Star Wars - Episódio III: A Vingança Dos Sith (Star Wars - Episode III: Revenge Of The Sith)Como nunca fui fã da cine-série (no máximo gostava das partes IV e V) fui ao cinema sem espectativas (causadas pelas recepções dos dois episódios anteriores). Qual não foi minha surpresa ao ficar impressionado com o filme que crescia a cada momento e a partir da metade para o fim se tornar um dos melhores do ano. Se eu for ver bem a questão da história sei que vou me perder, não sei as relações entre os personagens, alguns que todos reconhecem eu pouco lembrava a ligação, os nomes dos planetas se embaralham na minha cabeça, não sei exatamente porque certas espécies apareciam (como a do Chewbacca) e assim vai. Mas o que me cativou foi a simples história que já estava sendo desenvolvida nos dois anteriores: a transformação de Anakin em Darth Vader e a democracia em império. E nesses pontos George Lucas foi muito mais que eficiente, se mostrou digno de seus melhores trabalhos (mesmo que eu os considere poucos). Neste episódio tudo o que antes me irritava eu nem liguei ou notei: a artificialidade de cenários que em Ataque Dos Clones particularmente me deixou bravo aqui eu nem percebi. Combinou um melhoramento técnico com uma narrativa mais empolgante para não ficarmos nos atendo à detalhes que pouco ajudam ao filme. As partes humorísticas geralmente achava sem graça, aqui dei boas risadas. Os diálogos toscos me faziam torcer o nariz, aqui poucas vezes isso aconteceu, pois foram superados por outros muito bons como as referências políticas ("se você não está comigo, está contra mim" vem diretamente de um discurso de Bush sobre terrorismo / "é assim que morre a liberdade: sob aplausos"). As atuações pouco inspiradas aqui se mostraram bem mais fortes (a do imperador é ótima). A filosofia zen-budista é posta de forma muito precisa. Toda a questão da raiva, da vingança e do apego se mostraram cruciais no diferenciamento entre Jedis e os demais. Anakin sente raiva, é vingativo e se apega às coisas (o amor por exemplo) o que o faz um ser ideal para que o imperador o queira para substituto, um integrante exemplar para as forças do mal, mesmo que saibamos que sua essência pode ser boa. Todo simbolismo do corpo dilacerado e queimado sob uma armadura negra e uma respiração artificial resume páginas e páginas de diálogos ou explicações. Toda a trajetória de Anakin é carregada na tragédia, nos fazendo lembrar de Cristo e Hamlet. Há bons momentos puramente visuais, seja em paisagens, situações ou personagens pensando e isso melhora ainda mais no final, sem diálogos que estragariam as coisas (tudo é mostrado e não dito). Enfim, é um filme que dá vontade de rever (e isso não digo de muitos da série) e voltar aos originais para mais uma vez ver toda a jornada (oops!) com outros olhos. Quem diria, George Lucas conseguiu aos 45 do segundo tempo! posted by RENATO DOHO 1:01 PM . . . Comments:
Amor, Palavra ProstitutaÉ um dos mais belos trabalhos de Carlos Reichenbach que vi até hoje (mas não vi vários importantes como Liliam M., Extremos Do Prazer e Império Do Desejo). Uma mistura perfeita de vários gêneros alternando drama e comédia e concluindo em seqüências da mais pura poética visual no relacionamento entre duas pessoas (o que falar do take final a não ser que é um dos mais belos do cinema brasileiro?). Finalmente podemos conferir a cópia integral do filme pois creio que a versão censurada perderia muito de sua força já que é a partir da questão das complicações de um aborto que o filme assume de vez um tom mais sério. Os corpos nus e as cenas de sexo, mesmo que aparecendo em várias cenas, têm um foco diferente do esperado, não é sexy (apesar de, por exemplo, vermos os belos seios de Patrícia Scalvi) e tanto mulheres quanto homens se desnudam ao olhar da câmera (não sendo exploratório ou apelativo). Os dois homens vêm direto do curta Sangue Corsário, pois a gênese dos personagens está ali (e são os mesmos atores) e também o tema seria mais explorado em Alma Corsária. Já a operária têxtil pode ser uma das Garotas Do ABC. O roteiro de Reichenbach e Inácio Araújo tem passagens de grande humor principalmente vindas do personagem interpretado por Roberto Miranda. Todos os personagens se inicialmente podem ser vistos como caricatos (o pensador ocioso, o trabalhador sacana, o patrão impotente) vão se revelando complexos e agariando a simpatia do espectador, nenhum sendo exatamente bom ou ruim. Só fiquei curioso (assim como o personagem Lilita) em saber qual a história do enforcado visto logo no início do filme. Seja como símbolo ou mesmo personagem ele tem uma importância que de primeira vista não percebemos. Um grande filme. posted by RENATO DOHO 2:30 PM . . . Comments:
Elisha CuthbertEm breve por aqui em A Casa De Cera.Melissa GeorgeFalando em Alias eis uma das personagens mais odiadas dessa terceira temporada. Ela em breve aparece por aqui com o novo The Amityville Horror. posted by RENATO DOHO 11:10 PM . . . Comments:
Finalmente em cartaz posted by RENATO DOHO 11:05 PM . . . Comments:
Alias 3rd SeasonJá em pré-venda por aqui. Vai ficar disponível pela primeira vez antes da exibição na tv à cabo. E eu ainda não tenho nenhuma temporada em dvd... posted by RENATO DOHO 11:02 PM . . . Comments:
Boa NotíciaMarcia Tiburi confirmada na volta do programa Saia Justa no GNT. A filósofa gaúcha finalmente poderá ser mais conhecida e apreciada. Aguardo com ansiedade a estréia na semana que vem, dia 18 às 22:30.XXX 2 – Estado De Emergência (XXX – State Of The Union)Continuação capenga, mas com mais ação. Estranho que é a segunda vez que fazem uma continuação de um filme de Rob Cohen onde o ator principal do primeiro não volta, há uma ênfase na cultura negra de gueto e perde-se toda a atualidade dos filmes originais. Triplo X e Velozes E Furiosos não são lá grandes filmes, mas fizeram acontecer (principalmente Velozes) se tornando referências no universo jovem. Ambos os filmes conseguiam apresentar o universo jovem atual no visual, nas roupas, na música, nos carros, nos rachas, nos esportes radicais, nos anti-heróis, etcs. As continuações perdem essas características e se tornam mais um filme dentre vários. A continuação de Velozes até tenta, mas é basicamente um filme policial de carros. A de Triplo X vira um mercenário hip hop (no original era um update de espião) com muito mais situações "James Bond" extremamente fantasiosas. Ice Cube não consegue representar algo de novo, mas sim de velho, de anos 90. Uma hora é um gangsta rap, em outra um clone de Schwarzenegger em True Lies, em outra é um comediante... E em nenhuma função é bem sucedido ou convence. Já não há a tal atualidade (mesmo que mostre alguns carros e toque alguns raps) e toda a parte final é escandalosamente artificial e mal feita (o final é um videogame de segunda categoria!). E Willem Dafoe, hein? Reprisando os "melhores" momentos de Velocidade Máxima 2 e Homem Aranha... O filme entretem na sua duração, mas fica nisso. Uma comparação do diferencial dos filmes é ver qual a banda que cada produção chamou para ter uma participação especial (Rammstein no primeiro e Bond no segundo!).A Intérprete (The Interpreter)Um bom filme de Sidney Pollack depois de trabalhos que não me despertavam a atenção (desde A Firma que se mostrou depois bem interessante). Nicole Kidman, como sempre, linda. Pena que Catherine Keener não foi mais aproveitada já que estava interpretando uma figura que cai muito bem nela, a de agente do serviço secreto (ela poderia ter uma cena de ação / suspense com Sean Penn e adquirir mais força na narrativa). A trama foi feita de modo que só nos instantes finais vamos ver a motivação real (já que o plano de assassinato não apresenta riscos, seria até bom que o alvo fosse eliminado). A parte final remete aos EUA pós-11/09 e suspeito que a panorâmica final acaba no local onde as torres gêmeas ficavam, fazendo paralelo dos processos de cura do povo americano com o personagem de Sean Penn.A Agenda Secreta Do Meu Namorado (Little Black Book)Bem acima da média do que se pode esperar (inclusive pelo trailer). Brittany Murphy tem sua real chance como protagonista e as presenças de Holly Hunter, Rashida Jones e Julianne Nicholson ajudam bastante o filme. O humor durante o filme é bem trabalhado. A parte final, em especial, é muito boa no que retrata e como conduz as coisas, onde um dos personagens que poderia facilmente ser vilanizado adquire maiores contornos. E o desfecho é muito bem arquitetado na recusa de uma visão tradicional e na escolha tomada (fora uma bela surpresa que poderia até ser previsível, mas nem passa pela cabeça do espectador no momento, causando o impacto desejado). Vale a conferida.Feriado Em Família (National Lampoon’s Thanksgiving Family Reunion)Uma bobagem sem graça que eu só vi porque tem a Penelope Ann Miller (num papel esquisito de caipira). posted by RENATO DOHO 6:09 AM . . . Comments:
Trekkies 2 (Idem)Continuação de documentário que fala dos fãs de Jornada Nas Estrelas. Fica uma impressão que melhoraram, mudando o foco. No primeiro houve mais a preocupação de mostrar o fenômeno das convenções e do fanatismo dos fãs com vários depoimentos do elenco da série. Desta vez Denise Crosby (apresentadora e que participou da Nova Geração) vai pelo mundo encontrando fãs na Inglaterra, França, Austrália, Itália e até no Brasil! Alguns entrevistados do primeiro filme voltam para dar uma atualizada em como estão. É ótimo ver Gabriel Köerner e Barbara Adams de novo. Ele um nerd engraçado que está casado e tem uma carreira no cinema mexendo com efeitos visuais (vários efeitos do documentário são dele, incluindo a abertura). Ela ficou famosa ao ir como jurada no caso Whitewater vestida com o uniforme de Star Trek. A passagem pela Sérvia é bem interessante no que a série representa para os fãs de lá (e acontece modestamente a primeira convenção). Para quem já se acostumou com os fãs da série não há mais um olhar de estranhamento, de que são pessoas esquisitas. Hoje quando vai ficando cada vez mais comum vermos convenções de anime e os cosplays, os de Star Trek parecem até um grupo a mais que não difere de um fã de uma banda ou alguém de uma torcida organizada de futebol ou um beato. O legal é a convivência pacífica e inclinação para a tolerância que vem do espírito da série (ou das séries já que temos a Nova Geração, Deep Space Nine, Enterprise). No dvd há cenas excluídas de quase uma hora que tem muitas coisas que poderiam estar na metragem oficial (podiam até substituir a parte das bandas que se alonga um pouco demais), dois curtas de fãs (fazem muitos filminhos por aí baseados na série) e comentários em aúdio do diretor e da apresentadora que são curiosos e divertidos (como o que falam de São Paulo, por exemplo). A terceira parte está nos planos (estão contactando os fãs asiáticos que não apareceram desta vez). Mesmo eu não sendo fanático por Star Trek sempre tive mais gosto e interesse nessa série (e cine-série) do que Star Wars. Tanto a clássica quanto a nova geração tinham episódios fantásticos. Pouco vi dos novos desdobramentos, mas ainda vejo os filmes para o cinema. E não tem como não ficar com vontade de ver ou rever os filmes e episódios após ver toda essa devoção e inspiração que o fenômeno causa em milhares de pessoas pelo mundo.A Roda Da Fortuna (The Band Wagon)Em poucas palavras: extraordinário! E isso que não sou lá muito fã de musicais. Deve ser o primeiro filme de Fred Astaire que vejo na íntegra e só confirmou que é inigualável no charme e técnica. Vincenti Minnelli domina a arte de filmar musicais, com longos takes e movimentação criativa (e musical). Muitas seqüências memoráveis. Ao lado de Cantando Na Chuva virou meu musical favorito.Confissões De Uma Garota Americana (Confessions Of An American Girl)Filme estranho no que se propõe. Humor negro? No meio da metragem percebemos que quase todo filme se passa numa visita à um presídio durante um piquenique anual, quando achávamos que isso seria uma parte da narrativa. As situações caricaturais (e interpretações idem, menos de Jena Malone que não importa como, sempre é maravilhosa) podem causar desconforto. A história é baseada num fato real, o que aumenta a estranheza. Pode desagradar muita gente pelo tom não identificável.Helter Skelter (Idem)Sendo para a tv não temos muita violência explícita (mesmo sendo essa a versão sem cortes do diretor). A história de Charles Manson é mais uma vez contada, só que ainda não inteiramente do seu ponto de vista, mas de uma das integrantes da "família". Por isso já pegamos Manson na fazenda até as circunstâncias que causarão sua prisão e condenação. Jeremy Davies teve todo um envolvimento com o personagem (um vídeo de uma improvisação dele rodou anos Hollywood motivando até contratos para outros filmes), lendo tudo sobre Manson, ouvindo sua voz num headphone enquanto dormia, etcs. Sua interpretação é muito boa, mas não sei se chega a ser parecida com o verdadeiro. Manson tinha algo de mais psicótico e agressivo (na fala) do que Davies. Pros interessados (como eu) vale conferir.Um Crime De Paixão (The Reckoning)Trabalho interessante de Paul McGuigan na direção em como situa os personagens e como vai costruindo a trama que envolve novamente as percepções da realidade, a máscara (quase literal pelo uso do grupo teatral) e a comunicação truncada (a condenada que é muda, o padre pecaminoso, o lorde ausente, o corpo presente). As tomadas de cima são inusitadas pela distância tomada e pelo efeito espacial causado (dando uma boa noção de onde os personagens se encontram). posted by RENATO DOHO 5:38 AM . . . Comments: