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"Sometimes meaningless gestures are all we have"

quarta-feira, dezembro 29, 2004
Feliz 2005!



posted by RENATO DOHO 2:32 PM
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A História De Ricky (Lai Wong)

Insano, brilhante!

Por Um Triz (Out Of Time)

Previsível do começo ao fim.

Eurotrip - Passaporte Para A Confusão (Eurotrip)

Muito engraçado! E com comentários em aúdio dos autores bebendo sem parar!

Curtindo A Liberdade (Chasing Liberty)

Tour romântico pela Europa (se visto junto com Eurotrip atiça mais ainda a vontade de viajar). Mandy Moore é uma protagonista com carisma e é sempre ótimo ver Annabella Sciorra.


posted by RENATO DOHO 2:24 PM
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quinta-feira, dezembro 23, 2004
Dança Comigo? (Shall We Dance?)

Remake americano do sucesso japonês que consegue não estragar o original, servindo ao propósito de alcançar um público bem maior com a história. A diferença fundamental é que a dança no ocidente é vista de outra forma do que no Japão, no filme japonês até colocaram letreiros no início para explicar a relação complicada dos japoneses e a dança. Então no filme americano perde-se todo o lado do personagem estar fazendo algo extremamente inapropriado. Ressalta-se nesse remake a questão do casamento. O roteiro de Audrey Wells (diretora de Sob O Sol Da Toscana) segue as linhas básicas da narrativa japonesa, mudando pequenas coisas. Há um explicitamento de tudo que no filme japonês ficava sem ser dito, onde até o personagem principal tem narração em off (comparando a vida com seu trabalho). Os coadjuvantes foram bem escolhidos (Bobby Cannavale aparece aqui de novo, em boa participação) e Stanley Tucci se não chega a ser tão hilário quanto o ator japonês consegue em alguns momentos se equiparar. Como Susan Sarandon é a atriz que é o personagem da esposa é mais trabalhado, com cenas só dela no trabalho onde se elabora uma estória de traição para comparação. Uma mudança significativa é uma cena feita especialmente para Richard Gere e Jennifer Lopez envolvendo uma dança. É a concretização da traição, que é vista com bons olhos, colocando até a esposa do personagem o liberando depois para a "amante" para a felicidade do casamento dos dois. Não sei se a escolha de JLo pro papel é adequado, a tristeza da personagem nunca transparece bem e a personagem japonesa era quase uma princesa, intocável, distante, enquanto JLo apenas parece uma gostosona, botando um componente sexual que atrapalha a atração de Gere por ela (no filme japonês a atração do homem por ela, além da beleza etérea, era pela tristeza da personagem, a curiosidade de saber porque tal beleza estava triste). Há uma cena proposital para o choro que funciona (pelo que se nota entre o público). E a conclusão é ainda mais explícita, mostrando como cada personagem finaliza sua história.

Na Idade Da Inocência (L'Argent De Poche)

O mais adorável filme de Truffaut que vi até o momento. Trabalhando com crianças na maioria das cenas Truffaut se mostra ideal para retratá-las. Mostrando episódios da vida tanto na escola quanto na vida social (familiar, fora da escola) o filme abrange também um professor que está para ser pai e alguns dos pais das crianças. As situações mostradas são memoráveis pela graça, pela sensibilidade, pela identificação. O filme é tão cheio de ótimos momentos que nem dá para citá-los aqui. Depois lendo o trecho do livro O Cinema Segundo Truffaut onde se fala sobre o filme fica-se sabendo mais sobre o projeto e as filmagens (contando com improvisações), incluindo algumas explicações como a ausência da crueldade das crianças, a seqüência do pequeno garotinho, o garoto que assobia, etcs.

Escravos Do Rancor (Abismos De Pasión)

Buñuel adaptou O Morro Dos Ventos Uivantes de forma que ressalta a relação trágica e doentia dos amantes, assim como os envolvidos (o marido e sua irmã). Ernesto Alonso como o marido tem uma interpretação excelente, o que faz depois também em Ensaio De Um Crime. É pelo marido que vamos ver essa história, pois os amantes são mostrados, mas o conflito para entender tudo é dele. O final que todos devem saber como é foi filmado de forma soberba.


posted by RENATO DOHO 2:14 PM
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terça-feira, dezembro 21, 2004
Dead & Breakfast

Um filme que consegue ser terror, comédia, musical, ridículo, engraçado, retardado, sem graça, hilário, muito sangrento, tudo ao mesmo tempo. É irregular, mas vale a conferida. Do elenco o mais famoso é o Jeremy Sisto, mas tem muita gente de seriado (Gina Philips, Erik Palladino, Portia De Rossi, Bianca Lawson e Devon Gummersall). O destaque é da sobrinha do David Carradine (que faz uma participação especial), Ever Carradine. Ela parece a irmã mais nova da Uma Thurman, principalmente em Kill Bill, e é ela que sai na porrada com os zumbis. Ela devia até ter tido mais destaque. As interfêrencias musicais (um cantor country "narra" o filme) são engraçadas. A estória, bem a estória é sem pé nem cabeça hehe


posted by RENATO DOHO 11:39 PM
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segunda-feira, dezembro 20, 2004
Olhos De Vampa

Filme de Walter Rogério realizado em 1996 e que só agora pode ser visto (em dvd). Marco Ricca, por exemplo, estava começando ainda (pelo menos no cinema). É um ótimo filme sobre um assassino de mulheres que as mata chupando o sangue delas pela bunda. Apesar de ter coisas engraçadas não é uma comédia (mas algumas falas e algumas posições de mulheres mortas são hilárias). Curioso ver a conceituada Christiane Tricerri como uma das prováveis vítimas, ela é uma ótima atriz de teatro (já vi duas peças que ela atuou, escreveu e dirigiu) e não lembro dela participando de cinema. Logo em sua estréia faz uma gostosona que serve de isca pra polícia pra pegar o provável "vampiro". Ao mesmo tempo que achei inusitado tem tudo a ver se lembrar o personagem dela em Patty Diphusa, texto do Almodóvar. Ricca, sou fã e está muito bom, já o parceiro dele (entre outros) tem falas muito empostadas, como se decoradas, mas mesmo assim ajudam no clima irreal. Quanto mais o filme avança, mais ele fica surreal e melhor ele fica (o filme é curto, uns 76 minutos). Quem ver bem vai notar a bunda da Mari Alexandre numa cena (acho que também devia ser começo de carreira), é inconfundível hehehe E o vampiro? Perfeito!

Glauber O Filme, Labirinto Do Brasil

As imagens de arquivo são o que mais me atraíram para ver o documentário, já que foi tão criticado que não esperava muita coisa. Realmente, a produção parece um trabalho escolar ou um extra de dvd (mal realizado) do que uma produção para cinema. O labirinto de computação gráfica é tosco e poderia ser cortado. Algumas entrevistas são despojadas demais, com problemas na captação de som. Mas serve como intro ao Glauber para exibição em tv aberta ou algo institucional, quem não conhece seu trabalho vai ser guiado didaticamente pelos seus trabalhos. O personagem é tão fascinante que vamos acompanhando sem problemas a duração. Há uma ênfase no enterro dele (as cenas voltam durante todo o documentário) que parece que esse foi o momento mais marcante da vida do Glauber, o que é bizarro!

The Eye - A Herança (Jian Gui)

Terror dos irmãos Pang que lembra muito O Sexto Sentido misturado com Blink e À Primeira Vista. Uma jovem cega desde os dois anos recebe transplante de córnea e passa a enxergar, mas também passa a ver e entrar em contato com mortos. Há também algo com relação à doadora das córneas. Já que a ênfase é na visão há um trabalho maior no uso do foco, dos segundos planos, no enquadramento, etcs. Como no filme do Shyamalan há conceitos espíritas e um guia (o médico dela), mas acrescenta-se premonições ao enredo. Os momentos de tensão são bons mesmo para quem já saiba do que se trata. O filme pode ser visto como um aprendizado espiritual mais que um terror.

Coração Sem Lei (The Lawless Heart)

Produção inglesa que apesar de terna, nunca decola. São 3 histórias que partem de um mesmo ponto (então voltamos ao ponto inicial a cada meia hora pra uma nova história) falando de relacionamentos amorosos. O que mais gostei foi da primeira, do cara de meia idade que se encanta com uma mulher vivaz, mas como o filme não segue sua histórai e seus dilemas... Os outros dois, do gay que perdeu recentemente o amante e se envolve com uma mulher e do cuca fresca que se envolve com uma vendedora que teve um caso com seu amigo tempos atrás nunca chegam a envolver o espectador. Bill Nighy (o cantor em Simplesmente Amor) é o cara de meia idade e a cena dele recebendo um boquete no carro é ótima, pois é feita de um jeito que traição não se aplica (opa, tô soando como o Bill Clinton que disse que sexo oral não é traição hehe), foi mais um alívio, quase solitário.

São Francisco (Francesco)

Produção para a tv dirigida por Michele Soavi sobre a história de São Francisco De Assis. As outras produções sobre o santo não vi (Irmão Sol, Irmã Lua, um com o Mickey Rourke) para comparar, mas essa se mostra uma boa cine-bio com uma boa interpretação Raoul Bova (que vi pouco tempo atrás bem diferente em Sob O Sol De Toscana). Acho Francisco um personagem fascinante, também estava predisposto a gostar, mas o filme em si tem belos momentos, extremamente religiosos que podem irritar certas pessoas. Nunca fica certo se ele era apenas maluco ou santo já que ele é mostrado mais como um rebelde do que um curador ou homem que faz o bem. A bela Amélie Daure como Chiara (conhecida como Santa Clara) traz um pouco de romance impossível entre os dois. Não sei se a oração famosa de São Francisco De Assis foi criação dele, mas se foi senti falta no filme, há um trecho que encaixaria perfeito. Só faltou isso. Adoro a oração e seria tão bom que eu e todos mais ouvissem e praticassem mais essas palavras. Quis ouvir depois a bela versão que Sarah McLachlan fez para a oração, Prayer Of St. Francis. Coloquei pra vcs ouvirem,
aqui. Senha: D2002AF5

Lord make me an instrument of your peace,
Where there is hatred let me sow love
Where there is injury, pardon
Where there is doubt, faith
Where there is despair, hope
Where there is darkness, light
And where there is sadness, joy

O divine master grant that I may
Not so much seek to be consoled as to console
To be understood as to understand
To be loved as to love
For it is in giving that we receive
It is in pardoning that we are pardoned
And it's in dying that we are born to eternal life
Amen.

posted by RENATO DOHO 9:24 PM
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domingo, dezembro 19, 2004
Livros

Faz um tempinho que não comento livros lidos aqui... Os últimos lidos:

- O Lucro Ou As Pessoas? (Profit Over People): Noam Chomsky

como sempre ler Chomsky é muito bom

- Yossel Rakover Dirige-Se A Deus (Jossel Rakouvers Wendung Zu Gott): Zvi Kolitz

livrinho pequeno e poderoso sobre o holocausto, a segunda parte é toda a história envolvendo este texto que virou uma lenda; bom para ser lido em parceria com Em Busca De Sentido de Viktor E. Frankl, este sim um relato real dos campos de concentração

- Paulo Francis – Brasil Na Cabeça: Daniel Piza

breve, mas bom perfil de um dos melhores jornalistas deste país, Piza não fica só nos elogios, fala dos defeitos, contradições e fraquezas de Francis

- O Código Da Vinci (The Da Vinci Code): Dan Brown

não é que é um thriller muito bem realizado? Brown faz capítulos curtos e sempre com ganchos para que continuemos lendo com atenção e no meio disso oferece vários assuntos legais (para quem curte, como eu) sobre sociedades secretas, conspirações, Cristo, Maria Madalena, Da Vinci, etcs não sei como vai ser quando virar filme pois a parte expositiva das teorias deve ser sacrificada e é um dos aspectos mais fascinantes do livro; também quero ver como vão resolver a questão da identidade do vilão, já que em vários momentos a narração fica com ele, o recurso é ótimo pra literatura e péssimo pro cinema, o espectador não vai poder ver quem é antes da hora e se cortarem estas partes a narrativa enfraquece

com isso as próximas leituras são:

Os Segredos Do Código - Dan Burstein, bom destes thrillers que envolvem pesquisa é que depois queremos saber mais do assunto tratado, e como Código Da Vinci fez sucesso vários outros saíram na cola, este aqui é um dos "filhotes" que é o mais bem conceituado, pegando vários especialistas para análise e discussão dos assuntos tratados na narrativa

Criatividade E Grupos Criativos - Domenico De Masi, meu desejo seria ler todo esse livro entre o natal e ano novo, mas sei que é algo improvável para suas 700 páginas de letras bem pequenas

Como Faço O Que Faço E Talvez Inclusive O Porquê - Gore Vidal, ensaios reunidos e traduzidos por Diogo Mainardi, serve de primeiro contato com Vidal que nunca li nada

Sol Negro, Depressão E Melancolia - Julia Kristeva, anotado e comprado depois de ver a maravilhosa Márcia Tiburi comentando o livro num Café Filosófico

Seinfeld E A Filosofia - William Irwin, aproveitando que estou com a primeira caixa do seriado nada melhor que seguir na onda para ler sobre filosofia

e algum de cinema, não sei qual ler no momento, algum desses: Hitchcock / Truffaut, As Teorias Dos Cineastas, Abbas Kiarostami ou Luis Buñuel – A Critical Biography.


posted by RENATO DOHO 6:17 PM
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sábado, dezembro 18, 2004
Presente de Natal

Para os leitores deste blog (vários? alguns?) coloquei algumas faixas de trilhas sonoras no disco virtual para baixar. Indico todas. As faixas são:

Back To The Future Theme - Alan Silvestri (clássica! um dos melhores temas que o Silvestri compôs)

Blain Gets Killed - Alan Silvestri (fãs de Predador vão identificar esse trecho na hora, é o prelúdio de uma das melhores cenas dos anos 80, finalmente tenho a música, meu vício era tanto nesta cena que além de tê-la copiada em vídeo nos anos 80 eu ainda gravei numa fita cassete o trecho e ouvia sempre! a palavra "contact" gritada por Bill Duke foi uma das mais marcantes da minha adolescência e até hoje fico emocionado quando revejo a cena)

I Do Believe In Fairies - James Newton Howard (faz parte de uma das mais emocionantes seqüências do brilhante filme Peter Pan, de P.J. Hogan)

Everywhere - Jerry Goldsmith (mais um emocionante trecho musical, do filme Energia Pura, a seqüência final tem um impacto emotivo grande devido à essa composição do grande Goldsmith)

Festivo - Keiichi Suzuki (pra quem viu Zatoichi vai adorar relembrar o final com essa música, maravilhosa!)

Life's Incredible Again - Michael Giacchino (uma das composições para a trilha de Os Incríveis, adorável!)

Warriors - Tan Dun (da bela trilha de Tan Dun para Hero, com destaque para a percussão no início e as cordas no final)

Frantic - Yeong Wook Jo (hipnótica música da trilha de Old Boy que nos faz entrar no belo pesadelo que é o filme)

Acessem e baixem.

Senha: 4024D14D

disponível até 25/12/2004.

posted by RENATO DOHO 10:17 PM
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