Horror De Frankenstein (The Horror Of Frankenstein)Mais uma adaptação de Frankenstein (e mais uma pela Hammer) que não perde o interesse e nos mantém atentos e interessados durante todo o filme pela tradicional competência da Hammer na condução da narrativa pela equipe montada (diretor, elenco, produção, etcs). Há algumas coisas que acho diferente de outras adaptações (e como nunca li o original não sei qual foi a mais fiel) como Frankenstein ser cobiçado pela garotas locais e ele começar a usar o monstro numa cadeia de assassinatos ao invés de abominar sua criação. Há até uma porta para uma continuação.Viy – O Espírito Do Mal (Viy)Um exemplar raro por aqui do cinema fantástico russo inspirado em conto de Gogol. É um fascinante filme sobre uma lenda popular. Um seminarista tem um encontro inusitado com uma bruxa e logo após recebe a ordem de ir zelar pelo corpo de uma jovem recém falecida que exigiu sua presença. O pai da jovem faz com que ele passe três noites trancado com o caixão para orações. Cada noite é excelente no que consegue criar de clima e mostrar em imagens, e vai aumentando para o clímax e noite final. Mesmo curto na duração o filme não parece apressado e a impressão que fica é grande.Amarelo MangaÉ engraçado ver um filme tanto tempo depois do auê em cima e foi como vi o filme, numa sessão do Canal Brasil antecedida pela exibição do curtas Texas Hotel de Claudio Assis e Conceição de Heitor Dhalia onde Assis atua, e também por uma conversa de Assis com Pedro Bial. A primeira impressão que tive após ver o filme era a pergunta: "mas é isso?". Não vi o que poderia ser chocante ou polêmico, o filme passou como mais uma narrativa pontuada com uns palavrões a mais. Durante o filme achei tudo meio esquizofrênico: ir contra uma estética bonitinha mostrando os arredores de Recife mas tendo Walter Carvalho na fotografia (que sempre torna tudo atraente visualmente); mostrando cenas documentais do povo e da cidade (o que mais gostei do filme) colocando no meio planos "cinematográficos" em travellings ou tomadas acima do teto descaracterizando qualquer realismo; usando figuração popular mas dando os papéis de destaque para artistas conhecidos... Não gostei dessa mistura e dessa procura pelo que aparentemente seria chocante (a mulher com o inalador, Leona tendo nudez frontal, a morte do boi, tiro ao alvo em cadáver, etcs), me lembrou Larry Clark na sua redução de personalidades (que torna tudo previsível como a beata se soltar, só faltou o padre fornicar com uma mulher ou mesmo um homem) onde tudo vira mais um joguete do que uma criação de personagens interessantes, críveis e relevantes. As atuações são boas pois estão em mãos competentes (Matheus, Dira, Diaz, Jonas), mas fica nisso.ATUALIZAÇÃO: esqueci de comentar aqueles planos horríveis do povo olhando sério pra câmera perto do final! não pelo povo, mas a forma Sebastião Salgado que tinha me irritado sendo usado similarmente em Diários De Motocicleta. Se ainda fosse cenas do cotidiano como no resto do filme ficaria melhor, mas aquela forma posada... posted by RENATO DOHO 12:10 AM . . . Comments:
Kimberly WilliamsErika Christensen posted by RENATO DOHO 12:46 AM . . . Comments:
A Explosão Da Música Irlandesa (From A Whisper To A Scream)Bom documentário de 2000 que dá uma geral na história da música irlandesa, principalmente no rock a partir da década de 50. Com muitos vídeos raros e fotos não há uma narração que guie o espectador, mas sim entrevistas com personalidades irlandesas que vão contando à sua maneira a época e bandas. Gente como Bono, Bob Geldof, Jim Sheridan, The Edge, Van Morrison, Bill Whelan (compositor do Riverdance), Sínead O'Connor, Dolores O'Riordan, The Corrs, escritores, jornalistas e outros dão suas impressões sobre os mais diversos artistas, acontecimentos musicais onde os irlandeses se destacaram (como o Live Aid) e até os próprios trabalhos. Fora o U2 que evidentemente tem destaque há um especial tratamento para Rory Gallagher e Phil Lynott do Thin Lizzy (que na minha ignorância não sabia que era negro!), dois brilhantes músicos que influenciaram muita gente. A quantidade de artistas e bandas abordadas é tamanha que nem cheguei a anotar. Infelizmente a Cine Art fez um péssimo trabalho de legendagem. O sotaque irlandês pode ser mais difícil de se entender, mas quem legendou não sabia nada de música e às vezes nem de inglês inventando frases sem sentido que de forma alguma soavam, mesmo que minimamente, com o que era dito. Muitas bandas nem apareciam nas legendas e o espectador tem que adivinhar de quem estão falando; Stiff Little Fingers virava Fingers por exemplo, egos virava Eagles que não tinha nada a ver com o contexto e muitos etcs. Uma pena que um documentário legal desse tipo seja estragado pela legendagem para quem não conhece um pouco de inglês. Por outro lado, é tanta coisa boa ainda pra se descobrir e ouvir vindo da Irlanda! posted by RENATO DOHO 2:08 AM . . . Comments:
Abismo De Um Sonho (Lo Sceicco Bianco)O primeiro filme dirigido apenas por Federico Fellini (Mulheres E Luzes foi uma co-direção) que já mostra todo o potencial e temática que vai expandir durante a carreira. A história (que tem Michelangelo Antonioni como um dos colaboradores) é simples: na lua de mel em Roma de um casal do interior há um desencontro entre marido e esposa (ela vai às escondidas encontrar um astro de fotonovelas por quem ela é apaixonada) para desespero do marido que tem que encontrar soluções para que seus parentes (influentes na cidade) não desconfiem de nada enquanto cumprem uma agenda toda programada de visitas e encontros (até com o papa). A parte dos bastidores da fotonovela mistura sonho com amargura, vê o lado engraçado do showbusinnes, mas também o cruel. Já as artimanhas do marido fazem um paralelo muito curioso com o próprio Fellini inexperiente e assumindo essa responsabilidade toda. Como se os dois tentassem equilibrar o caos (Fellini conta que nem dormia de tão preocupado que estava com as filmagens, além de ter um tempo reduzido). Vemos pela primeira vez a participação de Giulietta Masina interpretando o personagem de Cabiria numa ótima cena. A trilha de Nino Rota é brilhante (e é bem conhecida) e foi o primeiro trabalho junto com Fellini. A parte final é excelente, numa mistura muito bem dosada entre tensão e alívio, alegria e desespero, desilusão e esperança, emoção e humor.Sangue No Sarcófago Da Múmia (Blood From The Mummy's Tomb)Um bom exemplar da Hammer baseado em escritos de Bram Stoker. O diretor Seth Holt morreu uma semana antes de terminar as filmagens. A beleza de Valerie Leon marcou o filme e no dvd há uma entrevista recente com ela (depois ela foi uma bond girl). A história é absurda e meio sem nexo, mas as cenas são bem realizadas, incluindo a boa seqüência de loucura no hospital psiquiátrico. Apesar de alguns atores fracos a interpretação coletiva não sofre grandes perdas. Não há muita violência e nem nudez (o que é uma pena vendo Valerie em trajes egípcios), mesmo assim o filme tem seu interesse. posted by RENATO DOHO 1:26 AM . . . Comments:
Into The WestA nova minissérie de Steven Spielberg. posted by RENATO DOHO 12:57 PM . . . Comments:
Assalto Ao Carro Forte (Le Convoyeur)Mais um bom exemplar de um filme de gênero francês (como Malefique) desta vez com o policial. Aqui acompanhamos a rotina de funcionários de uma empresa de carros fortes que prestam serviços para os mais diversos estabelecimentos, a maioria de porte médio, nada grande como um banco, por exemplo. Entre esses funcionários o foco está no mais recente contratado interpretado por Albert Dupontel (Irreversível) cujas motivações não são claras durante toda a narrativa. Por vezes o filme lembra El Bonaerense no cotidiano desse pessoal, das diversões, dos vícios, da corrupção da "corporação". Só há ação mesmo na parte final, mas quando vem é de forma bem realizada e forte a ponto de ficarmos com a impressão que o filme todo foi assim. Mas a opção de boa parte da história não ser muito movimentada é para que conheçamos os personagens e suas motivações. O filme termina muito bem.Um Amor Para Recordar (A Walk To Remember)Um filme romântico cheio de clichês baseado no livro de Nicholas Sparks (Diário De Uma Paixão) que por algum motivo no decorrer da história nos cativa. Muito talvez venha de Mandy Moore, essa jovem cantora carismática que vem fazendo um belo trabalho no cinema (de todos que vi dela até agora nenhum é ruim), que não se preocupa em ser linda. Quem sabe a história vá ficando mais séria e por isso a impressão inicial negativa de mais um filme sobre estudantes não se sustente. Mesmo que saibamos exatamente como tudo vai passar sentimos que o jovem começa a amar a garota, e o pai fique mais tolerante, entre outras situaçoes, não pelo roteiro, mas simplesmente pelos personagens que ali estão (e também pelos atores que conferem uma verdade). Óbvio que o final é lacrimoso. Parece que a história é baseada numa ex-namorada de Sparks, mas não procurei ver se é verdade ou não.Aro Tolbukhin – Na Mente Do Assassino (Aro Tolbukhin – En La Mente Del Asesino)Um interessante filme de produção mexicana e espanhola sobre um suposto serial killer que incendiava mulheres grávidas. O formato é de documentário misturado com narrativa (vemos uma entrevista com o serial killer na prisão e a história dele sendo feita por um ator, além de outros participantes). Creio não ser um caso real, mas algumas tomadas antigas até soam verdadeiras. Uma das melhores partes é da infância, da relação do assassino com sua irmã, filmada num belo p&b. Neste instante o filme fica mais lírico, na inocência da relação incestuosa (as cenas da árvore, da primeira vez e do fogo são de grande beleza misturadas com algo mais sombrio).As explicações psicológicas são exatas demais (por isso a impressão que seja apenas um roteiro fictício), mas não atrapalham na apreciação do filme.O Show Não Pode Parar (The Kid Stays In The Picture)Um documentário muito bom sobre a fascinante trajetória do produtor Robert Evans que esteve envolvido com os filmes O Poderoso Chefão, O Bebê De Rosemary, Love Story, Chinatown, Maratona Da Morte, Cotton Club, entre outros. A maioria das histórias da realização destes filmes são mostradas no documentário (a de Mia Farrow em Rosemary, por exemplo, eu sabia muito por cima). Evans narra e como é baseado no próprio livro que escreveu há uma visão única das coisas, o que torna tudo mais divertido e particular ainda (a traição de Ali McGraw é um momento triste, a sua decadência depois também). O momento que dá título ao filme (no original) é antológico. Além de sabermos fatos de bastidores o documentário fez um trabalho muito bom com as fotografias que foram filmadas e montadas para dar movimento e vivacidade aos fatos narrados (há cenas da época também, mas Evans tirava muitas fotos, por isso há um bom registro das épocas). Há momentos que esquecemos que o que vemos são fotos e não um filme (que aliás são fotos do mesmo jeito - esse jogo é muito bem elaborado pelos diretores) e a narração interpretativa de Evans só ajuda, dando suspense, tensão, tristeza ao que se fala ou à situação que se apresenta. Fora a coisa do produtor e do cinema o documentário também monta um retrato do jovem ambicioso e boa pinta, do poderoso que vai ao fundo do poço e da ligação entre as pessoas. Recomendável para todos os interessados em cinema. posted by RENATO DOHO 12:02 AM . . . Comments:
Eros posted by RENATO DOHO 4:58 PM . . . Comments: