quarta-feira, agosto 16, 2006
Pesquisa Literária 2006 (1)
Bom, quebrando a própria regra que criei estou publicando as listas que já recebi (quando a meta era publicar somente quando tivesse 25 respostas). A razão disso é que acho que não vai aumentar muito o número de listas a serem recebidas. De certa forma foi uma decepção esse ano o número reduzido de respostas, ainda mais que mandei para muito mais gente que em 2004. Há algumas listas que sei que chegarão em breve, mas são poucas. A grande maioria acho que não vão vir mesmo. É uma pena pois eu realmente queria saber o que o pessoal anda lendo, tanto das pessoas que tenham links aí do lado quanto de personalidades que de uma forma ou de outra gosto e/ou tenho curiosidade em saber os hábitos de leitura.
Espero que publicando as recebidas de alguma forma incentive as que não mandaram as respostas a fazerem isso.
Relembrando que são as listas dos 5 últimos livros lidos e os 5 últimos livros que mais gostou para o e-mail renatodoho@yahoo.com.br com nome e link, se houver.
Editei as listas para terem, no máximo possível, o mesmo formato e retirando qualquer passagem mais pessoal direcionada à minha pessoa, já que é algo para ser lido pelos leitores daqui. Também procurei ver os autores quando não são citados e em livros que não descobri apenas deixei o título.
Publiquei, mais ou menos, na ordem que foram chegando.
Agradeço mesmo as pessoas que responderam.
É uma seleção bem diversa e interessante de livros.
Aí vai:
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5 Últimos Lidos:
- Filme, de Lillian Ross - The Politics Of Good Intentions, de Steven Runciman - Bonitinha, Mas Ordinária, de Nelson Rodrigues - Criadores, de Paul Johnson - O Ano Do Pensamento Mágico, de Joan Didion
5 Últimos Que Mais Gostei:
- Mémoires Intérieurs, de François Mauriac - Le Dialogue Avec André Gide, de Charles Du Bos - A Neve Do Almirante, de Álvaro Mutis - Dentro Da Baleia, de George Orwell - Blink, de Malcolm Gladwell
Marcelo Coelho
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5 Últimos Lidos:
- Neuromancer, de William Gibson - Jonathan Strange & Mr. Norrell, de Susanna Clarke - O Livro Dos Fenômenos Estranhos, de Charles Berlitz - Os Filhos De Anansi, de Neil Gaiman - O 12º Planeta, de Zecharia Sitchin
5 Últimos Que Mais Gostei:
- Jonathan Strange & Mr. Norrel, de Susanna Clarke
Fico imaginando a cagada que vai ser essa adaptação cinematografica de um livro de 815 pág. que tem Napoleão, Magia, O Gamo Rei, etc, mas seria bacana ver o Johnny Deep como Jonathan Strange, além de ter dois personagens secundários fenômenais (Vinculus e Mr. Mildermas).
- O Lobo Da Estepe / Sidarta, de Hermann Hesse
Qualquer livro do Hermann Hesse é bom demais e o Lobo Da Estepe é acima de tudo, junto com Demian (que li no ano passado), um livro que fala muito para as pessoas que não se encaixam nesse mundo, essa angústia, esse sentimento de se sentir inconfortável com o status quo. Eu acho que o J.D. Salinger tirou alguma coisa do Demian para o Apanhador No Campo De Centeio.
- Neuromancer, de William Gibson
Nunca tinho lido esse livro e apesar de ser um livro de 1984 continua super atual, atemporal. O que posso dizer, o cara simplesmente definiu todo um conceito cyberpunk, além de ter uma pitada crítica social e tecnológica. Esses dias assisti um documentario com o Gibson chamado No Maps For This Territories falando sobre o livro e tecnologia o que me deixou mais curioso para ler o novo livro dele, Pattern Recognition.
- O Jogo Do Exterminador, de Orson Scott Card
Esse livro é supreendente. Um livro de ficção de primeira, não é a toa que está na lista do TOP de livros de geeks e de ficção. Imaginar todo um conflito interestelar entre a raça humana e uma raça alienigina e usando como ponta de lança de combate crianças é muito retardado. Tentava imaginar certas passagem do livro numa adaptação de Nascido Para Matar do Kubrick com Starship Troopers do Verhoeven huahauhauhauhau. Li também a continuação, Orador Dos Mortos, parece que a série tem 7 livros e eu só tenho esses 2 em português, então se quiser saber o resto, vou ter que ler em inglês ou espanhol.
- Os Filhos De Anansi, de Neil Gaiman
Neil "Sandman" Gaiman rules. Nesse livro ele usa um Deus da mitologia africana que tinha aparecido em Deuses Americanos como condutor da história. O livro é bem engraçado, não tanto como Belas Maldições (nesse caso acho mais por causa do Terry Pratchett) mas menos elaborado que Deuses Americanos (li no ano passado), que para mim continua sendo o melhor. Deuses Americanos daria um puta filme nas mãos do David Lynch.
Marcelo
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5 Últimos Lidos:
- Beneath The Underdog, de Charles Mingus
Fraco. É uma autobiografia sexual de Mingus, com um pouco de jazz. Eu preferia o contrário.
- Sexo Anal, de Luiz Biajoni
Li como e-book; o autor escreve no meu condomínio de blogs, está à procura de editora... é uma excelente novela pulp sobre jornalismo sensacionalista. E sexo anal, claro!
- O Paraíso É Bem Legal, de André Sant'anna
Genial. Descontrução de linguagem, paisagens de fluxo de consciência, reinvenção da prosa - li crítica dizendo que é o Grande Sertão Veredas dos anos 2000.
- Fargo (roteiro), de Ethan & Joel Coen
Esse filme é muito foda! O roteiro também!
- De Vagões E Vagabundos, de Jack London
Depoimentos quase-histórias das peregrinações e vagabundagens do escritor pelos EUA. É divertido, mas não tem muita unidade.
5 Últimos Que Mais Gostei:
- O Paraíso É Bem Legal, de André Sant'anna
- Geração 90: Os Transgressores
Segunda parte da coletânea que ajudou a definir a 'nova literatura' brasileira... Grande parte do livro é muito acima da média. Não cansa, instrui, diverte, faz pensar.
- O Perfume, de Patrick Süsskind
Já havia lido há muito tempo, reli recentemente... É uma obra única, magistral, desconcertante, surpreendente... E fico pasmo ao ver a capacidade do autor de descrever tantos e tantos cheiros ao longo do livro sem ser repetitivo ou chato!
- Sexo Anal, de Luiz Biajoni
Fácil, divertido, com personagens que prendem... Um belo folhetim com sacanagem!
- Corpo Presente, de JP Cuenca
Já faz algum tempo, mas citei pq me apareceu na mente. Um livro diabólico, confuso, engendrado, parido. Corajoso. E copacabanesco como poucos.
Tiago Casagrande
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5 Últimos Lidos:
- Zombar, de Guilherme Zarvos
Guilherme Zarvos é um dos cabeças do CEP 2000, junto com o Chacal, porém, é muito melhor que ele. Esse quinto livro reúne uma pequena novela, que dá título à obra, poemas e cartas abertas virulentas a Arnaldo Jabor e Elio Gaspari. Irregular, mas em alguns momentos excelente.
- Almoço Nu, de William Burroughs
Impenetrável mais famoso livro de Burroughs, "Almoço Nu" é um delírio constante. Cartilha da conhecida obsessão por drogas, sexo (anal de preferência), e crueldade do mais letrado dos beats. Logo no começo, abandonei todas as esperanças de sentido e resolvi seguir o fluxo da leitura, sem racionalizar muito. Descobri inclusive que o livro ficava mais divertido se lido bêbado. Serviu, entre outras coisas -- como saber o nome de várias substências alucinógenas lícitas e ilícitas --, para reativar meu interesse pelo filme do Cronenberg, canhestramente chamado aqui de "Mistérios E Paixões", me fazendo comprar o dvd. Por mais fascinante que seja (impossível esquecer do dr. Benway), prefiro o autobiográfico "Junky".
- Misto-Quente, de Charles Bukowski
Na vida cronológica do alter-ego Henry Chinaski, este é o primeiro livro de sua saga, pois começa quando ele é um bebê. Porém, foi um dos últimos romances "autobiográficos" escrito por Bukowski, posterior a "Cartas Na Rua" e "Mulheres", por exemplo. Excelente livro que mostra tudo o que se tornou clichê sobre o velho Buk à perfeição: a inadequação, as bebedeiras, o ódio ao pai carrasco e a dificuldade para lidar com o sexo oposto e com o mundo. Um livro tenso, cruel e, ao mesmo tempo, divertido.
- Um Sonho Americano, de Norman Mailer
Primeiro livro que leio do monstro sagrado Mailer. Em uma edição da década de 1980, li uma orelha do Paulo Francis que dizia, mais ou menos, que Mailer era um espécime raro na literatura contemporânea americana por conjugar lustro intelectual e talento para dissecar as três principais obsessões estadunidenses: dinheiro, sexo e violência. Repleto de personagens sádicos, "Um Sonho Americano" conta a história de um ex-combatente da segunda guerra mundial que, no espaço de um dia, joga a mulher da sacada de uma cobertura e diz à polícia que foi suicídio; se envolve com uma cantora de boate que é ex-namorada de um cantor de jazz louco chamado Shago Martin, que ainda a persegue; e decide acertar as contas com o sogro milionário e psicopata. O livro começa de modo impagável, com o narrador lembrando da batalha na guerra em que matou sozinho um monte de alemães que emboscara seu pelotão na Itália.
- Pastoral Americana, de Philip Roth
Esse livro faz parte da trilogia sobre a América, completada por "Casei Com Um Comunista" e "A Marca Humana". Neste, Roth elege como leitmotiv a guerra do Vietnã. Um filho de um imigrante que prosperou nos Estados Unidos vê sua filha se revoltar contra o sistema que possibilitou a prosperidade de sua família por conta da guerra. Desestabilizado, não compreende como a filha adorada, imigrante de terceira geração, possa ter se transformado em uma radical que odeia a América e tudo que ela representa. O narrador é o ótimo personagem Nathan Zuckerman, antigo alter-ego que Roth usa nos seus melhores romances.
Em Leitura:
- Casei Com Um Comunista, de Philip Roth - Quando Eu Era O Tal, de Sam Kashner - Da Morte, Metafísica Do Amor, Do Sofrimento Do Mundo, de Arthur Schopenhauer
Fabiano Morais
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5 Últimos Lidos:
- Mesas Voadoras - O Código Da Vinci, de Dan Brown - A Arte Da Guerra, de Sun Tzu - The Brethren, de John Grisham - The Partner, de John Grisham
Heitor Miura
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5 Últimos Lidos:
É difícil porque leio muitos ao mesmo tempo diretamente ligados ao meu trabalho... Então Moliére, Bela Bartok, Dalton, Russos, Paulo Leminski, ocupam a minha mesinha de cabeçeira e o chão ao redor da minha cama...
5 Últimos Que Mais Gostei:
- The Libertines Bound Together, de Anthony Thornton & Roger Sargent - A História Do Amor, de Nicole Krauss - Zoo Or Letters Not About Love, de Viktor Shklovsky - A Faca No Coração, de Dalton Trevisan (esse eu nunca tinha lido) - Sosha, de Isaac B. Singer
Felipe Hirsch
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5 Últimos Lidos:
- Quando Nietzsche Chorou, de Irvin D. Yalom - O Caçador De Pipas, de Khaled Hosseini - Seus Pontos Fracos, de Wayne W. Dyer - Viver Para Contar, de Gabriel García Márquez - Quase Tudo, de Danuza Leão
5 Últimos Que Mais Gostei:
- Cem Anos De Solidão, de Gabriel García Márquez - Duna, de Frank Herbert - Cisnes Selvagens, de Jung Chang - Dom Casmurro, de Machado De Assis - Memórias De Minhas Putas Tristes, de Gabriel García Márquez
Adriana De Castro
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5 Últimos Lidos:
- Harry Potter E O Enigma Do Príncipe, de J.K. Rowling - O Monge E O Executivo, de James C. Hunter - O Código Da Vinci, de Dan Brown - O Sucesso Não Ocorre Por Acaso, de Lair Ribeiro (pra faculdade, rs) - A Intimação, de John Grisham
5 Melhores:
- Pollyana, de Eleanor H. Porter - Um Longo Caminho Para Casa, de Danielle Steel - Harry Potter, de J.K. Rowling - Capitães Da Areia, de Jorge Amado - O Júri, de John Grisham
Rosângela Faro
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5 Últimos Que Mais Gostei:
- Folhas Da Relva, de Walt Whitman - Todo Homem É Minha Caça, de Millör Fernandes - 31 Canções, de Nick Hornby - Dylan, de Howard Sounes - Quase Tudo, de Danuza Leão
Marcos A. Felipe
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5 Últimos Lidos:
- Idade Verdadeira, de Michael F. Roizen - As Boas Mulheres Da China, de Xinran - Cisnes Selvagens, de Jung Chang - As Mulheres Mais Perversas Da História, de Shelley Klein - Discurso Do Método, de René Descartes
Todos valeram a pena, cada um à sua maneira. Sou particularmente vidrado em assuntos relacionados ao Oriente, por isto a presença de dois livros de autoras chinesas.
Em Leitura:
- Outlaws Of The Marsh (Shui Hu Zhuan), de Shi Nai'An & Luo Guanzhong
É um calhamaço de 2149 páginas, traduzido do chinês para o inglês, totalizando 4 volumes. Já estou na metade do volume 4... Falta apenas criar vergonha na cara para ler o restante.
Marcelo Reis
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5 Últimos Que Mais Gostei:
- O Prazer Dos Olhos, de François Truffaut
Só não gostei muito da parte em que Truffaut fala mal de alguns diretores franceses, hoje desconhecidos. Os textos amorosos e de homenagem são uma delícia. Destaque para o texto em que ele comenta a origem de Jules E Jim.
- Sangue Ruim, de Joe Coleman
É um livrinho com quatro contos sobre pessoas marginalizadas e algumas belas ilustrações. Seco, violento e triste.
- Memórias De Minhas Putas Tristes, de Gabriel García Márquez
Livro fininho do grande Gabo. Achei meio esquisito e até meio pedófilo o lance do velho apaixonado por uma adolescente de treze anos, mas o texto é uma delícia.
- Por Um Fio, de Dráuzio Varella
Um dos livros mais tocantes que eu já li. Eu já tenho uma curiosidade mórbida em saber de histórias de pessoas com doenças terminais. Então o livro foi um prato cheio pra mim. A leitura coincidiu com a morte de um amigo meu e durante várias passagens do livro eu chorei.
- Guilherme De Almeida Prado – Um Cineasta Cinéfilo, de Luiz Zanin Oricchio
Dá gosto ler sobre a vida de cinéfilo e de cineasta de Almeida Prado.
Em Leitura:
- 64 Contos De Rubem Fonseca - A Semente De Mostarda, de Osho - Grandes Diretores De Cinema, de Laurent Tirard - Maldito, de André Barcinski & Ivan Finotti - Afinal, Quem Faz Os Filmes, de Peter Bogdanovich
Ailton Monteiro
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Últimos Lidos:
- O Banco, de Henry Charièrre - Fernando Meirelles – Biografia Prematura, de Maria Do Rosário Caetano - O Príncipe, de Maquiavel
Michel SimõesMarcadores: 2006, Pesquisa Literária
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terça-feira, agosto 15, 2006
I'll Be In My Trailer: The Creative Wars Between Directors And Actors

By John Badham & Craig Modderno.
Beneath the entertaining and instructive war stories lies the truth: how directors elicit the best performances from difficult and terrified actors. You'll learn how to use proven techniques to get actors to give their best performances - including the ten best and ten worst things to say - and what you can do when an actor won't or can't do what the director wants. Includes never before published stories from veteran director, John Badham, as well as Sydney Pollock, Mel Gibson, James Woods, Michael Mann and many more.
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domingo, agosto 13, 2006
O Preço Da Paz (Price For Peace)
Documentário de Steven Spielberg junto com o historiador Stephen Ambrose sobre as guerras no pacífico durante a WWII, os diversos dias D desse lado da guerra. Começa com Pearl Harbor e mostra toda a ofensiva do outro lado do cenário da segunda guerra mundial. Servindo até como prévia dos dois filmes do Clint Eastwood que estão chegando (Flags Of Our Fathers e Red Sun, Black Sand) o documentário apresenta depoimentos dos dois lados, americanos e japoneses. Há um objetivo explícito (começando pelo título) de se tentar uma conciliação, com a equipe filmando no Japão, mostrando encontros atuais e uma cerimônia conjunta. Talvez o lado mais controvertido é quando a bomba atômica entra em debate, muitos veteranos americanos além de defenderem o uso naquela situação continuam achando que foi a escolha certa enquanto os japoneses questionam isso. Como não há o lado político não se toca no assunto da propaganda anti-comunista que geralmente é usada como motivo para que os EUA tenham lançado as bombas no Japão, ressaltasse que pelo espírito combativo japonês apenas assim eles realmente se renderiam. Creio que foram esses fatores junto com diversos outros que deram condições para o uso das bombas. De extras há mini documentários onde um bem interessante é sobre os cães usados no conflito, na tremenda utilidade e na enorme ligação dos cachorros com seus treinadores (eram cães, na maioria, de famílias americanas que voluntariamente deram os cães para o exército), inclusive mostrando o descaso com o cemitério dos cães e o que foi feito em relação à isso. Dava até um documentário inteiro sobre o assunto. Outros documentários foram feitos com produção do Spielberg sobre o assunto: Filmando A Segunda Guerra, We Stand Alone Together (vem como extra no box de Band Of Brothers), Burma Bridge Busters e The Pacific War que é uma minissérie que será exibida ainda este ano nos EUA.
Vingança Final (I’ll Sleep When I’m Dead)
Segunda parceria do diretor Mike Hodges com o ator Clive Owen (a primeira foi em Crupiê). Perfeita combinação pois um atua do jeito que o outro dirige ou vice versa. Owen é famoso pelo tom de voz e a classe, que encarna bem pessoas calculistas, metódicas e calmas. Hodges tem o mesmo estilo na direção, com andamento preciso, quase chegando a uma frieza inglesa, mas por isso mesmo com algo de sedutor, de planos que não parecem à toa e nem de uma montagem que se apressa em dizer algo. Claro que esse estilo não agrada à todos. O único porém do filme é o roteiro pois ao final não se mostra ou se retém todo o potencial que direção e personagem apresentam ou deixam de apresentar. A história é tão simples que se sente que faltou algo. O que ocorre é uma vingança pura e simplesmente. O motivo das ações não fica claro, o que era um início de sub-plot fica por isso mesmo e nem o destino de um personagem é mostrado (o que parece mais um erro do que uma intenção de não concluir). Fosse um roteiro mais forte o filme com certeza seria excelente. O filme despertou minha curiosidade em ver Crupiê que tenho gravado há tempos e ir atrás do famoso Get Carter. Além de outros de sua filmografia como Prece Para Um Condenado, O Homem Terminal, A Arte De Curar, Fuga Do Inferno e O Pesadelo De Sarah Scott. Será que eu reveria Flash Gordon? Foi um dos primeiríssimos filmes que vi no cinema!
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sexta-feira, agosto 11, 2006
Jackson Browne

Preciso conhecer e ouvir mais esse ótimo artista. Não é qualquer um que tem Bruce Springsteen discursando para sua entrada no Rock And Roll Hall Of Fame.
Seu álbum mais recente é o Solo Acoustic. Em Junho fez alguns shows com os amigos Pete Seeger e Dar Williams.
Infelizmente nada dele saiu por aqui em cd.
Há tantas belas canções que não cabem num único cd de coletânea, mas mesmo não sendo a seleção ideal vale baixar:
The Next Voice You Hear: The Best Of Jackson Browne
Link 1 Link 2 Link 3 senha: tpnkc
"Well I've been out walking I don't do that much talking these days These days These days I seem to think a lot About the things that I forgot to do And all the times I had the chance to
And I had a lover It's so hard to risk another these days These days Now if I seem to be afraid To live the life that I have made in song Well it's just that I've been losing for so long
I'll keep on moving, moving on Things are bound to be improving these days One of these days These days I sit on corner stones And count the time in quarter tones to ten, my friend Don't confront me with my failures I had not forgotten them"
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Revelations

Novo do Audioslave. Primeiro single:
Original Fire
"The original fire has died and gone, But the riot inside moves on"
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quarta-feira, agosto 09, 2006
Who Says You Can't Go Home

"To all our fans, thank you for another great year & another great tour. Enjoy your summer!" - Jon, Richie, Tico & David
E que venham as Nashville Sessions!
"We didn't plan any of that, it just happened. I can smell change coming again. I'm thinking of a Nashville sessions record. I'd like to knock out a quick record with a few country writers and artists and me and Richie. I'd like to get two or three artists to do duets with. I'd like to give a couple of Nashville songwriters a chance to shine, and Richie and I would write a few songs to prove we could hold our own with these guys." - JBJ

Flashback: apresentação histórica do Bon Jovi no Oscar em 1991, aqui.
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terça-feira, agosto 08, 2006
O Fino Da Vigarice (After The Fox)

Comédia hilária com Peter Sellers num de seus melhores momentos. Este filme estava escondido por aqui, gravado há anos e só fui lembrar dele quando o Carlão falou sobre ele mês passado conosco (Michel, Ailton e Aguilar) em Sampa. Tive que verificar se realmente tinha o filme gravado. No começo achei curioso eu ter o filme, por que seria? Gosto de Sellers, mas não a ponto de gravar qualquer filme dele, o mesmo posso dizer de Vittorio De Sica, que dirige (e até faz uma ponta como ele mesmo). Só quando vi os créditos que descobri o motivo: o roteiro é do Neil Simon de quem sou grande fã e este é um dos seus primeiros trabalhos em cinema (adaptação de uma peça sua). Simon brinca com os elementos do gênero (assalto / cinema) da mesma forma como brilhantemente fez em Assassinato Por Morte com os filmes de mistério e detetive. A história é de um grande roubo que foi realizado por um grande ladrão italiano mais conhecido como "a raposa". Para isso ele e sua gangue roubam um set de filmagem e fingem se passar por uma equipe de cinema num vilarejo fazendo um filme com um grande astro do cinema todo paranóico por achar que está envelhecendo. Há momentos de pura gargalhada e o roteiro é cheio de ótimos momentos (como a conversa com o contato no restaurante). Tão bom quanto o filme foi ver o Carlão reencenando algumas cenas do filme em especial do soco no astro e da tempestade de areia. O filme fica ainda mais engraçado para cinéfilos quando se tira um grande sarro do cinema e em particular do cinema italiano. Entre as melhores tiradas: "o que é neo realismo?" pergunta o astro, "sem grana" responde o agente dele; a cena do "nada" (pra mim o melhor momento, de se torcer de rir) quando Sellers tem a sacada de filmar o casal de atores fazendo nada para representar a falta de comunicação entre as pessoas (uma espetada em Antonioni); o momento logo a seguir a esse quando Sellers diz que o casal tem que correr, fugir, e por mais que corram nunca conseguirão escapar de si mesmos (só de escrever já caio na gargalhada) e assim o casal começa a correr enquanto a equipe vai almoçar; Sellers explicando essa cena sem sentido e soltando "captou o simbolismo da coisa?" hahahaha!; e o crítico no tribunal que aplaude entusiasmado após ver os trechos que a câmera filmou meio que sem querer durante a farsa, chamando o falso diretor de gênio, de um talento primitivo, que o filme capta a realidade como nunca antes visto, etcs. A persona de diretor que Sellers encarna também é uma forma de satirizar Fellini, seja pelo jeito de agir como pelo visual, além do nome, Federico Fabrizi. No elenco Victor Mature, Britt Ekland (esposa de Sellers na época), Martin Balsam e Maria Grazia Buccella (uma bela mulher). O final então, é brilhante!
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