RD - B Side
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"Sometimes meaningless gestures are all we have"

terça-feira, janeiro 31, 2006
Jane Seymour



Desirable até
hoje.

posted by RENATO DOHO 1:42 AM
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segunda-feira, janeiro 30, 2006
Cake – A Receita Do Amor (Cake)

Indicado mais para fãs da Heather Graham. Ela faz uma aventureira (em vários sentidos) que assume a revista sobre casamentos (conceito que ela abomina) para ajudar o pai doente. Previsível, mas não ruim. Bons coadjuvantes como Sandra Oh e Cheryl Hines ajudam. O foco no amadurecimento dela foi acertado ao invés de ser pura comédia romântica, as cenas com o pai até dão a impressão que podiam ser mais exploradas para serem muito mais significativas do que acabam sendo, mas o filme ao menos não desperdiça totalmente esse lado.

Amor Daquela Espécie (A New Kind Of Love)

Comédia romântica com o casal Paul Newman e Joanne Woodward. Pra mim que gosto dos dois foi bem agradável, mas os exageros de certas "alucinações" podem afastar o público. Eles só se juntam mesmo do meio pro fim e as soluções encontradas ao menos são bem diferentes do que vemos atualmente (mesmo que a base seja a mesma: a paixão ocorre com uma mentira e o dilema é quando contar a verdade). Como o cenário é Paris e o universo da moda é retratado os interessados pelo tema podem ter um extra a mais.

Sinfonia Prateada (Has Anybody Seen My Gal?)

Deliciosa comédia de Douglas Sirk. Não sei se o filme foi refilmado ou eu possa ter visto quando adolescente mas durante todo o filme tive a sensação que conhecia aquele roteiro, aquele milionário e aquela família, só não lembrava como as coisas se desenrolavam. Tem o tom dos filmes de Capra direcionando no que o dinheiro modifica as pessoas só que o final tomado é ótimo, sem revelações que poderiam ser esperadas.

Fala Greta Garbo (Garbo Talks)

Bom filme de Sidney Lumet dos anos 80 com Anne Bancroft fazendo uma mulher bem influenciada por Greta Garbo, toda independente e combativa. Quando adoece pede ao filho (Ron Silver) um encontro com Garbo antes de morrer. Além do filme lidar com essa coisa do mito, do cinema e as pessoas comuns, também mexe com as expectativas de vida profissionais e amorosas do filho, fora um belo momento com Harvey Fierstein incluindo o elemento gay que sempre esteve ligado à Garbo (com ela e seus fãs).

Apuros De Um Xerife (The Sheriff Of Fractured Jaw)

Western cômico de Raoul Walsh. Inglês arrumadinho vai para o oeste vender armas da loja do tio e acaba virando xerife de uma cidade que tem dois bandos rivais. A graça vem de como ele resolve tudo com o seu jeito civilizado inglês, até com os índios. Claro que nem tudo é perfeito, temos que aguentar algumas canções da Jayne Mansfield. Fora isso o filme é bem engraçado.

O Local Do Crime (Le Lieu Du Crime)

Filme de André Téchiné com colaboração no roteiro de um jovem Olivier Assayas. A história basicamente envolve um garoto de uma vila, sua mãe (Catherine Deneuve), seu pai, seus avós e dois criminosos foragidos. Só que tudo é mostrado da maneira francesa, alternando focos narrativos (pensamos que o foco é o garoto mas depois é a mãe, depois o foragido, etcs) e com os personagens tendo sentimentos contraditórios e impulsivos. Vários filmes com a Deneuve mais adulta (alguns com Téchiné) colocam um jovem se relacionando com ela, o que é totalmente compreensível, mas fica parecendo uma marca, uma exigência dela ou um presente especial para o jovem ator (que inveja). Não deixa de ser quase fetichista (décadas atrás, 90 e 80, hoje não sei) você, um jovem ator, ter a chance de se envolver com o mito Catherine Deneuve mesmo que só nas telas (quem sabe não só lá). No filme ela tinha 43 anos, e ainda muito bela. Mas desvio (é o efeito Deneuve)... o filme mistura drama com suspense e com um leve tom fatalista (achei até que seria bem mais, inclusive logo no começo quando achei que haveria uma morte que repercutiria durante todo o filme nos outros personagens) divagando sobre desejos, família e fugas. E o final, bem, é bem francês hehe



posted by RENATO DOHO 11:40 PM
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domingo, janeiro 29, 2006
Nellie McKay



Pra falar a verdade conheci hoje, mas depois fui saber que já tinha ouvido duas canções dela, uma no álbum This Bird Has Flown - Tribute To The Beatles' Rubber Soul e na trilha sonora de Weeds. Poxa, que cantora criativa e legal! Ouvi o novo álbum dela, Pretty Little Head.

O anterior, Get Away From Me (irônico com o Come Away With Me da Norah Jones), ainda não tenho ou ouvi. É um álbum duplo.

Ouvi falar que neste segundo álbum houve problema com a gravadora, ela queria lançar 21 canções mas acabou com apenas 16. Preciso me interar mais. Há participações especiais de kd lang e Cyndi Lauper.

Rob Reiner a chamou para a trilha de Dizem Por Aí que terá 6 canções inéditas dela incluindo uma cover de Cole Porter e um dueto com Taj Mahal.

É uma cantora que vale muito conhecer e curtir.


posted by RENATO DOHO 10:45 PM
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sábado, janeiro 28, 2006
The Legend Of Johnny Cash



Link

Senha: www.dancingmokey.com



Pra quem não tem nada (ou quase nada) dele é uma boa coletânea lançada para pegar carona no sucesso do filme Johnny & June. Comparem depois a versão de Jackson que aqui Johnny cantou com June Carter Cash e a da trilha de Walk The Line com Joaquin Phoenix e Reese Witherspoon: impressionante!

A capa americana é mais bonita:



e tem mais canções, faltou aqui: Sunday Morning Coming Down, One Piece At A Time, Delia's Gone e The Man Comes Around (Early Take).

posted by RENATO DOHO 3:46 AM
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sexta-feira, janeiro 27, 2006
Atualizada

alguns álbuns baixados:

Clap Your Hands Say Yeah - Live On Morning Becomes Eclectic
Eva Cassidy - Live At Blues Alley
John Fogerty - The Long Road Home
Katie Melua - Call Off The Search
Katie Melua - Piece By Piece
Memoirs Of A Geisha
Richard Ashcroft - Keys To The World
Rufus Wainwright - Poses
Rufus Wainwright - Rufus Wainwright
Sepultura - Dante XXI
Sheryl Crow - The Trinity Church Sessions
The Very Best Of The Jacksons
thesurfmotherfuckers - Solano Star
Weeds - Music From The Original Series
Yamandú Costa - Ao Vivo

alguns livros lidos:

The Jaws Log – 30th Anniversary Edition: Carl Gottlieb

(bem interessante, sobre as filmagens de Tubarão; tem fama de ser um dos melhores livros de making of; gostaria que o próprio Spielberg tivesse escrito algo, pois foi nele a pressão total, no livro não fica tão opressivo assim a coisa com ele - nem diz que chorou, que o presidente do estúdio foi à locação, etcs - mas foi uma rotina pesada de 5 meses direto)

Quase Tudo: Danuza Leão

(ignorava a Danuza, não a lia, não queria saber dela - sem reais motivos - e nem conhecia sua história; foi ótimo ter lido o livro, é bem mais interessante que imaginava e ela narra tudo fluentemente)

Mandrake - A Bíblia E A Bengala: Rubem Fonseca

(que bom voltar a ler Fonseca! e ainda com Mandrake de protagonista; duas histórias numa mesma narrativa, gostoso de acompanhar e ler, desta vez mais leve tanto na violência quanto no sexo; foi uma super gentileza do meu amigo
Ailton que enviou o livro pra mim)

e comprados:

Humano, Demasiado Humano: Friedrich Nietzsche

(da coleção Companhia De Bolso que tem lançado coisas bem legais por preço mais acessível; recomendo o Auto Engano do Eduardo Giannetti, o Livro Das Religiões do Gaarder e o Além Do Bem E Do Mal do Nietzsche)

A Arte De Escrever: Arthur Schopenhauer

(outra coleção boa a barata, os pockets da L&PM, tenho vários; recentemente saiu Misto Quente do Bukowski que já reservei na livraria; em Sampa fácil de achar nas bancas de revista)

Vendo minhas anotações completei 350 livros lidos até hoje e se pegar a idade de 15 pra frente (eu não conto os que li antes, aliás os primeiros anotados são As Aventuras De Sherlock Holmes e Roteiro - Agatha Christie é numa listagem separada) quando comecei a ler mesmo dá uma média de 21 livros por ano, o que acho média baixa, uma boa média seria de 36, 3 por mês, o que acho mais do que possível ou quem sabe 4. O mais triste é que tenho uma quantidade superior de livros a serem lidos do que a totalidade do que li até hoje! Se continuar nesta média baixa só aos 60 terei lido todos os livros que tenho (e sem comprar mais nenhum até lá)! Poxa, agora fiquei triste hehe

posted by RENATO DOHO 11:42 PM
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Lançados





os dois do mesmo autor, Bloody Sam só agora em paperback



leria pelo Cohen, Hill, Kasdan, Leonard e Milius



essa coleção é boa, está para sair do Woody Allen e do Howard Hawks



boa capa hehehe


posted by RENATO DOHO 11:35 PM
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quinta-feira, janeiro 26, 2006
As Loucuras De Dick E Jane (Fun With Dick And Jane)

Divertida comédia que tentou esconder seu real tema, o político. Toda campanha lidava mais com trapalhadas de um casal assaltante e não dos efeitos da economia americana na vida das pessoas através dos escândalos corporativos, como o da Enron (Spike Lee lidou com isso de outra forma em She Hate Me). E o filme consegue ser extremamente divertido (Jim Carrey e Téa Leoni estão ótimos juntos) além de relevante. Não sei se só eu que notei, mas Jim Carrey me pareceu bem envelhecido, e notar isso em homem é coisa rara pra mim, só quando é bem evidente. Sem desmerecer o diretor, mas eu nem sabia quem tinha dirigido ou mesmo depois de saber continuava sem saber quem era Dean Parisot (dirigiu Monk e Curb Your Enthusiasm). Essa refilmagem consegue criar o mesmo clima do original (não vi, falo da década) quanto à situação política e social de um tempo, muitos filmes da década de 70 lidavam com o desemprego e a desilusão de uma era, o que de certa forma essa refilmagem também lida.

Amor Em Jogo (Fever Pitch)

Um dos filmes mais sem graça que vi nos últimos tempos. Incrível que pela primeira vez temos um protagonista que não consegue ter uma, eu disse uma, piada boa em todo filme! Se Jimmy Fallon já era sem graça no Saturday Night Live não seria num filme, sem contar com suas imitações que eram o que lhe salvava, que iria conseguir outro efeito que não o de tédio (e sem paixão por algo, o que mata todo o filme). O péssimo roteiro também não ajuda. Além do personagem ser sem graça ele é fanático e infantil ao ponto que é difícil imaginar uma mulher como Drew Barrymore o aguentando (se bem que ela não é um bom exemplo, ela foi casada com o Tom Green...). Algo errado acontece quando vibramos com a separação do casal. Aliás as duas únicas boas cenas do filme são quando Drew volta de Paris e o confronta pela primeira vez e logo a seguir quando um garoto vira conselheiro sentimental. Duas cenas que se mostram relevantes, minimamente tocantes e engraçadas ao mesmo tempo. O resto... bom o resto é resto. Os coadjuvantes são porcamente desenvolvidos: as amigas da Drew até que têm mais espaço dos que os amigos do Jimmy, basicamente apenas figuras de decoração (a não ser o inadequado médico possivelmente gay que o roteiro só brinca duas vezes e deixa por isso mesmo). O beisebol, tão distante de nós, fica ainda mais chato aqui (e olha que muitos outros filmes conseguiram a proeza de deixar o jogo fascinante como Bull Durham e Desafio Do Destino). Interessante pra quem curte beisebol ver nos extras mais da feitura do filme em sincronicidade com o campeonato milagroso dos Red Sox. Só pra falar que é um filme dos Farrellys tem um menino com problema em uma das pernas, duas de cadeiras de rodas, etcs, isso fica tão clichê que daqui a pouco soa como piada a presença de pessoas "especiais" em algum filme da dupla. E Nick Hornby no meio disso? O filme poderia ser creditado como "distantemente inspirado no livro Febre De Bola" pois não sobra nada dele no filme, nem o pai permanece, criam um tio... E não é que tem uma corridinha no final? hehe E ainda o aplauso geral que também aparece em 90% das comédias românticas (e estavam em falta nas duas comédias recentes que vi - bem que o pessoal do rio poderia ter aplaudido Diane Lane e John Cusack! hehe). A versão inglesa, mesmo que bem inferior ao livro ao menos era engraçada e conseguia transmitir essa paixão pela bola (e não fanatismo), com um protagonista levemente mais maduro. E não vira um filme de como-transformar-minha-namorada-em-geek-também.

Guerreiros Buffalo (Buffalo Soldiers)

Ácido e ótimo filme de guerra ou melhor, sobre o exército. Joaquin Phoenix é um militar em uma base americana na Alemanha no ano de 1989, o tédio é constante e sua principal atividade é o mercado negro entre os soldados. Até que duas coisas acontecem: cai em suas mãos sem querer um lote de misseis e armamentos e entra na base um sargento linha dura (Scott Glenn). Coadjuvantes muito bem escolhidos que acrescentam ao filme: Anna Paquin, Elizabeth McGovern (que saudades, muito tempo que não a via), Ed Harris, Michael Pena e Gabriel Mann. Situações hilárias e absurdas (o tanque pilotado pelos soldados chapados é muito bom, com humor negro na morte de dois soldados) que culminam na guerra final, de humor mais negro ainda onde achamos graça de soldados se esfaqueando. Em paralelo às ações na base vemos pela tv o que ocorre na Alemanha como a queda do muro de Berlim. Joaquin ideal como o anti-herói. Gregor Jordan é um cineasta australiano que chamou atenção com o filme Two Hands e após este de guerra fez Ned Kelly (que agora quero conferir). E o final não poderia ser outro.


posted by RENATO DOHO 8:04 PM
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