terça-feira, setembro 19, 2006
Just Kate
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segunda-feira, setembro 18, 2006
De Palmas

A.O. Scott começa com as cisões diante de Missão Marte para falar dos defensores de sua obra (os culpados de sempre: Armond White, Charles Taylor e Pauline Kael) e também os detratores:
Say ‘Brian De Palma.’ Let The Fighting Start
"The possibility of recognizing and relishing such moments, and of appreciating the unique visual power of film, is at risk in a culture saturated with cheap, flashy, corrupting images, few of them worthy of a second look." - A.O. Scott
O próprio De Palma falando de alguns de seus filmes, recentemente:
The Lives Of Brian
"The problem with the Mission: Impossibles is they've been copied so much on television now. And then in the third one, where you have a television director [J.J. Abrams] directing it, you're going to get a long episode of 24." - Brian De Palma
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sábado, setembro 16, 2006
A Casa Monstro (Monster House) ••••
Ótima animação computadorizada que tem Steven Spielberg e Robert Zemeckis como produtores executivos. A técnica é a mesma empregada em O Expresso Polar e aqui é muito melhor utilizada devido ao roteiro e às atuações. A história é simples, mas criativa e sem ficar se escorando em brincadeiras, referências (a não ser o início que é igual ao de Forrest Gump), etcs e faz tempo que isso não acontecia em animações. Mesmo visto dublado gostei do trabalho dos atores (carioquês, mas bom) que combinou com os personagens, até quero ouvir no original quando sair em dvd (vozes de Steve Buscemi, Maggie Gyllenhaal, Jason Lee, Kevin James, etcs). As feições dos personagens são ótimas, dando personalidade e vida à cada um como a menininha do triciclo, os garotos, a babá (a voz ficou muito boa!), a garota que se junta ao grupo, o namorado pentelho da babá, o sinistro vizinho, o policial negro, etcs. A velha história da casa assombrada se renovou e consegue conquistar o público adulto talvez até mais do que o público infantil (pode ser um pouco mais aterrorizante pra esse público do que o normal). Além de ser uma ótima diversão e uma evolução técnica bonita de se ver a trama contém muita coisa legal que passa por uma trágica história de amor e uma inversão muito boa de um personagem, ressaltando ainda mais que não é uma mera animação ou mera diversão, passando sua mensagem sem ser didático. Escrevendo assim e relembrando trechos fico até achando que vi mais um filme que uma animação, que bom!
Notícias De Uma Guerra Particular •••
Só agora fui ver o documentário do João Moreira Salles e Katia Lund, depois de diversas reprises no GNT e do lançamento em dvd. Dá uma perspectiva diferente diante do que ocorre hoje. Sem querer vemos como até no crime São Paulo se organiza melhor, o PCC é quase a resposta do que se diz no documentário de que se houver organização o crime domina. Ver o BOPE agora, após ler Elite Da Tropa, é bem diferente. Só achei meio curto, poderia ser maior. Uma das coisas que mais ficam até hoje é a questão que Hélio Luz aponta: a sociedade quer o fim da corrupção, uma polícia séria? O exemplo da experiência no microcosmo de uma cidade dá idéía do que seria no macro. E isso se extende para todos os outros problemas, se realmente é de interesse social a justiça realmente funcionando, as leis realmente sendo cumpridas, etcs. Pois quase todo o tecido social está de alguma forma burlando leis e cometendo injustiças, se tudo funcionasse mesmo muita, mas muita gente mesmo não ia gostar nada disso (e não são só os "vilões" da história, é muito mais que isso, os ditos "cidadãos de bem" também). Então...
A Sangue Frio (The Ice Harvest) •••
Harold Ramis fazendo algo na linha de Fargo e Um Plano Simples. Pra mim isso é mau sinal, mas Ramis sempre consegue fazer algo bom (aliás, sua filmografia poderia muito bem ser reavaliada). O jogo de azares e traições é típico, até podemos ver onde tudo vai dar, mas a condução é muito boa, com boas atuações de John Cusack, Billy Bob Thornton, Connie Nielsen e Oliver Platt. Concordo com o final que Ramis escolheu, no dvd há outros finais, incluindo o que seria o original do livro em que o filme se baseou.
Pergunte Ao Pó (Ask The Dust) ••
Robert Towne passou tanto tempo tentando fazer o filme e quando faz dá nisso?! Não que seja tão ruim quanto achava que seria, mas quem leu o livro espera muito mais. Agora quem não leu até pode curtir além do que um simples romance entre um aspirante à escritor e uma garçonete mexicana. Em poucos momentos senti um clima de Fante nas imagens, nas falas, nas interpretações e até na reconstituição da época. Houve aqui e ali momentos soltos que lembravam Fante, só que perdidos no meio da narrativa. Salma Hayek, ao menos, está uma delícia. Espero que haja outra adaptação no futuro pra que essa não fique sendo a oficial.
Serpentes A Bordo (Snakes On A Plane) ••
Era pra ser um trash divertido (ao menos), mas acabei vendo um disaster movie mal feito. O problema é que o filme se leva a sério em momentos a mais do que deveria e assim expõe suas falhas que não apareceriam caso chutassem o pau da barraca, mesmo. Isso acontece lá pro fim, um pouco depois da famosa frase do Samuel L. Jackson (parece demarcar um momento, como aquelas transições para cenas de sonho/pesadelo). Naqueles poucos minutos o filme fica engraçado, mas é pouco, ainda mais depois de todo marketing feito. Sei do único momento, anterior a essa parte final, em que ri (ou ao menos sorri de verdade) que é quando Jackson solta um "great, snakes on crack!". Toda a parte terrestre é um desastre (não intencional); as adições feitas para agradar os fãs ficaram primárias (imaginem como era antes então!); Samuel nem chega a ser o herói cool em boa parte do filme. Parecia que estava vendo um filme do David A. Prior na Band (o nível é o mesmo) e que David Bradley ou Michael Dudikoff iam aparecer na trama. Se tivessem seguido a linha do ótimo O Ataque Dos Vermes Malditos ou até mesmo do bom Do Fundo Do Mar teria sido bem mais empolgante, engraçado (não ouso dizer que até Malditas Aranhas é melhor, mas quase hehe) e até tenso.
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sexta-feira, setembro 15, 2006
Dupla Identidade (Spooks / MI5)

Ótima série da BBC que é exibida tanto pela Tv Cultura quanto pelo People & Arts.
Fala das operações do MI5, o serviço secreto britânico. Quatro temporadas realizadas, a quinta começa esse mês lá fora. São 10 episódios cada temporada e há mudanças de elenco em boa quantidade, o que vem de encontro ao que o seriado trata: a vida dos agentes e o perigo de suas missões. Até agora um agente largou a agência, outra teve que fugir clandestinamente e três morreram em serviço. Do elenco original apenas o chefe continua, Harry Pearce (Peter Firth). Foi uma pena o personagem principal, Tom Quinn (Matthew Macfadyen), ter saído no começo da terceira temporada, mas o ator se mostrou mais no cinema fazendo Orgulho e Preconceito. Depois de sua saída, queira ou não, as coisas mudaram, pra pior e pra melhor.
Duas das melhores qualidades do seriado são o nível das interpretações (sendo elenco inglês não é de espantar) e as tramas que abordam de forma muito mais contudente assuntos emergenciais da atualidade. Não há histórias mirabolantes, mas sim eventos com tons realísticos únicos envolvendo terrorismo islâmico, política externa americana, política interna inglesa, problemas sociais britânicos (imigração, drogas, racismo), tráfico de armas e pessoas, exército, Síria, etcs. Assim sendo, certas coisas simplesmente não ocorrem como em outras séries: o QG não é simplesmente destruído, traidores não aparecem assim do nada e pipocando conforme o roteiro queira, grandes explosões, perseguições de carro por Londres, ressurreições inesperadas, etcs. A série se firma na realidade onde Tony Blair é o primeiro ministro, Bush o presidente dos EUA, e acontecimentos da vida real aparecem e afetam as tramas. Uma visita de Bush à Inglaterra é assunto de um episódio, ataque ao primeiro ministro outro, o caso envolvendo Lady Di também, ataques ao metrô londrino outro e assim vai, isso diferencia de longe esse seriado de qualquer outro (principalmente americanos que evitam bastante botar temas dos noticiários de forma tão direta assim, sempre acham subterfúgios dramáticos para contornar situações). WTC e Katrina com certeza estariam em episódios desse seriado caso esses acontecimentos tivessem ocorrido na Inglaterra e não como enfeites, mas questionando algo desses eventos. O seriado não serve de propaganda do serviço secreto britânico, há questionamento das ações do MI5 e tenta-se entender os grupos radicais e seus participantes (dando em ótimos embates), assim como nota-se um olhar bem cético das ações americanas.
Toda a estrutura narrativa é diferente também, às vezes caímos diretamente numa ação, em outras vamos passo a passo, as conclusões em muitos casos são frustrantes ou trágicas, todos os personagens têm graves falhas e algumas pontas ficam soltas (como aconteceria no MI5 real, sem finalizações de casos ou pessoas). Além de sempre ter esse clima de thriller de espionagem bem realizado o seriado guarda momentos de emoção e humor em determinadas situações. A visão da vida pessoal dos agentes não é nada boa, geralmente os laços afetivos pessoais são sacrificados, piorando os constantes dilemas éticos e morais de suas ações em campo.
Uma característica curiosa é que os créditos quase não aparecem, seja na abertura ou no final (diretor e roteirista passam bem rápido) ou mesmo no título dos episódios (foram renomeados apenas quando foram lançados nos EUA) o que dá um tom anônimo no seriado. Não sei quais os diretores mais constantes, quem mais escreveu (ou mesmo quem escreveu), quem é o criador do seriado, qual o nome dos atores principais e os coadjuvantes e participações especiais. De certa forma isso é bem positivo (e sendo coerente com um certo anonimato que uma vida de espião exige). Não há essa ênfase nos nomes e nem em elenco "bonitinho", com isso não ligamos para temporadas, brigas internas, reconhecimento autoral, títulos dando uma idéia do que o episódio trata, atores famosos mostrando a cara, spoilers, promos, chamadas, pessoas do elenco em capas e mais capas de revistas e ensaios de moda, fofocas, etcs, toda essas baboseiras que cada vez mais as séries americanas se afundam.
Uma curiosidade foi a participação de Hugh Laurie em um dos episódios da primeira temporada.
Vi três finais de temporada e todas foram muito boas, utilizando bons ganchos para a próxima. Na Cultura teremos o final da segunda temporada na próxima quinta. O People & Arts passa o seriado todo dia o que faz com que quase todas as temporadas tenham sido reprisadas várias vezes (1 temporada = 2 semanas), disse quase pois não sei exatamente o motivo o canal não tem os direitos da segunda, então sempre pulam da primeira para a terceira. A dublagem de ambos os canais é a mesma e não atrapalha, na verdade, eu já me acostumei, mesmo que saiba que seria outra coisa ouvindo os sotaques dos atores. Outra mudança é que a série passa na BBC com quase uma hora, uns 55 minutos, e nas versões fora de lá são montadas para os comerciais, ficando com os tradicionais 43 minutos, mais ou menos. Quem não sabe disso não sente a diferença, mas em dvd dá pra ter toda a duração (mas só importando pois dificilmente o seriado será lançado por aqui). Talvez no dvd também não haja a censura que em poucos casos apareceram onde detalhes de corpos mutilados ou baleados foram borrados (não sei se passa assim também na BBC).
Com essa constância de exibições no P&A vi a série em ordem levemente bagunçada pois perdia alguns episódios que não conseguia gravar (ou faltavam fitas). Da segunda (que tive que ver somente na Cultura) não vi 2; da terceira 1 e da quarta na terça que vem completo a temporada toda. Quem quiser ver desde o início poderá fazer isso quinta que vem no P&A. Espero que o canal passe a nova temporada em breve e que a série se mantenha em suas fortes bases, pois se desviar disso cai no comum como tantas outras.
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quinta-feira, setembro 14, 2006

Relançamento com novas introduções que a própria Ana escreveu.
E eis um bom bate papo com ela por ocasião do lançamento do livro Almanaque Anos 70.

Edição especial da revista Empire com matéria longa sobre a trilogia e diversas entrevistas.
 Paget Brewster

Hoje penúltimo episódio da quinta temporada de The Shield no AXN.
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terça-feira, setembro 12, 2006
Huff - Primeira Temporada

Huff é um psiquiatra que atende em Los Angeles, com uma boa carreira e uma boa família. Quando um de seus pacientes se mata na sua frente muita coisa muda e uma das principais coisas é que ele começa a questionar sua vida, tanto profissional quanto familiar.
O seriado é mais uma ótima produção da Showtime, canal à cabo nos EUA que também produz a excelente Weeds. O estilo lembra os seriados da HBO seja na duração (quase uma hora), na estrutura narrativa (a instigante abertura, a não necessidade de mini-ganchos para comerciais e nem de episódios para episódios), no livre uso de palavrões, drogas e nudez (não que haja abusos), na abordagem dos assuntos e na construção de personagens.
É um drama levemente cômico onde não há uma centralização no psiquiatra, mas em todos os coadjuvantes, sendo eles: a esposa, o jovem filho único, a mãe que mora com eles, o advogado melhor amigo, o irmão internado num hospital psiquiátrico e outros que volta e meia aparecem como a mãe da esposa, pacientes, a secretária do advogado e um mendigo que aborda Huff frequentemente. Cada um com seus problemas, suas falhas, mas geralmente girando em torno do questionamento do sentido da vida, mesmo que não autoconsciente. O que fiz até agora? Estou no caminho certo? O que farei de agora em diante?
Um dos grandes trunfos dessa criação de Bob Lowry além dos roteiros é o elenco intrinsicamente ligado aos personagens que cada um interpreta. Começando por Huff que Hank Azaria faz, eis a primeira real chance de Hank, muito mais conhecido pelo lado cômico, em fazer algo mais denso sem perder essa comicidade. Huff se debate em ser muito preocupado com os outros, em sempre querer ajudar e perceber que com isso deixou de prestar atenção em si mesmo e nas pessoas mais próximas como a esposa e o filho. Fica evidente que ele também sofra de distúrbios quando ele faz de seu irmão perturbado o seu confidente e não um outro psiquiatra (o que é natural um psiquiatra se tratar com outro psiquiatra como ocorre com o personagem de Lorraine Bracco em The Sopranos). O mendigo que ele esbarra toda hora e tenta ajudar nada mais é que uma projeção de sua psiquê. A esposa é feita por Paget Brewster que é um achado (fãs de Friends podem lembrar dela num episódio onde ela foi disputada por Chandler e Joey), boa atriz, também de um background cômico fazendo muito bem drama, ideal no papel de uma jovem mãe, bem atraente e maternal ao mesmo tempo. Se aparentemente vive saudavelmente vemos seus conflitos internos diante de sua profissão, sua família que mora longe e a relação conflituosa com a sogra. O filho é feito por Anton Yelchin e sua interpretação e seu jeito de ser acentuam o personagem mais centrado da série, muitas vezes o pai de seus pais, o que mais sente o clima da família seja ele bom ou ruim e ainda assim pisa na bola às vezes, mas tem uma abertura emocional diferencial diante de todos os outros. A mãe de Huff é extraordinariamente feita por Blythe Danner, um dos melhores personagens da série, complexa e contraditória, controladora e atenciosa, distante do filho doente e a melhor avó do mundo, preconceituosa e extremamente prestativa, um personagem que teria tudo para ser odiado e consegue ser adorável e ainda muito atraente (fora o fato de que adoro a Blythe como atriz e como mulher). Oliver Platt faz o advogado melhor amigo de Huff, totalmente hedonista que entra numa espiral autodestrutiva de drogas, bebidas e sexo casual (principalmente pago) e ainda ser bem sucedido além de ser quase da família (do Huff). Andy Comeau faz o irmão maluco de Huff, com uma complicada relação com a mãe e carinhosa com Huff, muitas vezes sendo de sua forma o equilíbrio mental do caos da vida de Huff.
Na primeira temporada as participações constantes foram de Robert Forster como o pai de Huff, Lara Flynn Boyle, uma paciente maluquinha e Swoosie Kurtz a sogra de Huff que enfrenta um câncer. Na segunda temporada Sharon Stone, Tom Skerritt (substituindo Forster, fazendo o mesmo papel) e Anjelica Huston fizeram participações em vários episódios.
A primeira temporada consegue terminar numa ótima confusão que junta todos os personagens principais na mesma situação.
Infelizmente, apesar das premiações e indicações (Blythe, Oliver e Swoosie ganharam prêmios, bem como a abertura e direção) o seriado foi cancelado após sua segunda temporada (no recente Emmy a Blythe ao ganhar novamente como coadjuvante ironizou o fato, fazendo um leve protesto). Mesmo assim é uma série que vale conhecer, que cativa com as histórias e os momentos dramáticos, cômicos e surreais, que trabalha bem as questões existenciais assim como as familiares e profissionais.
Felizmente o seriado foi lançado por aqui em dvd com alguns bons extras. Espera-se que a segunda temporada saia logo (nem saiu nos EUA ainda pois a segunda temporada acabou quase agora).
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segunda-feira, setembro 11, 2006
11/09/1940

Brian, parabéns!
"I've always been against the establishment from day one. I've never been accepted as that conventional artist. Whatever you say about David Lynch or Martin Scorsese, they are considered major film artists and nobody can argue with that. I've never had that. I've had people say it about me. And I've had people say that I'm a complete hack and you know, derivative and all those catchphrases that people use for me. So I've always been controversial. People hate me or love me." - BDP
"One of my favorite movies is The Red Shoes. It’s beautiful. I like beauty, and I like tragedy. I like to cry and be moved by what happens to the characters. I like Puccini operas. This is the kind of stuff that you never see. You can’t have a downbeat ending like this anymore. And this has been in art throughout the ages. I guess it’s because now you can’t sell products with a downbeat ending. You can’t be depressed, and go out and buy something. I think that’s really the answer to it in a nutshell. You’re not going to be using your credit cards if you’re sad. (Laughs)" - BDP
The Black Dahlia Production Notes
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