terça-feira, abril 12, 2005
Juliette & The Licks

Em Outubro do ano passado Juliette Lewis e sua banda lançaram um EP com 5 canções, ...Like A Bolt Of Lighting e agora em Maio chega o álbum, You're Speaking My Language. Apenas uma das canções do EP aparece no álbum (mas remixada). São 11 novas.
Enquanto isso ouçam a melhor canção do EP, Comin' Around.
E vejam o clipe de Shelter Your Needs.

01. Intro 02. You're Speaking My Language 03. Money In My Pocket 04. American Boy - Vol. 2 05. I Never Got To Tell You What I Wanted To 06. This I Know 07. Pray For The Band Latoya 08. So Amazing 09. By The Heat Of Your Light 10. Got Love To Kill (Remix) 11. Seventh Sign 12. Long Road Out Of Here
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domingo, abril 10, 2005
Pretty In Black - The Raveonettes

Que delícia esse álbum! Deixei passar o primeiro álbum da banda, ouvindo poucas e não prestando muita atenção, mas com esse lançamento fui agarrado logo nas primeiras canções que ouvi. Quando ouvi Ode To L.A. (que tem uma participação MUITO especial) me entreguei por completo, canção maravilhosa (uma das melhores do ano)! O mais engraçado é que as referências são tão explícitas que só de ouvir a primeira que baixei (Sleepwalking) pensei de imediato: Phil Spector! Depois fui ver que realmente ele é uma referência forte, fora todo cenário musical dos anos 60 (e também filmes B, visuais, etcs). É tanta coisa que gosto sendo referenciada e retrabalhada que não tem como não gostar. Um Roy Orbison passa por uma faixa, Hank Williams por outra, e John Hughes no título, e Beach Boys, e Dixie Cups, e Summertime Blues, e tantas outras que eu imagino mas nem tenho certeza que a banda tem como referência. Como uma resenha fala: "where The Velvets and Jesus & Mary Chain meet The Dixie Cups and Ronettes in a Spectorised churn of feedback and fuzzy jingling guitars". Um excelente álbum com lançamento para Maio mas já disponível na internet.
01. The Heavens 02. Seductress Of Bums 03. Love In A Trashcan 04. Sleepwalking 05. Uncertain Times 06. My Boyfriend's Back 07. Here Comes Mary 08. Red Tan 09. Twilight 10. Somewhere In Texas 11. You Say You Lie 12. Ode To L.A. 13. If I Was Young
Agora é ir atrás do primeiro, Chain Gang Of Love!
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sábado, abril 09, 2005
As Feras
Várias histórias envolvem este filme, passando da idéia original (um curta antigo de Khouri), às filmagens (a criação de uma história ao redor desse curta) e o engavetamento por anos. Este seria o perfeito filme testamento de Khouri por tudo que traz sobre sua vida e obra, num tom melancólico. É um corajoso retrato da falência do macho e também da condição de Khouri como cineasta (há uma crítica de Daniel Caetano que aborda melhor esse ponto). Sua habilidade com atrizes consegue até que Claudia Liz interprete bem (ou ao menos suas falas não soam artificiais), por outro lado Luis Maçãs exagera na dose (e por pouco não estraga o personagem no fim de sua participação). Nuno Leal está bem e as outras atrizes servem ao propósito (os olhares delas são significantes, fora que são belos rostos). Ainda incomoda algumas construções de cenas que parecem amadoras (como nos planos dos aparelhos de som) e alguns closes são postos fora do ritmo da seqüência (com até um close errado, onde um personagem olha na direção errada). Os diálogos (não sei se por causa da contribuição de Lauro César Muniz, noveleiro que entende de diálogos), mesmo que sendo às vezes explicitamente discursivos (monólogos melhor dizendo), conseguem uma naturalidade (ficam no limite do crível). Há um mistura contraditória de amor e ódio para com as mulheres, o amor pela força natural e o ódio pelo desprezo natural. O final não deixa de ser triste em vários sentidos mas principalmente na constatação do próprio Khouri de sua condição final.
O Casamento De Romeu & Julieta
Bruno Barreto tem uma carreira que até hoje se equilibrou entre os filmes nacionais e internacionais. Em nenhum dos lados cometeu grandes erros ou acertos, pode-se dizer que sempre foi um cineasta mediano. Até seu maior fracasso, Voando Alto, não chega a ser ruim, mas mal configurado. De todos os filmes que realizou não consigo apontar um que ache ruim e nenhum que ache excelente. Este novo filme é exemplar, um filme de acertos e erros que se mantém no todo. Querendo ser chato dá pra reclamar das interpretações desencontradas, da indecisão de tom para o filme (que muda de cena para cena), das cenas de futebol mal coreografadas, mas também não dá para deixar de lado cenas realmente engraçadas e interpretações boas de Marco Ricca (o que não é novidade) e Luiz Gustavo além de um tema de identificação imediato (seria o caso de eu ser corinthiano?). Há até uma enganação (proposital ou não) sobre o foco da narrativa; se vermos a estória, o título e todo o resto tudo leva a crer que o casal central é o destaque, mas é o papel do pai da noiva que tem o poder emocional, ele que tem mais falas e importância, afinal é ele que não sabe e não aceita o que todos sabem e aceitam facilmente (o fato do futuro genro ser torcedor de outro time). O sofrimento é todo voltado para o pai, ele que tem um arco mais interessante de se acompanhar, o genro acompanha, mas o resto é quase acessório (é de se pensar que Luana Piovani tem um personagem que até poderia não existir caso não fosse realmente necessário, fora que sua interpretação é quase nula). Coitada da Mel Lisboa que, essa sim, é um nada no filme (infelizmente). E que diabos é o lance da mágica? Posso citar uma cena significante desse personagem: ela gritando que também não se importa com futebol. E só! Los Hermanos aparecem na trilha com pelo menos duas canções (de uma delas só é usado a parte instrumental, a outra até vira mini clipe dentro do filme). Enfim, um bom filme médio.
Um Presente Para Helen (Raising Helen)
Jovem assistente de moda, avançando bem na carreira recebe a notícia que uma de suas irmãs morreu com o marido num acidente e à ela é deixado a guarda de seus três filhos (com idades variando de 5 à 15). Arma-se a confusão. O que se espera se encontra nessa comédia dramática de Garry Marshall com a sempre graciosa Kate Hudson. Aqui ela tem uma competidora: Hayden Panettiere, que desde cedo é uma atriz de destaque (fez a filha de Ally McBeal por exemplo) e faz a filha de 15 anos, começando a sair com caras e aprontar. O tom do filme é até disciplinador, ela vai ter que ser rígida se quiser criar os três, senão ela desiste e pode deixar as crianças com a irmã mais velha e experiente, só que não quer desistir por causa do pedido da falecida irmã. O filme não chega exatamente a muitos lugares, é bem tradicional e já visto, mas essa insistência em ficar com as crianças (quando fica claro que elas podem vir a atrapalhar sua carreira e vida) se torna o motivo do filme: o amadurecimento da protagonista (evidente já no título original). Curiosamente Kate Hudson ficou grávida durante as filmagens e passou pelo mesmo processo de amadurecimento enquanto filmava. Sessão da tarde.
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quinta-feira, abril 07, 2005
Cold Roses - Ryan Adams & The Cardinals

May 3, 2005
Disc 1
1. Magnolia Mountain 2. Sweet Illusions 3. Meadowlake Street 4. When Will You Come Back Home? 5. Beautiful Sorta 6. Now That You're Gone 7. Cherry Lane 8. Mockingbirdsong 9. How Do You Keep Love Alive?
Disc 2
1. Easy Plateau 2. Let It Ride 3. Rosebud 4. Cold Roses 5. If I Am A Stranger 6. Dance All Night 7. Blossom 8. Life Is Beautiful 9. Friends
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Só Cotação...
Ônibus 174 *** Anjos Da Noite – Underworld (Underworld) **1/2 O Custo Da Coragem (Veronica Guerin) **1/2 Wimbledon – O Jogo Do Amor (Wimbledon) *** Sanjuro (Tsubaki Sanjuro) ***1/2
Ah a preguiça!
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terça-feira, abril 05, 2005
X & Y

06/06/2005
01. Square One 02. What If 03. White Shadows 04. Fix You 05. Talk 06. X&Y 07. Speed Of Sound 08. A Message 09. Low 10. The Hardest Part 11. Swallowed In The Sea 12. Twisted Logic
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sábado, abril 02, 2005
Geração Prozac (Prozac Nation)

Filme muito bom que toca no tema da depressão baseado num livro autobiográfico de Elizabeth Wurtzel. Christina Ricci tem uma de suas melhores atuações (ela co-produziu o filme) auxiliada por um bom elenco que conta com Jessica Lange, Michelle Williams, Anne Heche, Jason Biggs (o filme foi feito antes de Anything Else onde Ricci e Biggs fazem novamente um casal) e Jonathan Rhys-Meyers. Ricci faz uma jovem que acabou de entrar para Harvard com intenções de estudar jornalismo e virar escritora com um passado um pouco problemático e anti-social. Após algum tempo de diversão na universidade os problemas começam a acontecer até ela entrar em depressão e se isolar. A mãe, a amiga, a terapeuta e o novo namorado vão de alguma forma tentar ajudá-la, mas só complicam ainda mais as coisas. Talvez o retrato não vá mais fundo no que ela passa (o sexo e as drogas são mostradas, mas nunca de forma chocante), mas não acho que seria necessário mostrar o fundo do poço pois assim fica claro que a depressão atinge vários níveis e pode até ser confundida com "frescura" ou "fase". É de se supor que o livro se aprofunde mais na depressão. Outro ponto positivo vem do fato de retratar o quanto as pessoas em volta de uma pessoa em depressão não sabem lidar com isso e também de que a resolução passa mais por um controle e aceitação do que uma "cura".

Para fãs de Ricci (como eu) não dá pra perder ela nua logo no início num quarto onde há um poster de Bruce Springsteen pendurado (que aliás é um erro cronológico - o poster é de Tunnel Of Love de 87 quando a história no momento se passava em 85)! A personagem é fã de Bruce (uma canção dele é tocada) e também de Lou Reed que faz uma participação especial no filme. Frustrante para Ricci que o filme ficou no limbo e acabou lançado discretamente anos depois somente na tv, justo num projeto e num personagem que fica claro que ela investiu pessoalmente.
O Retorno De Sweetback (Baadasssss!)

Um filme excelente sobre a filmagem de Sweet Sweetback's Baadasssss Song, o clássico blaxploitation de Melvin Van Peebles. Mario, seu filho, resolveu fazer um filme ao invés de um documentário, mas num formato meio de documentário, com ele representando seu pai. Essa opção dá mais dinamismo ao filme, podendo interessar mais público do que se realizasse um documentário que estaria mais voltado aos cinéfilos. O livro de Melvin já cumpria essa função documental da história. Mario também dirigiu o filme (sempre foi um cineasta interessante desde episódios para as séries Anjos Da Lei, O Homem Da Máfia e R.H.D. até filmes como New Jack City, Gangue Do Mal, Panteras Negras e até o estilizado western Posse). Michael Mann foi um dos principais responsáveis do projeto tomar forma, sendo produtor executivo. A saga da filmagem é fascinante nas dificuldades da produção, nas ambições sociais de Melvin, na sua personalidade obsessiva que passava por cima até de sua família, amigos e saúde própria, e na paixão pelo cinema (e seu poder). Essa paixão até lembra outro filme sobre um cineasta, Ed Wood, só que o de Mario tem toda essa questão social e racial que o filme de Melvin continha, além da independência e da filmagem de guerrilha. As filmagens me fizeram lembrar de um filme muito especial para mim que é Vivendo No Abandono que é quase O filme sobre filmagem. Ao final vemos depoimentos dos personagens reais. No dvd o making of, uma palestra de Melvin com estudantes e a premiere do filme, além de comentários em aúdio dele e do filho. Obrigatório!
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