domingo, setembro 09, 2007
O Vidente (Next)    

Filme de ação com toques de ficção pois é baseado num conto de Philip K. Dick. Um homem (Nic Cage) tem o poder de ver o seu futuro nos próximos 2 minutos e sobrevive como mágico em Las Vegas usando esse poder. Uma agente do FBI (Julianne Moore) está atrás dele para que a ajude a localizar um dispositivo nuclear que terroristas trouxeram para os EUA. Não dá pra perceber durante o filme, mas após o final nota-se como é rápido o andamento dos acontecimentos, ficando com cara de um piloto de seriado de tv. Qualquer aspecto que você acha que pode ser desenvolvido durante a narrativa acaba que não acontece. Por exemplo, Peter Falk só tem aquele pequena participação mesmo, não vamos saber mais dos motivos dos vilões, nem exatamente por que o vidente vê com mais antecedência do que os 2 minutos uma moça (Jessica Biel) num restaurante. Várias coisas temos que assumir que são porque são (começando pelo poder do protagonista). Lee Tamahori faz um trabalho básico que não compromete. Há cgis demais em certas situações que poderiam ter sido substituídas por mais stunts reais. A melhor parte é o seu final, quando há uma reviravolta e termina de uma forma que muita gente vai se perguntar: "mas, acabou?!". Um final bem bolado e que mantém essa impressão de que parece um piloto de seriado.
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sexta-feira, setembro 07, 2007
The Boss Is Back!

Com a E Street Band!
Lançamento: 02 de Outubro de 2007.
01. Radio Nowhere 02. You'll Be Comin' Down 03. Livin' In The Future 04. Your Own Worst Enemy 05. Gypsy Biker 06. Girls In Their Summer Clothes 07. I'll Work For Your Love 08. Magic 09. Last To Die 10. Long Walk Home 11. Devil's Arcade 12. Terry's Song
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Entourage - Quarta Temporada    

Essa semana chegou ao fim a quarta temporada da série já com a confirmação de uma quinta. Foi uma temporada com número de episódios normal (12), mas como iniciou quase logo após a acabar a terceira tudo parece uma trajetória contínua. Tive que ver ao menos os nomes dos episódios pra ter uma noção geral do que foi essa quarta temporada. O primeiro episódio foi bem diferente, acompanhamos um pseudo-documentário das filmagens de Medellin, meio como em The Office com os atores dando depoimentos e as câmeras bisbilhotando em todos os cantos. Ainda bem que tudo voltou ao que era no episódio seguinte, pois seria muito ruim se seguissem naquele estilo. Após isso há o suspense de saber como ficou o filme, com Walsh cada vez mais paranóico (ainda mais quando vaza na rede o trailer do filme), a decisão de levar o filme à Cannes e a procura de um novo trabalho para Vince. E. tenta virar um agente independente, procurando mais clientes, Drama ainda está com a série do Ed Burns e como é seriado de grande elenco só trabalha dois dias por semana então quase não o vemos no set, Turtle eu já não sei mais, voltou a ser o motorista da turma e só. Ari, seu assistente e sua esposa têm mais espaço ainda, o que acho bom pelo fato da esposa do Ari ter mais destaque, acho a Perrey Reeves bem interessante. Há algumas voltas no elenco como a Dana, cuja atriz foi fazer Boston Legal, mas voltou após seu personagem sumir do seriado. Uma pena que E. e Sloan (Emmanuelle Chriqui) tenham se separado, mas ela aparece num episódio ao menos. Algumas das participações mais significativas são de M. Night Shyamalan numa trama com Ari que supostamente é agente dele, Dennis Hopper viciando Vince em apostas de futebol (o nosso mesmo, até com o Brasil sendo citado) e Anna Faris que contrata E. como seu agente. Os outros convidados especiais são mais presenças do que influências na narrativa. Dá a impressão que mesmo com episódios engraçados começa uma repetição de situações e temas e mesmo com o final bem legal em Cannes não dá pra não deixar de comparar Cannes com Sundance e a fama de Drama no ComicCon com o que ocorre na França (tirando um sarrinho dos franceses e de Jerry Lewis). O mais empolgante é acompanhar a venda de Medellin no festival antes de sua exibição, o jogo de negócios que ocorre. Pelo menos parece que Walsh não volta ao seriado, pois estava cansando o fato dele ir para o terceiro filme com Vince, tava parecendo Leonardo Di Caprio com Martin Scorsese. Não há, a princípio, uma filmagem como gancho para a próxima temporada como ocorria antes, o que pode dar uma renovação do que pode ocorrer em breve.
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quarta-feira, setembro 05, 2007
Rapidão
Notei que deixei vários filmes sem comentar (tem filmes vistos há um mês), então despejo tudo agora em breves notas:
As Férias De Mr. Bean (Mr. Bean’s Holiday)    
Ótima comédia, extremamente visual e ainda por cima um inteligente tratado sobre a questão do vídeo e da imagem que você não esperaria (ou sim se pensarmos em Jerry Lewis) num filme assim. Brilhante.
Aura (El Aura)    
Thriller argentino do falecido diretor que fez Nove Rainhas. Com mais clima do que movimentação um taxidermista se vê diante da execução do crime perfeito, mas aí...
Os Simpsons – O Filme (The Simpsons Movie)    
O seriado há tempos não vejo mais e o filme se mostra melhor que a fase atual. Só senti falta dos vários coadjuvantes. Mesmo assim ri muito (mesmo dublado).
Quarteto Fantástico E O Surfista Prateado (Fantastic Four – Rise Of The Silver Surfer)    
Se achei bem divertido o primeiro esse é até melhor por não ter mais as apresentações. Há mais ações em grupo, a presença do Surfista Prateado ainda tímida, mas que serviu para estabelecê-lo, muito bom humor, etcs. Pra mim, foi como o folhear rápido dos gibis de antigamente.
Alpha Dog (Idem)   
Interessante filme do Nick Cassavetes, tentando parecer um Vidas Sem Rumo dos anos 00 por juntar todos os potenciais jovens astros de amanhã. Destaque para as atuações de Ben Foster, Emile Hirsch e Justin Timberlake. E a bela presença de Amanda Seyfried. Fica estranho apenas o Nick ter feito o filme como uma tragédia anunciada, já apontando testemunhas e com isso dando claros sinais do seu final.
Não Por Acaso   
Boa estréia do Philippe Barcinski em longas. Boa utilização de São Paulo e bom elenco. Fica faltando algo de mais espontâneo, o planejamento dos personagens e do roteiro deixa tudo previsível e entra em contradição com o que se prega ao final, do imprevisível, do se arriscar.
Nunca Mais (Ever Again)   
Documentário sobre a atual onda de anti-semitismo no mundo. Tem sua dose de polêmica ao ser radical em certos pontos (sobram pedras para José Saramago e Noam Chomsky) e ter uma boa dose de parcialidade, mas é de grande interesse e com alguns pontos que ainda valem ser mais aprofundados e percebidos antes que seja tarde demais. Narração do Kevin Costner.
Premonições (Premonition)   
Curioso filme que se percebido superficialmente até faz sentido, mas se analisado com mais calma não tem sentido algum. Se bem que minha teoria é que não é para ser entendido na ordem certa dos dias, remontando as coisas, mas sim num contínuo embaralhado mesmo (o corte na cara da filha é o ponto mais difícil de se encaixar no todo). Um pouco como Lost Highway, se analisado linearmente não faz sentido lógico, mas se visto 'twisted' faz sentido. O ruim do filme é apenas o acidente final, muito mal feito. Já a conclusão é melhor. Ah, é engraçado ver as teorias de quem viu o filme no imdb.
Boleiros 2  
Algo de artificial e de menos apaixonante torna o filme do Ugo Giorgetti bem regular e inferior ao primeiro. As histórias nem chegam a ser lembranças, sendo que duas são textos lidos. O tempo presente é mais constante e mais fraco com o lance da jovem estrela. Sócrates poderia ter sido mais bem utilizado.
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terça-feira, setembro 04, 2007
Brian De Palma

"O fato é que surgiu toda uma nova indústria criativa a partir do vídeo e da tecnologia digital e nós não fazemos idéia de onde ela vai parar. Toda vez que me conecto na internet, descubro alguma coisa nova. (...) Hoje, cada um pode ter seu próprio programa de TV. Isso é uma revolução."
"Estou muito indignado com o grau de corrupção nos Estados Unidos hoje. Certamente quero fazer um filme sobre isso."
"Estou cansado de lidar com todo o “mambo jambo” do cinema. Todos os executivos de Hollywood, hoje, vieram da televisão. Veja bem: há muita coisa boa na televisão, principalmente na TV a cabo, mas esses executivos simplesmente não entendem nada de cinema. Eles querem produzir coisas que possam passar no horário nobre."
"Qual é o objetivo de uma carreira cinematográfica hoje? Fazer um sucesso atrás do outro? Mas por quê? Depois que você juntou um certo dinheiro, qual é o sentido em ganhar mais dinheiro? Essa é a grande questão."
"Vejam Sam Raimi, um diretor tão talentoso, e o que ele tem feito? Vai passar o resto da vida fazendo "Homem-Aranha"! Vão fazer mais três filmes! Sinceramente, esse é um preço alto demais para ganhar 1 bilhão de dólares..."
"Na minha idade, aproveito o que me resta. Estou feliz com os filmes que fiz, e quero fazer com que todos os dias sobre este solo que piso sejam bons dias."
Mais e mais.
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domingo, setembro 02, 2007
INLAND HOPPER


Como de costume David Lynch continua usando bem Edward Hopper (até a capa azul ele se preocupou em pôr).
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INLAND EMPIRE     

Diante de um filme desses o melhor é deixar pequenas impressões e rever, rever, rever... O digital deixou David Lynch mais livre, dá pra ver isso tanto na duração do filme quanto na movimentação da câmera com mais tomadas com câmera na mão (mais raras antigamente). Mas se não parece Lynch em certos aspectos técnicos é totalmente Lynch na concepção. O tema (ou temas) não difere dos outros filmes, inclusive há pequenos indícios de que se trata do mesmo assunto quando referências à outros filmes aparecem, mesmo que não intencionais (isso no final fica mais claro, mas só prestar atenção na peruca loira, no macaco, em certas atrizes que aparecem, em certas salas e outras coisas que remetem aos outros filmes) ou quando O Mágico De Oz e Alice No País Das Maravilhas retornam novamente. Acho que o filme se aproxima muito do que Lynch trabalhou em Twin Peaks (o filme), Lost Highway e Mulholland Drive, principalmente na questão da purificação da alma e/ou de seu tormento diante de pesado carma. E se pensarmos nisso chegamos até em História Real que é uma jornada de reconciliação. Pode-se dizer que INLAND é uma radicalização, deixando ainda menos claro sua narrativa, mas ao mesmo tempo é extremamente simples em cada cena, por isso não é inteligível. Apenas a ordem e como cada cena se conecta à outra que Lynch esconde e deixa para que o espectador complete. A repetição de cenários e falas fornece pistas sobre isso. Rabbits, projeto de Lynch para seu site, aparece em alguns momentos com planos já vistos e alguns inéditos. E há interação dele com o filme, explicando tanto o projeto quanto o filme. Também ocorre com Axxon N (que eu não vi, acho que nunca foi lançado e aparentemente são cenas que aparecem em INLAND) e Darkened Room (que até parece a gênese de INLAND), outros projetos do site. É de se indagar se isso Lynch desenvolveu ao fazer INLAND ou já era algo planejado há tempos (o que não acredito, principalmente pela forma como INLAND foi realizado). Laura Dern tem um desempenho magnífico, sua doação é extrema e não haveria sonho maior ter uma atriz assim à disposição de seu diretor (ela aparece em quase todas as cenas e foi co-produtora). A trama é simples, com um filme sendo realizado que seria um remake de um projeto incompleto que dizem ser amaldiçoado. Só que quanto mais vamos vendo, mais não sabemos quando estamos vendo o filme, o filme dentro do filme e o filme dentro do filme que o próprio filme se vê. Potencializado pelo fato de uma personagem ver tudo isso pela tv e ser vista pelo próprio filme. Há cenas magníficas no meio da crueza de imagem que o digital traz, e com simples cenários, as luzes certas e o trabalho brilhante de som e canções tudo vira magia. Creio que seja absolutamente necessária uma revisão para apreciação maior, ainda mais se após o filme o espectador perceber algo tão simples que faz com que a revisão fique cristalina. Só prestar atenção mais detalhada, na segunda vez, no que o personagem de Grace Zabriskie diz. Mas se não identificar isso mesmo assim o filme deslumbra de qualquer maneira. Mal posso esperar que meu dvd chegue para que veja mais um filme que seria os 90 minutos a mais com outras histórias que complementam o filme (não sei se chegam a ser cenas cortadas, acho mais uma necessidade de adentrar mais nesse mundo). Pois ao final a vontade é que o filme fosse ainda mais longo do que é.
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