima família que ele atacaria. Suspeito que a mulher que aparece no vídeo é uma atriz bem bonita que trabalhou com Brett Ratner em Um Homem De Família, sendo ela a amiga da Téa Leoni que dá em cima do Nicolas Cage. Suspeito não, é verdade, acabei de confirmar, é a Lisa Thornhill. Que bela mulher também relegada a figuração...
Depois Do Atentado (The Day Reagan Was Shot): pra quem gosta de thrillers políticos esse é bem bom com Richard Dreyfuss ótimo (como sempre). Produção executiva do Oliver Stone para tv a cabo falando do atentado ao Reagan em 81 e a mini-crise interna que ocorreu. É engraçado ver a fragilidade do governo, os pequenos erros que podem causar grandes danos e o absurdo das formalidades (e pensarmos no quanto de verdadeiro ocorreu ou não). O diretor / roteirista Cyrus Nowrasteh parece que já abordara temas políticos em trabalhos anteriores.
Aviso pra quem for ver o filme: veja em vhs, em dvd só há a opção de se ver no original sem legendas ou dublado (erro da distribuidora?).
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quarta-feira, novembro 06, 2002
Dragão Vermelho (Red Dragon)
Refilmagem desnecessária do filme de Michael Mann realizado na década de 80. Talvez o único motivo é Dino De Laurentis poder fazer caixas duplas ou triplas no futuro juntando este filme, Silêncio Dos Inocentes (se os direitos forem dele) e Hannibal... O elenco, apesar de bom, nunca supera os originais. Edward Norton é um erro de escalação pela idade e pelo jeito dele, nem parecido com um profiler obsessivo (ao contrário de William Petersen que reafirma esse jeito atualmente em CSI). Harvey Keitel e Dennis Farina se equiparam. Ralph Fiennes perde para Tom Noonan que está ótimo. Emily Watson quase chega perto da interpretação de Joan Allen. Anthony Hopkins está ficando mais careteiro de um personagem só, atuando no automático, enquanto Brian Cox é um ótimo ator, que está sendo reconsiderado atualmente pelos ótimos papéis que vem desempenhando (começando por Nuremberg) e a química entre Cox e Petersen é bem mais intensa que Hopkins e Norton.
A direção de Brett Ratner nem precisa falar muito, é óbvia, de campos e contracampos, correta e nada mais, já a de Michael Mann é criativa e autoral. Um lance diferencial também é como o filme de Mann se encaixa nos temas que sempre trabalha, o que some nessa refilmagem. Há um duelo entre Graham e Hannibal pois são faces da mesma moeda, como Al Pacino e Robert De Niro em Fogo Contra Fogo, como Al Pacino e Russel Crowe em O Informante e outros dele. É um mundo masculino em essência. E também Mann capta e sabe tirar mais do ator principal com quem trabalha para mostrar sua angústia (exemplo Daniel Day Lewis em O Último Dos Moicanos e é só ver toda sua filmografia confirmando isso). Norton na versão nova parece um coadjuvante que investiga o caso desleixadamente e não um investigador com traumas que se entrega de corpo e alma na caça ao assassino, tentando eliminar na verdade o que ele acha que tem de perverso em sua própria personalidade (com Hannibal o cutucando psicologicamente, o que acontecia na versão original e também com Clarice Starling em O Silêncio Dos Inocentes).
Na refilmagem poucas mudanças, como a cena do museu (que creio deve estar no livro, já que Mann não foi fiel à fonte) e o final (bem mais fraco). Nas cenas parecidas a refilmagem sempre perde na comparação (principalmente na cena totalmente perdida na versão atual que é a da visita num zoológico para o toque no tigre).
Talvez o problema maior é que Hannibal Lecter virou um personagem carismático, um herói até para o público, se tranformando numa imagem como Freddy Krueger, Jason e Pinhead. O filme de Mann não tinha essa preocupação e por isso se sai melhor. Ratner agora tem que lidar com um personagem que é mais querido pelo público do que Will Graham. Os serial killers são heróis e seus crimes não passam mais a ojeriza que passariam, agora são mais cools...
É esperar que o filme de Mann chegue aqui em dvd:
"If one does what God does enough times, one will become as God is"
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sexta-feira, novembro 01, 2002
Códigos De Guerra (Windtalkers)
Segundo melhor filme de John Woo nos EUA, atrás apenas de A Outra Face. Neste filme ele está mais centrado na narrativa que em mirabolantes cenas de ação, seria isso um respeito pela história ou uma mudança na trajetória como diretor (o que seria um mau sinal)? A insistência com dois canastrões não atrapalha, Nicolas Cage e Christian Slater (trabalhando de novo com Woo), aliás é um pouco a marca dele, lembrando de Chow Yun Fat (que melhorou, mas sempre teve uma atuação over), John Travolta, Van Damme (!) e Dolph Lundgren. As cenas de guerra não chegam a ser muito diferentes das que já vimos antes em outros filmes (algumas até parecidas com um recente, Fomos Heróis), é nas cenas íntimas que vemos o verdadeiro John Woo, como no dueto de gaita/flauta ou na dúvida de Ox em matar Whitehorse e a seguir Enders enfrentar esse dilema. Frances O'Connor tem uma participação boa, mas pequena. Mark Ruffalo se mostra um coadjuvante ótimo, pronto para papéis principais. Ao menos Woo aqui mostrou que ainda não se dilui por inteiro em Hollywood.
Apenas uma cena eu gostaria de ver algo a mais: quando o racista redneck provoca o navajo Yazhee dizendo que a única coisa que o diferencia dos japoneses é o uniforme faltou a resposta que seria que o redneck só se diferencia dos alemães pelo uniforme também. Vendo assim mais claramente como os EUA é formado por várias raças e o quanto é absurdo uma ir contra a outra.
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A Identidade Bourne (The Bourne Identity)
Eu que não esperava muita coisa desse filme (o trailer era bem fraco) até que achei um bom thriller, movimentado e com uma história coerente (depois fui saber que é de um livro). Algumas boas cenas e planos, Matt Damon não estragando muito, Franka simpática e uma boa edição fazem do filme não ser uma decepção para o segundo de Doug Liman.
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